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14.12.2016

66 histórias de uma volta ao mundo: Indonésia

Plantação de arroz
Os famosos arrozais de Ubud

 

Por Nara Alves

 

Pegamos um voo de Christchurch, na Nova Zelândia, para Bali, na Indonésia. Por ser um dos países mais baratos da nossa viagem, nos programamos para ficar três semanas. Em Seminiak, alugamos uma moto para ir a praias próximas e para conhecer os famosos arrozais de Ubud.

 

Depois, fomos de táxi até o outro lado da ilha, em Sanur, de onde partimos, de barco, para Gili Meno, uma ilhota cuja volta se dá em 30 minutos de caminhada. Passamos a virada do ano lá, ao lado de outros turistas, já que praticamente inexiste vida local que não seja voltada para o turismo. Depois, seguimos de barco para Lombok, nossa última parada na Indonésia.

 

Dica de viagem

Cuidado com os sucos em viagem à Indonésia
Cuidado com os sucos em viagem à Indonésia

 

Eu e Bernardo passamos muito mal na Indonésia. Tivemos piriri brabo por vários dias. Não chegamos a parar no hospital, mas ouvimos histórias de gente que precisou tomar soro por desidratação. Então, seguem algumas dicas que nós mesmos não colocamos em prática: não comer nada cru, não beber suco, escovar os dentes com água mineral e tomar banho de boca fechada.

 

Raio X

Mount Batur, vulcão na ilha de Bali
Mount Batur, vulcão na ilha de Bali

 

Tempo no país: 21 dias

Locais visitados: Bali (Seminyak, Ubud, Tegallalang e Sanur), Gili Meno e Kuta Lombok.

Visto necessário? sim

Gasto com visto: zero

Transporte aéreo: 491 dólares

Transporte terrestre longa distância:

Marítimo 114,75 dólares

Terrestre 45,90 dólares

Total transporte terrestre longa distância: 160,65 dólares

Transporte local: 4,17 dólares

Hospedagem: 360 dólares

Alimentação: 132,25 dólares

Lazer: 38,15 dólares

Extras (principalmente itens de higiene pessoal): 16,86 dólares

Total por pessoa na Indonésia com passagem aérea: 1203,08 (57,28 dólares/dia)

Total por pessoa na Indonésia sem passagem aérea: 712,08 dólares (33,90 dólares/dia)

 

Trecho de “66 histórias de uma volta ao mundo”

Último dia de 2014. Às 4h da madrugada fomos acordados pela voz de um homem cantando num megafone. Ironicamente, soava como uma canção de ninar, mas tocada ao contrário, em slow. Só consegue imaginar o ruído quem já esteve numa ilha de edição – ou quem já rodou o disco da Xuxa no sentido inverso da vitrola.

 

Esse cântico vinha de uma mesquita a algumas quadras do nosso quarto, no interior da ilha Gili Meno, em Lombok, parte muçulmana da Indonésia – não muito distante de onde partiu o avião desaparecido da Air Asia, alguns dias antes, em 28 de dezembro. Como não há construções grandes e nossa cabana é feita de palha, o som viaja sem barreiras, o que nos dava a impressão de que a mesquita tinha sido construída dentro da nossa orelha.

 

Cinco vezes ao dia, todos os dias, esse homem canta no megafone para lembrar à comunidade de que está na hora de louvar a Deus. Apesar dos avisos, ainda não vimos ninguém rezando. Talvez os fiéis o façam dentro das casas ou mesmo dentro de si. Talvez a voz do homem já tenha sido incorporada como o cuco da cidade, e ninguém dá muita bola, o que acho mais provável, tendo em vista a tranquilidade com que se leva a vida. O povo de Gili está mais para Bob Marley e Jack Johnson do que Maomé e o Alcorão.

 

País anterior: Nova Zelândia

Próximo país: Malásia

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

 

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo

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