66 histórias de uma volta ao mundo: Malásia

Lord Murugan, na entrada das Batu Caves, atração próxima a Kuala Lampur

Lord Murugan, na entrada das Batu Caves, atração próxima a Kuala Lampur

 

Por Nara Alves

 

De Johor Bahru, na fronteira com Singapura, seguimos de trem em direção ao norte da Malásia, para Kuala Lumpur. Circulamos por 4 dias a pé e de ônibus pela capital visitando museus, mesquitas, jardins, zoológicos, aviários e as Torres Petronas.

 

Dica de viagem

Muçulmano ensinando Bernardo a rezar

Muçulmano ensinando Bernardo a rezar

 

A Mesquita Nacional da Malásia tem uma arquitetura tradicional por dentro e moderna por fora, e uma receptividade incrível, especialmente tratando-se de turistas ocidentais ignorantes. Eles fornecem as vestimentas apropriadas e ensinam como se comportar, o que pode, o que não pode. Entregam folhetos em diversas línguas, explicam tudo, estão abertos às perguntas, mesmo as mais cabeludas. É uma boa oportunidade para deixar os preconceitos de lado.

 

Raio X

Santuário dos Elefantes, local onde os animais são tratados e adestrados

Santuário dos Elefantes, local onde os animais são tratados e adestrados

 

Tempo no país: 8 dias
Locais visitados: Johor Bahru e Kuala Lumpur
Visto necessário? não
Gasto com visto: zero
Transporte aéreo: 37,50 dólares
Transporte terrestre longa distância e local: 33,50 dólares
Hospedagem: 87,68 dólares
Alimentação: 45 dólares
Lazer: 124,62 dólares
Extras (principalmente itens de higiene pessoal): 21,25 dólares
Total por pessoa na Malásia com passagem aérea: 349,55 dólares (43,69 dólares/dia)
Total por pessoa na Malásia sem passagem aérea: 312,05 dólares (39 dólares/dia)

 

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

Deixamos o sul da Malásia em direção à capital, Kuala Lumpur, numa viagem de sete horas de trem em que tudo o que vimos foram centenas de quilômetros da mesma árvore. Mais monótono impossível. Depois, descobri que se trata de produção de óleo de palma, que nada mais é do que dendê. Foram sete horas vendo dendê passar pela janela. Óxente!

 

Parece que essas plantações ameaçam a vida dos orangotangos, mas, sem elas, milhões de famílias malaias estariam na miséria. É o dilema de sempre entre o desenvolvimento e a preservação, a hidrelétrica e o bagre.

 

Os orangotangos, como os bagres, já entraram na disputa perdendo de goleada. O país, junto com a Indonésia, produz mais da metade do óleo de palma utilizado no mundo. O óleo malaio está presente tanto no chocolate Kit Kat, que eu devoro, como no sabonete Dove, que eu uso, e tem o poder de definir o sobe e desce internacional do preço do produto na bolsa. Mas não sei se tudo isso é verdade.

 

Quem liga para os orangotangos? Quero falar de frango.

 

País anterior: Singapura

Próximo país: Vietnã

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

 

Saiba mais: 66 histórias de uma volta ao mundo