COLABORADORES

Murilo Pagani

Desde que comecei a viajar, em 2011, conhecer o mundo se tornou um dos meus objetivos de vida. Em 2014 deixei meu antigo emprego para realizar a minha primeira grande trip: 10 meses viajando e trabalhando pela América Latina. Desde então compartilho minhas experiências de viagem através do meu blog, o Volto Logo, e também em outros sites de turismo.

Matheo Saul

Matheo Saul @mathsaul, carioca, tem 28 anos. Formado em jornalismo, já trabalhou como editor de filmes e videografista na TV Globo, mas descobriu que a verdadeira missão da sua existência é viver na estrada inspirando os outros a sair da zona de conforto. Conhece mais de 40 países explorando os quatro cantos do mundo. Fluente em 4 idiomas, adora aprender novas línguas, novos costumes e valores. É profissional de hitchhiking e especialista em roteiros para mochileiros com pouca grana que querem imergir em uma cultura, fazer voluntários, buscar autoconhecimento e, viver uma nova aventura. Atualmente, viaja pela Ásia por tempo indeterminado.

Bangkok sem grilo? Não: uma noite com muitos grilos!

Terminava a noite de esbórnia em Nana Plaza. Neste famigerado epicentro das noites desregradas de Bangkok, pude apreciar primeiro um show strip-tease de Ladyboys (as famosas travestis tailandesas) e depois uma estranha casa noturna onde homens se aproximavam do palco para levar chicotadas num lugar apropriadamente chamado “Spank”. Estava certo de que qualquer coisa poderia acontecer dali para frente.

 

Um tanto embriagado, na saída desta Meca de arruaceiros e despudorados, dos quais agora fazia orgulhosamente parte, me deparo com uma senhora e seu iluminado carrinho gastronômico de… insetos! Com a cerveja fazendo efeito, meus companheiros de viagem e eu ficamos ali parados, observando a cena e nos perguntando o quão real seria aquela visão. Uma miragem?

 

O carrinho era pequeno, quadrado ao estilo carrinho de pipoca, com o vidro protetor em três lados e um aberto para dar acesso ao conteúdo. No local onde ficaria a panela e a pipoca havia ali um tabuleiro com seis divisórias, onde ficam amontoados os insetos, cada um no seu espaço – lembrava-me dos tabuleiros de cocada que senhoras idosas levavam pelas ruas de Santos, cidade onde passei minha infância. Naqueles tabuleiros, cocada branca, cocada preta, pé de moleque, paçoca e outros doces eram cuidadosamente dispostos lado a lado, de modo a nos fazer enxergar com riqueza tudo que se oferecia. Assim também era o carrinho da velha senhora: nestes espaços, igualmente lado a lado, porém, não havia ali paçocas, cocadas e pés de moleque, mas grilos, besouros, gafanhotos, além de outros dois tipos de insetos não identificados e um amistoso camarão sete-barbas frito.

 

 

Olhávamos incrédulos. Havia chegado a hora da verdade. Provaríamos os tão esperados insetos? A vontade se misturava ao medo, e esta mistura manifestava-se em algumas dúvidas: seria realmente uma iguaria local ou meramente uma armadilha para turistas? Morder uma daquelas coisinhas de patas, asas e antenas seria gostoso ou faria com que uma gosma verde explodisse e escorresse por entre meus lábios? – esta, aliás, a mais importante e mais angustiante de todas as dúvidas.

 

Algumas pessoas se amontoavam ao redor do carrinho. Turistas? Locais? No meio delas percebo um homem que deveria ter quarenta e tantos anos. Um ocidental que curiosamente se comunicava com a senhora do carrinho em tailandês, algo que eu nunca havia presenciado e que não me parecia muito comum. Pedia dois tipos diferentes de insetos. Apesar de sua cara de poucos amigos (até hoje tenho certeza de que se tratava de um espião ou de alguém que havia cometido um grave crime em seu país e estava ali se escondendo havia alguns anos), me atrevo a abordá-lo e pergunto em inglês: “é bom?”. Sua resposta curta e seca não me traz nenhum esclarecimento: “sim”. Novamente, incentivado pela coragem alcoólica, insisto com ele apesar de sua feição: “Tenho vontade de provar, mas tenho certo receio”. Ele parece querer o fim daquela conversa, então decide dar mais informações para encerrar logo o contato – e agora posso supor, pelo sotaque, que se tratava de um britânico (um espião a serviço de Vossa Majestade?). “Você gosta de camarão? Então, é a mesma coisa: apenas proteína e queratina”, emendando, “evite o besouro, ele tem uma casca muito dura e pode dar uma má impressão. Sugiro que peça o grilo. Boa sorte” e se afasta.

 

Apenas proteína e queratina. Esta frase mudou completamente minha relação com os insetos. Neste instante, tomo coragem e me dirijo à dona do carrinho, pedindo um saco de grilos fritos, pelo qual paguei o equivalente a um dólar. Feliz, me aproximo de meus companheiros de viagem atônitos com minha iniciativa, que traziam em seus rostos uma expressão difícil de descrever, entre o espanto e a alegria. Com a iguaria nas mãos dou início ao desafio: quem comeria primeiro? Após alguns segundos de hesitação, tomei para mim a tarefa de ser o primeiro a degustar. Levei o grilo à boca, não sem alguma apreensão, mas com um movimento rápido. Logo que tocou minha língua, foi triturado pelos dentes, mas sem ser imediatamente engolido: levei o tempo necessário para apreciá-lo.

 

O sabor era quase indescritível: parecia um camarão (como previra meu misterioso interlocutor) criado na terra, uma mistura de grama com aquela carne delicada, com o leve amargor da casca.

 

Ali, parado em frente à Nana Plaza, com um saquinho de grilos fritos na mão, percebi que não apenas tinha visto muitas coisas completamente fora do comum, como também havia comido algo inesperado, numa noite única e surpreendente que me abriu horizontes. Naquele instante, me dei conta de que a própria Ásia revelava-se para mim em seus sabores, aromas e experiências. A partir daquele momento, tudo seria possível – e tudo seria provado!

 

 

 

 

The Shard

A missão gastronômica de um travel writer em Londres

Talvez a tarefa mais prazerosa da atividade de um travel writer seja a vivência gastronômica, como também deveria ser para o viajante. Comer bem, num lugar agradável, faz parte de uma boa viagem e é importante que o turista – o clássico, o descolado e até o mochileiro –  possa se permitir (ao menos em alguns momentos) esse investimento.

 

Por Zizo Asnis

 

Mesa farta no Aqua Shard, prato principal, acompanhamentos um bom vinho e o caderno de anotações do Viajante.

A mesa de jantar é a mesa de trabalho do travel-writer – e é a mesa essencial do bom viajante

 

Existe o comer como parte da subsistência do ser humano, a necessidade da alimentação para se manter saudável – e isso eventualmente pode ser feito de forma menos pretensiosa, tipo qualquer coisa em qualquer lugar a qualquer hora quando a fome bater.

 

E existe o comer como parte da subsistência do ser viajante, o ritual que entende a gastronomia como elemento cultural e como programa indissolúvel a aproveitar uma viagem por um país ou uma cidade diferente da nossa.

 

Como ritual, deve preferencialmente incluir entrada, prato principal e sobremesa, cada um no seu tempo.

 

A companhia também é importante: a companhia de um bom cálice de vinho (ou cerveja, a quem preferir).

 

Achou que fosse outra companhia?? rs… Ah sim, amigos, namorados, familiares, amantes também valem, assim como bem acompanhado de você mesmo. Não importa.

 

Um tinto nas alturas

Nas alturas, acompanhado de um cálice de tinto

 

O que importa é se permitir aproveitar a comida local e, consequentemente, a sua viagem pelo ponto de vista gastronômico.

 

Sou travel writer por período integral da vida – sempre escrevendo para os Guias O Viajante (e a partir de agora, e-books, e em breve aplicativos) –, mas sou um blogueiro sazonal, quando me vejo, por circunstâncias tão interessantes, obrigado a compartilhar boas histórias ou divertidas experiências. Como é o caso agora, em Londres.

 

Experimentar os restaurantes na capital britânica a fim de resenhar para nossos próximos guias – um crítico gastronômico francês do século passado iria preferir a morte por guilhotina do que esse trabalho. Aliás, considero como parte da minha missão desmistificar esse papo mais do que atrasado de que na Inglaterra não se come bem. Posso garantir que Londres, ao menos, não fica nada atrás de Paris, Roma – capitais de países conhecidos pelo buon mangiare – ou São Paulo.

 

Como não sou crítico gastronômico, mas travel writer, escrevo não apenas sobre a comida, mas sobre todo esse árduo trabalho que, na manhã seguinte ao jantar, me obriga a nadar 2.500 metros.

 

Acompanha aí! (Ou, se estiver com preguiça de ler, porque vem textão aí onde eu conto e mostro tudo, veja a versão reduzida, em 8 fotos, no meu Instagram: @zizoviajante).

 

Vista do The Shard ao fundo com detalhe ao casal observando as águas do rio Tãmisa

The Shard, o maior prédio da União Européia, visto da margem norte do Tâmisa

 

Aqua Shard – um restaurante no maior edifício da Europa Ocidental

 

Da entrada, aliás de muitos lugares de Londres (incluindo a janela do meu quarto), é possível avistar o longo formato piramidal do The Shard, prédio revestido de vidro com 310 metros de altura, o equivalente a 95 andares.

 

Vista bem próxima do The Shard, nem conseguimos enquadrar todo o prédio deste ângulo.

Rumo ao 31° andar

 

A entrada propriamente se divide de acordo para onde você pretende ir. No térreo, se vai aos escritórios, que ocupam a maior parte do edifício. No subsolo, nível da estação de metrô, à esquerda é a entrada para quem pretende subir até (quase) o topo, rumo ao 72º andar; à direita, para o hotel, Shangri-La, e os restaurantes, Oblix e Aqua Shard. Este segundo é o meu destino, para onde um elevador exclusivo me leva sem escalas, direto até o 32º andar (o restaurante fica alguns degraus mais abaixo).

 

Painel apresenta as principais atraçoes e referências ao longo do rio Tâmisa.

O corredor do 32° andar, indicando os dois restaurantes

 

Na porta do restaurante, tenho minha reserva confirmada (corre-se o risco de não entrar sem reserva) e sou levado à minha mesa, atravessando um grande salão numa ambientação clean e moderna que dispensa decorações; compreensível: o olhar é imediatamente atraído para as paredes de vidro, janelas que vão do piso ao forro, pé direito duplo em algumas partes, e descortinam a excepcional vista panorâmica de Londres do alto de mais de 30 andares.

 

Muitas mesas estão no centro do salão, outras junto às janelas – como a minha. Me sento em frente ao trecho onde no simples levantar dos olhos posso contemplar o Tâmisa e a Catedral de St. Paul’s.

 

“Sim, estou satisfeito com minha mesa, thank you”

“Sim, estou satisfeito com minha mesa, thank you”

 

São 6h30 da tarde, horário de verão, e o sol, bem em frente à minha mesa, ainda está forte – aliás, desmistificando outra lenda sobre Londres, de que não aparece sol aqui (e este verão particularmente tem sido muito, muito ensolarado). Uma translúcida cortina vertical aplaca os raios solares.

 

Desejei que a reserva do meu jantar tivesse sido feita para mais tarde, para que eu pudesse também apreciar o pôr do sol, que aconteceria em aproximadamente 3 horas. Mas o destino iria conspirar a meu favor sobre isso.

 

O Tâmisa e, mais à direita, a Catedral de St Paul’s

O Tâmisa e, mais à direita, a Catedral de St Paul’s

 

A confusão com PR

 

Na recepção, quando cheguei, uma menina com sotaque do leste europeu me informou que deveria vir mais alguém, o que imaginei fosse a PR, abreviatura de Public Relations, Relações Públicas, os nossos RPs.

 

É comum eu estar acompanhado de um PR durante almoços (em jantares é mais raro), já que a refeição, queiram ou não, é trabalho. Estamos ali para posteriormente escrever sobre o restaurante, então este profissional, eventualmente, também acompanha, prestando informações básicas sobre o lugar (mas desconfio que muitos estão ali pra conferir que você não é uma falcatrua que armou um esquema pra conseguir almoço grátis, rs).

 

Normalmente tenho a sorte de encontrar PRs bacanas, com quem rola todo tipo de papo, num clima bem informal; mas pode vir alguém mais sério com o qual a conversa fica bastante limitada a trabalho ou ao próprio restaurante. 

 

Sobre esse PR, neste momento eu só sabia que se atrasava, pois já passava meia hora e nada de chegar. Eu já tinha uma garrafa de água sem gás na mesa, e resolvo aceitar o couvert que o simpático garçom me ofereceu. Chega um pãozinho com manteiga básico.

 

Mais uma meia hora se passa e nada do PR. Não me incomodo, pois me distraio com a vista nos diferentes ângulos, perambulando pelo restaurante. Conforme o ponto, vejo além da Tower Bridge, com os prédios da moderna região de Canary Wharf ao fundo, ou a porção mais sudoeste, da London Eye até uma área residencial sem tantos atrativos turísticos. No meio de tudo, uma clara vista do Tâmisa, seu formato serpenteado e as pontes que o atravessam.

 

Tower Bridge e mais ao fundo, a moderna Canary Wharf

Tower Bridge e mais ao fundo, a moderna Canary Wharf

 

Vou ao banheiro, e me impressiono mais um pouco. Não tanto pelo moderno piso xadrez preto e branco, mas pelo padrão das paredes de vidro que se mantêm aqui, atrás das pias e mictórios. Não é sempre que você lava as mãos ou faz xixi olhando o horizonte londrino.

 

Mãos na pia, olhos na vista

Mãos na pia, olhos na vista

 

Mas eis que se passa 1 hora da reserva, e acho que já é o momento de confirmar a vinda ou não da PR. Volto para a recepção e indago sobre isso. Uma outra menina, mais esperta do que a primeira que me atendeu, diz que vai verificar. Passa mais um tempo, a primeira recepcionista se desculpa, dizendo que houve um mal-entendido, e não havia ninguém para chegar. Um simpático maître italiano, bonachão como os bons italianos, também aparece, reforça as desculpas e aproveita pra me avisar que eu poderia pedir o que quisesse do cardápio.

 

Fico levemente incomodado com a confusão que me deixou esperando por mais de 1 hora, até por naquele momento perceber que talvez eu tivesse direito a trazer uma companhia. Por outro lado, a espera foi bem providencial – o sol em Londres estava cada vez mais baixo e agora eu teria mais chances de vê-lo se pôr.

 

Entrada

 

Durante a espera, eu já havia lido o cardápio várias vezes, que não era muito extenso, e já estava seguro sobre o que pedir.

 

Há seis opções de entrada, de atum com creme de abacate a frango com patê de cogumelo (média de preço £17,50, ou R$ 88; quer ter uma ideia de conversão da libra para o real, multiplique, a grosso modo, por 5 – não vou converter os valores aqui pois aprendi que em viagem “quem converte não se diverte”). A entrada mais barata era uma sopa de couve-flor (£12,50), que parece sem graça, mas tenho certeza que os chefs devem tornar o caldo interessante (até porque leva como ingredientes pistache e coentro).

 

Peço sem hesitar o orkeney scallops – escalopes, meu molusco favorito desde que provei essa terrivelmente deliciosa iguaria. É o prato mais caro entre as entradas (£21,50), mas escalopes realmente não são baratos, tampouco encontrados em qualquer restaurante, muito menos no Brasil – e valeria, como fui constatar logo em seguida, cada garfada.

 

A entrada e o vinho branco enquanto o sol segue seu rumo

A entrada e o vinho branco enquanto o sol segue seu rumo

 

Para o vinho, como não sou um grande conhecedor (tenho grande dificuldade de memorizar os rótulos, as safras, as bodegas e mesmo os vinhos que tomei semana passada), peço a sugestão do garçom (a essa altura já sei que é um mexicano de passaporte espanhol), que me recomenda um Verdejo, da bodega espanhola José Pariente (£9,50 o cálice, £43 a garrafa). É um branco frutado, cítrico, muito saboroso. Constatei posteriormente, em um site especializado, que tem uma excelente média de avaliação 4 (de 5) e as garrafas no mercado são encontradas por um valor acessível. Tentarei não me esquecer desse.

 

Os escalopes chegam sem muita demora, três unidades, levemente gratinadas, repousando sobre uma emulsão de ostras e uma fina camada de limão. Se desmancham na boca. Que delicia esse molusco, meu São Viajante!

 

Escalopes, maravilha gastronômica

Escalopes, maravilha gastronômica

 

Prato principal

 

O sol caia lentamente quando o mexicano vem até minha mesa e me pergunta sobre o prato principal. Há duas opções “do mar” e seis “da terra”. Fico tentado pelo filé hereford com torta cottage (£48,50, o mais caro do menu) e pelo lombo de cordeiro com alho negro (£38) mas resolvo arriscar o roasted creedy carver duck, peito de pato grelhado (£42,50). O garçom ainda me sugere como “prato de lado”, ou acompanhamento, fritas com parmesão (£6,75), talvez por que o pato, saberei em seguida, é uma porção razoavelmente pequena.

 

O vinho para acompanhar o prato principal desta vez eu mesmo decido. Há um St. Emilion no cardápio (£15,50 o cálice, £89 a garrafa), e sei que se houver disponível algum oriundo deste vilarejo francês, é coisa boa. Conheci essa cidadezinha do sul da França no meu primeiro mochilão, no fim dos anos 80, início dos 90. Jovem e sem grana, eu só tomava água da torneira. Mas ao chegar nessa localidade que exalava o perfume das vinícolas, tive que reunir minhas economias e investir num de seus vinhos, o que desfrutei por lá com um pedaço de queijo e uma baguete. Cara, foi inesquecível… Então eu não poderia pedir outro tinto que não um St. Emilion.

 

A bênção de São Emiliano

A bênção de São Emiliano

 

Considerando que eu queria ver o sol se pôr, e ainda haveria quase 1 hora para esse espetáculo da natureza, o prato chega muito rapidamente. Realmente não é grande, mas é muito bonito, um colorido que extravasava tons de vermelho, rosa, amarelo, laranja, verde, marrom e branco, um mosaico a encher os olhos. A carne parece suculenta, apresentada sobre um molho cor de vinho, ladeada por um croquete de batata, foie gras ou patê de fígado do pato, dois nabos, cerejas pretas e grãos de cevada, além de pétalas de flores que não sei denominar (nunca fui bom em identificar flores, só reconheço a rosa, e sempre brigava quando alguém queria incluir “flor” no jogo de stop).

 

Saboreio lentamente, muito lentamente, alternando entre os apetitosos ingredientes, o encorpado vinho francês e a bela vista aérea de Londres, que se avermelhava com o crepúsculo solar.

 

Arte no prato

Arte no prato

 

Esse seria um daqueles momentos em que o comercial do cartão de crédito diria que não tem preço (mesmo que o seu próprio cartão de crédito desminta na hora da conta). Eu endosso o criativo publicitário: ainda que saiam alguns reais da sua conta, como precificar um momento prazeroso desses?

 

Some a tudo isso uma boa companhia, que – desta vez não estou falando do vinho – pode ser amigo/a/s, namorado/a, marido, esposa, pai, mãe, irmã/o, filho/a/s ou simplesmente a boa companhia de você mesmo – como o meu caso nesse momento. Eu, mais o pato, o vinho, o sol e eu mesmo.

 

Despedida final do sol

Despedida final do sol

 

Entrego o meu prato o mais limpo possível, com a ajuda do pão (as fatias remanescentes do couvert), que apanhou os últimos rastros do consistente molho. Acredite você, mas nos meus vinte e tantos anos de idade, então morando nessa mesma Londres (que nem sonhava em ter esse prédio), trabalhei como chef de cozinha (tá, menos, menos… “cozinheiro” era mais adequado pra mim), e era muito gratificante quando retornavam o prato vazio. Tratava-se do feedback do cliente, que me dizia: “uhm, gostei”. Da mesma forma, quando voltava comida no prato, minha interpretação era o contrário. Pois eu estou dando um recado ao chef do Aqua Shard, e claramente ele iria ficar contente com a minha mensagem (eu ao menos estava).

 

Entre o prato principal e a sobremesa, assisto ao sol se pôr e desaparecer por de trás das suaves colinas do horizonte londrino, refletindo seus tons vermelhos sobre o rio Tâmisa que fluía a mais de 100 metros abaixo dos meus olhos.

 

O crepúsculo dos deuses

O crepúsculo dos deuses

 

Sobremesa

 

O cardápio da sobremesa tem sete opções, mas para mim quase sempre uma basta – qualquer coisa com chocolate. Sou uma criança nessa hora: adoro chocolate (principalmente se for amargo), e é muito difícil resistir à tentação e pedir outro doce. E a opção aqui não facilitava: dark chocolate hazelnut cake, um bolo de chocolate amargo com avelã (£9,50), céus.

 

O garçom, porém, me recomenda o British finest artesanal cheese selection (£13,50), seleção de queijos britânicos, afirmando ainda que é uma porção mais generosa. Também adoro queijos, que são servidos como uma tradicional sobremesa na Inglaterra, e como eu ainda não estava totalmente satisfeito, aceito a sugestão. E confesso, me senti um adulto ao trocar chocolate por queijo!

 

Para acompanhar, vinho doce. Quase vou no porto, Quinta do Castro (£7), mas resolvo experimentar algo diferente, um Ice wine, Vidal, do Canadá (£14), e não me arrependo.

 

Os queijos ingleses e o vinho doce canadense

Os queijos ingleses e o vinho doce canadense

 

Se o prato principal não era muito grande, os queijos serviriam facilmente duas pessoas. Chegam numa bandeja com três pedaços diferentes: Yarg, um queijo típico britânico, leve e cremoso; St. Jude, nem muito leve nem tão pesado; e Beenleigh Blue, mais robusto, acompanhados de fatias de pão integral com castanhas, manteiga, marmelada (para improvisar um sempre bem-vindo “romeu com julieta”), chutney (um molhinho de frutas picante), aipo e um cacho de uvas. Só posso dizer que realmente fiquei muito feliz por ter abdicado do chocolate.

 

Quem precisa de chocolates...

Quem precisa de chocolates…

 

A sobremesa era realmente generosa, agora sim me sinto completamente satisfeito (em ambos os sentidos) ao finalizá-la (o que novamente fiz demonstrando todo meu apreço ao chef), quando o anoitecer começa a cair sobre Londres.

 

Por fim, aceito uma xícara de chá como forma de prolongar ainda mais esse prazeroso momento.

 

O dia se vai com a refeição

O dia se vai com a refeição

 

Estando há mais de quatro horas no restaurante, eu já me encontrava íntimo dos garçons, especialmente dos jovens mexicano e de um outro italiano, que me revelaram estar em busca de boas oportunidades na capital britânica.

 

 

Não quero mais fazer xixi em nenhum outro lugar

Não quero mais fazer xixi em nenhum outro lugar

 

E assim, após uma sequência de pratos deliciosos, após apreciar Londres como um pássaro, contemplar do sol nas altitudes à noite profunda, passando pelo espetacular pôr do sol, após vários momentos de interação com os garçons, com o meu bloco de notas (eu ainda era um travel writer trabalhando), com a câmera fotográfica (sempre trabalhando) e comigo mesmo (sorte que eu sou uma boa companhia), concluo que já posso ir embora.

 

 
Good evening, Aqua Shard

Good evening, Aqua Shard

 

O restaurante está na penumbra – a fim de valorizar a noite londrina que se exibe nas janelas – e me levanto para partir, não sem antes me despedir dos garçons e dar um abraço no maître italiano que tão bem me recebeu e volta e meia chegava na minha mesa para saber se estava tudo bem. Vislumbro no lado oposto ao meu as luzes da Tower Bridge totalmente iluminadas.

 

Pudera, já são 11 horas da noite. Sério? Nem percebi.

 

Tower Bridge as 23 horas... Mas já??

Tower Bridge as 23 horas… Mas já??

 

Comentários finais

 

  • O restaurante: Aqua Shard
  • Onde: Londres
  • Endereço: The Shard, 31 St, Thomas Street, andar 31
  • Estação de metrô: London Bridge
  • Reserva: +44 0 2030.111256 ou online

 

Avaliação final: O restaurante vale muito a pena. Não é barato, mas tem uma cozinha diferenciada, culinária britânica contemporânea com um toque mediterrâneo, mérito do experiente chef Dale Osborne – e ainda conta com o enorme bônus da vista panorâmica do 31º andar. Eu teria pago, entre meus pratos e vinhos, £117,50 (sem contar o serviço), mas você pode pedir pratos mais baratos, incluindo uma entrada, um vegetariano de prato principal e um cálice de vinho, por £49, e quem sabe mais £6,75 se pedir a sobremesa dos queijos e for dividir entre dois (fora o serviço). Só a entrada para subir no The Shard (que não é paga para quem vai ao restaurante) custa £30,95 comprada na hora (ou dez libras a menos se adquirida com antecedência). Então realmente vale pagar um pouco mais para apreciar não apenas a vista de Londres, mas também uma refinada gastronomia britânica.

 

Sim, vale curtir o entardecer aqui dividindo sua atenção com os pratos

Sim, vale curtir o entardecer aqui dividindo sua atenção com os pratos

 

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Vista da Coluna da Vitória

Por que visitar Berlim? Fugindo do estereótipo alemão

 

A Alemanha é reconhecida como uma potência econômica que se reergueu do zero após duas grandes guerras. Deixando o terrível passado nazista para trás, o país é muitas vezes lembrado por sua organização, pontualidade, salsichas, cervejas, castelos e monumentos históricos.

 

Alexanderplatz

Uma das praças mais visitadas da cidade, Alexanderplatz é o local de muitas atrações e pontos turísticos em Berlim.

 

Texto por Jamile Diniz

 

Leia também:

 

Se os itens citados acima são o que você procura ao viajar para o país, vá para Munique e para a Baviera em geral, o estado que reúne todo esse conceito.

 

 

Agora, se quiser um contraste a esse estereótipo alemão, vá a Berlim. A cidade é o lar do alternativo, das raves que começam na sexta e terminam na terça e de inúmeros e inimagináveis museus de história e arte – além de ser uma das capitais europeias com menor custo de vida.

 

Berlim, uma cidade sem fronteiras

 

Berlim é um mergulho na diversidade e subcultura. É feita de vários pedaços do mundo inteiro. Os berlinenses, em 30% dos casos sequer nasceram na cidade, mas vêm dos quatro cantos do planeta e incorporam a própria cultura no cotidiano do lugar. Por isso é muito fácil se sentir em casa na capital alemã: ali o diferente é aceito e estimulado.

 

Arte de rua na capital alemã, Berlim.

Arte de rua na capital alemã, Berlim.

 

E o que mais se poderia esperar de um lugar que, graças a um muro, foi, durante vinte oito anos, duas completamente diferentes?

 

História e cultura

 

Berlim Oriental, a leste, foi comandada pelos soviéticos e envolta em sua própria realidade comunista, praticamente parada no tempo sem muito contato com “o mundo lá fora”. Berlim Ocidental, a oeste, foi regida pelos ingleses, americanos e franceses, o lugar em que Christiane F. escancarou para o mundo a realidade de uma adolescente viciada em heroína.

 

 

Quando essas duas partes voltaram a ser uma só, o choque cultural foi imenso.

 

Contraste Berlim

Pelas ruas de Berlim, um retrato do antigo e do novo, lado a lado.

 

Assim nasceu essa cidade absurda que fascina viajantes do mundo inteiro.

 

Berlim não é encantadoramente linda como Paris, não possui catedrais incríveis como Milão, nem é cercada por belezas naturais como acontece na Suíça. Aliás, o mais famoso de seus monumentos, o muro de Berlim, hoje em dia só existe em partes: a grande maioria foi derrubada em 1989.

 

O que é, então, que faz de Berlim uma cidade tão especial?

 

O fato de ela estar em constante recriação.

 

A “faixa da morte”, espaço vazio próximo ao muro por onde berlinenses do leste tentavam fugir para o oeste, se tornou a Potsdamer Platz, uma das praças mais importantes e movimentadas de todo o país, com enormes arranha-céus e museus. Um centro de espionagem americano da era da Guerra Fria, chamado Teufelsberg (montanha do diabo, em tradução livre) foi abandonado e virou uma galeria de arte de rua.

 

Teufelsberg

Teufelsberg, antigo centro de espionagem alemão, agora, um museu de graffiti.

Teufelsberg

No terraço do museu Teufelsberg, uma vista incrível da cidade.

 

Quando se trata de Berlim, pode-se esperar alguns passeios estranhos, que, por fim, são as melhores atrações que você pode encontrar. Não hesite em incluí-los na sua lista de visita, além dos turísticos Portão de Brandemburgo, East Side Gallery, Fernsehturm e Tierpark.

 

Vista da cidade da Coluna da vitória

Vista da cidade da Coluna da vitória: Tierpark à frente e Alexanderplatz ao fundo.

 

A vida noturna em Berlim, a “Meca da tecno”

 

Outra coisa que atrai os olhos do mundo inteiro à capital alemã é, sem sombra de dúvidas, a vida noturna.

 

O New York Times apontou o Berghain, balada localizada entre os bairros de Friedrichshain e Kreuzberg, como o melhor club do mundo. A “Meca da tecno”, como o lugar é conhecido. Fica em um prédio onde antes funcionava uma usina termoelétrica e a entrada é um pouco complicada graças às filas gigantescas e os critérios de seleção dos seguranças (aos que vão tentar: evitem roupas espalhafatosas e desistam do salto alto).

 

Aliás, na maioria das baladas berlinenses não se entra com roupas extravagantes e é proibido tirar fotos. A princípio esses critérios podem assustar, afinal, quando se trata de um local de divertimento e descontração ninguém quer saber de tanta cerimônia, mas tudo isso faz sentido.

 

Em grande parte dessas baladas parte-se do princípio que ninguém deve se destacar: ali, sob as luzes coloridas e música Techno, todos são iguais e não há espaço para ostentação de qualquer tipo. Também por isso é proibido tirar fotos: o que acontece nas pistas de dança é para ser vivido e não postado. Ainda assim, ou talvez até por isso, a vida noturna de Berlim jamais é esquecida por aqueles que a vivenciam. Também ajuda o fato de que ela pode durar por dias inteiros.

 

No entanto, a cidade é enorme e há festas mais tranquilas para quem não tem tanto pique. Vale checar o Urban Spree, onde, durante o dia, há foodtrucks, espaços de tatuagem e cinema ao ar livre e, durante a noite, inúmeros clubs.

 

Urban Spree

Urban Spree, durante o dia: foodtruck, tatuagens e cinema ao ar livre. Durante a noite: shows e baladas.

 

Berlim é ver jovens fazendo mudança de casa usando o metrô (não se espante se encontrar um sofá no seu vagão). É também caminhar pelas ruas e ouvir diversas línguas além do alemão, isso não só em pontos turísticos. É a coexistência em geral: uma cidade de todo mundo e do mundo todo.

 

Teufelsberg

Foto no topo do Teufelsberg.

 
 

Castelo Neuschwanstein: a inspiração de Walt Disney

De acordo com o ranking do Germany National Tourist Board, o Castelo Neuschwanstein está em 3º lugar dentre 100 atrações alemãs mais visitadas.

 

O Castelo Neuschwanstein | Foto: Thomas Wolf (CC 2.0)

 

Por Amanda Gelpi

 

E não é para menos, visto que o castelo, a inspiração de Walt Disney para a criação do castelo da Bela Adormecida, é realmente um lugar mágico e um passeio indispensável para quem vai ao sul da Alemanha. Na verdade, eu diria que, independentemente de onde você estiver na Alemanha, se tiver oportunidade, faça uma visita ao castelo, não irá se arrepender.

 

Vai para a Alemanha? O Guia O Viajante Norte da Europa 

pode ser seu grande companheiro de viagem. 😉

 

A história

 

O Castelo de Neuschwanstein (traduzindo para o português, seu nome é algo como “o novo cisne de pedra”) fica localizado próximo a duas cidades bávaras, Schwangau e Füssen. Foi construído na segunda metade do século XIX, a mandado do Rei Ludwig II, o rei “louco” da Baviera. Porém ele faleceu antes do Castelo ficar totalmente pronto, o que significa que não chegou a morar lá por muito tempo (dormiu cerca de 186 noites no castelo antes de falecer). Apesar do fato de o castelo não estar pronto, a construção é belíssima externa e internamente, e recebe milhares de visitantes diariamente (em média 1,4 milhões de turistas por ano e 6 mil visitas por dia durante o verão.).

 

O castelo visto de cima | Foto: Jeff Wilcox (CC 2.0)

 

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Ludwig II ordenou a construção do castelo por gostar de viver afastado. Ele foi nomeado rei bem cedo, com 18 anos, nunca casou e nem teve herdeiros. Tinha apenas um irmão, o qual considerava Ludwig louco e incapaz de governar a Baviera. Ludwig contribui para a construção do castelo, coordenando cada detalhe do design. O edifício deveria ter mais 400 salas se sua construção houvesse sido terminada. Neuschwanstein foi construído com tudo o que havia de mais avançado na época em quesito tecnologia: chão aquecido, toaletes automáticos e até uma espécie de telefone.

 

Em 1886, Ludwig II morreu misteriosamente após ter sido exilado pelo irmão nas proximidades do lago Starnberg.

 

Visitando

 

A visita guiada no castelo, que dura cerca de 20 minutos, pode ser feita em inglês ou em alemão (para quem não fala nenhuma dessas línguas, pode-se adquirir o áudio-guia em outra língua, como por exemplo o português) e só apresenta 19 salas do castelo. Entre elas estão: o salão de festa, o quarto de Ludwig II, a cozinha, o hall onde ficaria o trono e o lugar onde o rei comia (sozinho). Neste último havia uma “mesa-elevador”, engenhoca que desceria até a cozinha, onde a comida era servida, para depois subir até o rei, pois dessa forma ele teria o mínimo de contato possível com outras pessoas.

 

Outro ângulo | Foto:  M.violante (CC 2.5)

 

Se você procurar na internet fotos do Neuwschwanstein, com certeza você verá a famosa vista da ponte Marienbrücke, porém quando eu fui, no inverno, a ponte estava fechada devido ao tempo. Ainda sim, as fotos de outros ângulos são igualmente incríveis.

 

Chegando ao castelo

 

Quando visitei o castelo, estava hospedada em uma cidade próxima a Munique. Eu já tinha comprado os ingressos (isso é muito importante, porque os ingressos esgotam com facilidade, então é bom comprá-los com bastante antecedência). Meu horário de visita era às 9h30 da manhã, então parti bem cedinho e peguei o trem da cidade que eu estava até Füssen.

 

Castelo Neuschwanstein | Foto: Amanda Gelpi

 

Descendo na estação de Füssen, você já vê a movimentação dos turistas em direção ao castelo e consegue ver até o próprio castelo ao longe. Caminhei até a bilheteria para retirar os ingressos. Depois de retirar os ingressos, a subida para o castelo, que é longa, pode ser feita a pé, de ônibus ou de charrete (sim! Você pode subir sendo puxada por cavalos). Eu subi a pé e é uma caminhada cansativa, mas dá para aproveitar e ir parando para fotografar, porque, a cada passo, é um ângulo diferente que deixa o castelo mais bonito e mágico. Além de ter duas visões diferentes de cada lado: para um lado, você tem o famoso Neuschwanstein e para o outro lado você tem o Hochschwangau.

 

Castelo Hochschwangau | Foto: Amanda Gelpi

 

Ao chegar ao topo da montanha, de frente para o castelo, a paisagem é de tirar o fôlego. Lá em cima há alguns televisores com os horários dos passeios guiados, então você pode ficar sossegado tirando foto e apreciando a paisagem enquanto aguarda.

 

 

Outros castelos próximos

 

Além do Neuschwanstein, no mesmo terreno, há o castelo Hochschwangau, que foi onde Ludwig cresceu. Lá ainda há o quarto de Ludwig para se visitar. É um castelo bonito e, sem dúvida, um passeio que vale a pena. Há também o Castelo Linderhof, mas ele já fica um pouco afastado do Neuschwanstein, e é aonde de fato Ludwig viveu.

 

Se, por acaso, você comprar a visita guiada já com o ônibus de turismo, provavelmente eles te levarão aos dois ou aos três castelos. Eu não gosto de visitas fechadas com ônibus de turismo e agências, e prefiro fazer tudo por conta própria. Acaba saindo mais barato e a experiência de se virar em um lugar novo e diferente é só sua.

 

Füssen

 

Ao final da visita, desci tudo a pé novamente, e como ainda era cedo, decidi passear por Füssen. É uma cidade pequena, mas muito charmosa. Retrata bem a arquitetura antiga e alguns estabelecimentos ainda usam letreiros medievais.

 

Casa em Fussen | Foto: Amanda Gelpi

 

É um passeio rápido, porque a cidade não é muito grande, mas vale bastante a pena.

 

Sobre os ingressos:

 

Recomendo reservar com antecedência, pois é uma atração muito concorrida e pode acontecer de não haver mais ingressos, ou de você ficar na fila por bastante tempo. O preço para a visita ao Neuschwanstein é 13 euros e eu acredito ser  um preço justo ser uma visita tão legal e tenho certeza de que cada euro vale a pena. No site, eles têm combos que você pode comprar e visitar os outros castelos também.

 

Se você quer se adiantar e comprar os ingressos, pode conferir aqui os preços e pacotes e também os horários de vista.

 

Serviço

 

Ticketcenter
Neuschwanstein-Hohenschwangau

Alpseestraße 12, D-87645 Hohenschwangau 
Telephone +49 (0) 83 62 – 9 30 83 – 0
Fax +49 (0) 83 62 -9 30 83 – 20 
www.ticket-center-hohenschwangau.de

 

Shoreditch: só mais um bairro hipster de Londres?

 

Texto e fotos por Shaula Chuery

 

Londres tem a tradição de ser um lugar inovador, onde você pode ser quem quiser sem ninguém te julgar. Isso propicia que os mais diversos movimentos culturais tomem forma e, como em pequenos guetos, dominem bairros distintos. 

 

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O bairro cultural mais famoso é Camden Town, que ainda é badalado mais pela lenda do que por atual produção cultural. A fama e os turistas “expulsaram” os artistas, pois a especulação imobiliária corre solta e não há como se manter. 

 

 

Vai para a Inglaterra? O Guia O Viajante Norte da Europa 

pode lhe acompanhar na jornada!

 

Hoje em dia, uma das regiões mais interessantes, autênticas e fervilhantes é o bairro de Shoreditch, na região de East London. Infelizmente a especulação imobiliária já está fazendo seu trabalho por lá e muitos artistas têm se mudado para bairros como Dalston, mas Shoreditch ainda resiste. Aqui se concentra os mais diversos mercados, pubs, clubes, galerias, restaurantes, etc… 

 

 

Em outras palavras, é um bairro hipster e, por mais que eu reclame, tenho que admitir: eu gosto desse clima. 

 

Dá para gastar vários dias em Shoreditch, mas recomendo começar em um domingo, que é o dia mais movimentado. Logo pela manhã começa o Columbia Road Flower Market, que é uma feira ao ar livre com todos os tipos de flores que você pode imaginar e se estende por toda a rua.

 

 

Não se engane ao pensar que, por ser um mercado de flores num domingo de manhã, será vazio – o evento fica tão cheio que é quase impossível andar. Por trás das barracas há também uma infinidade de adoráveis cafés e charmosas lojinhas de decoração, dando vontade de estourar o limite do cartão de crédito e o de bagagem e comprar tudo o que ver pela frente. 

 

 

Esse era uma das horas que batia forte a vontade de morar em Londres. Ver a quantidade de pessoas que saíam com os braços carregados de flores e mudas fazia meu coração doer um pouquinho por não poder fazer o mesmo. Sem falar, é claro, dos músicos de rua que ocupam cada espaço vago e me faziam me apaixonar por todos eles sem distinção.  

 

Depois do Columbia Road pode-se ir à Brick Lane, rua com grande quantidade de restaurantes indianos que prometem “o melhor curry de Londres”. Ali perto também é possível visitar o Upmarket, cheio de roupas vintage, acessórios e objetos de decoração. 

 

No verão, o bairro também é conhecido por suas rooftops partys. Quer algo mais hipster que curtir o verão londrino tomando um pint de Ale ou cidra em um rooftop em Shoreditch?!?

 

 

Aqui não há a necessidade de entrar em qualquer galeria para observar arte de qualidade, o bairro em si é uma galeria. Vá para essa região em um dia mais tranqüilo, com tempo, munido de sua máquina fotográfica e se perca pelas ruas cheias de grafites. 

 

Eu poderia dar uma relação de ruas pelas quais passar e dizer para ir a Witby Street, Old Street, Commercial Street… mas o fascinante da street art (arte de ruas, os grafites e afins) é que ela é temporária e revoluciona-se constantemente. Então não adianta muito eu dizer “vá aqui, vá ali que verá tais e tais obras”, pois nem sei mais se elas estão por lá. 

 

 

O que indico é: perca-se pelo bairro. Ande sem rumo. Deixe os olhos bem abertos, pois a cada esquina há um lindo novo desenho, há palavras de ordem, há novos protestos, e sinta-se bem-vindo em Shoreditch.

 

 

Fotos de Shaula Chuery – todos os direitos reservados

 

8 passos para começar uma viagem de volta ao mundo

Diariamente, recebo mensagens de diferentes partes do Brasil. Sou muito grata pela ressonância do meu projeto que tem inspirado outras pessoas a realizarem seus sonhos.

 

Uma das perguntas que mais recebo é exatamente esta: como começar uma viagem de volta ao mundo?

 

Foto: Nemanja Pantelic (CC BY 2.0)

 

Por Vanessa Tenório

 

No texto anterior que escrevi aqui no blog do O Viajante, falo sobre os meus dois sonhos e compartilho o resumo de todo o processo da minha volta ao mundo desde o início. Mas por que estou falando de sonhos? Porque foi o que motivou a minha jornada.

 

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Lamento informar, mas não há uma receita de bolo. No entanto, se você quer MUITO fazer uma viagem de volta ao mundo e está disposto a mergulhar dentro de si e refletir sobre algumas questões antes de iniciar qualquer planejamento, talvez eu possa contribuir com algumas perguntas, inquietações e dicas, que resumo em 8 passos.

 

1. Qual é o seu objetivo com a viagem?

 

Realizar um sonho de criança? Fugir da rotina atual que não te traz satisfação? Celebrar? Curar uma decepção? Explorar a diversidade? Encontrar um amor? Encontrar-se? Período sabático? Autoconhecimento? Mudança? Transformação? Transição? Aventura? Diversão? Cultura? Pesquisa? Ecoturismo? Voluntariado? Outro?

 

São tantas as possibilidades… Ter clareza do seu objetivo é um dos elementos fundamentais para iniciar um pequeno planejamento e manter a sua motivação antes e durante a viagem. O que faz seus olhos brilharem quando você pensa no início desta jornada? Leve o tempo que precisar nesta questão base. Ela vai te fortalecer e te direcionar.

 

2. Qual é o seu cenário atual?

 

Perdido? Focado? Frustrado? Realizado? Cansado? Disposto? Pessimista? Otimista? Estudante? Empregado? Autônomo? Empreendedor? Aposentado? Sonhador? Solteiro? Casado? Enrolado? Divorciado? Viúvo? Filhos? Pets? Família?

 

Ter consciência do seu estado atual e do contexto em que você está inserido facilitará o fluxo do processo e a tomada de decisões. Eu fiz um mapa mental do meu cenário na época e ficou muito mais fácil enxergar de fora a minha real situação, os prós e os contras.

 

3. Esse cenário te estimula ou te limita?

 

Se te estimula, maravilha! É um grande passo!

 

Se te limita ou te prende, você está disposto a se libertar, abrir mão ou “let it go” (deixar ir, deixar para lá)?

 

Esta é uma das etapas mais difíceis e dolorosas, onde muitos desistem. Por isso a primeira questão é tão importante. Se o motivo da sua viagem não for forte o suficiente, dificilmente você se arriscará ou sairá da sua zona de conforto.

 

Minha experiência: O meu propósito é contribuir para a transformação da educação no Brasil utilizando os princípios da sustentabilidade e da cooperação. Isso faz meus olhos brilharem, durmo e acordo imaginando este sonho tornando-se realidade. É o que me motiva diariamente, mas não foi fácil levantar voo. Doeu muito abrir mão de acompanhar o crescimento das minhas duas sobrinhas, deixar a minha família, amigos e cidade natal que eu amo tanto. Além de ter sido extremamente desafiador encerrar um ciclo de 22 anos no sistema corporativo.

 

4. Quanto tempo você pretende passar viajando?

 

O período é muito relativo e está condicionado ao cenário. Eu escolhi cinco anos porque pretendo explorar cada continente em um ano. Porém, reinventei-me primeiro para ter essa disponibilidade e flexibilidade.

 

Meu planejamento

 

5. Vai sozinho ou acompanhado?

 

É claro que se você for sozinho, tudo fica mais fácil (na minha opinião). Afinal, você tem que consultar apenas você mesmo. Imagine conciliar todas estas perguntas com outra(s) pessoa(s)? É preciso muita sincronicidade e alinhamento.

 

Minha experiência: Eu estou voando nessa comigo mesma. A minha experiência anterior viajando sozinha pela América do Sul, durante quase dez férias, contribuiu bastante.

 

6. Qual é o seu orçamento?

 

Outra pergunta relativa. Se você está disposto a praticar a economia colaborativa ou acreditar no poder da cooperação como eu, você não precisa de muito. Na Europa, por exemplo, os mochileiros recomendam 20 euros por dia, mas isso não é regra, depende muito do estilo e foco da sua viagem.

 

Quem vê foto não vê orçamento!

 

Minha experiência: Minha média diária tem sido 11,7 euros em um ano explorando o velho continente (com todos os custos inclusos, inclusive algumas vacinas específicas que tive que tomar para me prevenir contra doenças comuns na África e na Ásia Subsaariana). Na Suíça, um dos países mais caros do mundo, gastei somente 60 francos no total em dois meses. E vivi em plena abundância!

 

7. Quando pretende começar?

 

Esta é uma das decisões que a clareza do seu cenário atual (mencionada na segunda questão) te ajudará a tomar. É bom listar o que precisa fazer antes de partir e quanto tempo vai precisar para resolver cada item, considerando as burocracias.

 

Minha experiência: No meu caso, eu decidi começar dois anos após a elaboração do meu mapa mental – tempo suficiente para me libertar de todas as amarras e me preparar emocional e espiritualmente. Repito: não há receita de bolo, cada caso é um caso. Eu preferi encerrar alguns ciclos de forma consciente e respeitosa para voar em paz comigo mesma. E esse foi o tempo que precisei.

 

8. Agora você pode pensar no roteiro com tranquilidade!

 

Finalmente o oitavo item não é uma pergunta! Ufa! Esta etapa é livre para você dar asas à sua imaginação e vivenciar antecipadamente o que te traz brilho nos olhos. Volte a ser criança, aproveite o momento e sonhe acordado! Minha primeira dica: não perca muito tempo planejando, é muito melhor usar este tempo realizando!

 

 

O meu roteiro, por exemplo, é composto apenas pela ordem dos continentes: Europa > África > Ásia > Oceania > América. Sou livre para escolher os países e as cidades ao longo da viagem e mudar de ideia sempre que o universo me dá um dos seus mágicos sinais. Vou co-criando o roteiro com as pessoas e oportunidades que encontro pelo caminho. Ele é vivo e mutável!

 

Se jogue!

 

Durante meus voos, já conheci 12 países e mais de 80 cidades em 11 meses. Mas os números não importam, o que realmente tem valor para mim são os aprendizados que compartilho neste texto viajando como voluntária. Se eu consegui, você também consegue!

 

Boa reflexão e ação! Seguimos juntos.

 

Tour pelas principais atrações turísticas de Barcelona

Barcelona, no norte da Espanha, respira alegria, juventude… energia! Neste post, separei alguns dos principais pontos turísticos da cidade catalã, para você se inspirar para o seu roteiro e se esbaldar neste lugar único!

 

Vista aérea da Rambla| Foto: Nikos Roussos (CC BY-SA 2.0)

 

Por Juliana Maian

 

La Rambla, Port Vell e Barceloneta

 

Uma ótima maneira de começar a sentir o clima e a vida de Barcelona é passeando pela Rambla. Este calçadão, uma das ruas mais famosas da cidade, tem cerca de 2 Km de extensão e liga a Plaça de Catalunya ao Port Vell.

 

A Rambla barceloneta | Foto: Mario Sánchez Prada (CC BY-SA 2.0)

 

Vai para a Espanha? Nosso Guia O Viajante Europa Mediterrânea

pode lhe acompanhar na jornada!

 

Pela Rambla você encontra vários restaurantes e muito comércio (bem florido e bom para souvenirs), gente passeando, bebendo e comendo. Dois pontos de parada muito interessantes são o Mercado de la Boquería (com todos os sabores e cheiros típicos da culinária local) e a bonita Plaça Reial, ótima para sentar e comer algumas tapas (estilo gastronômico espanhol composto por pequenas porções de aperitivos como azeitonas, queijinhos e patês).

 

Plaza Reial | Foto: rafaelsoares (CC BY-NC-SA 2.0)

 

Dica: Nesta praça fica o Hostel Kabul, altamente recomendado para quem quer ficar em um lugar que não para, cheio de jovens e com um pub movimentadíssimo no térreo. Se estiver em um clima de viagem mais paz e amor… fuja dali!

 

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Em uma das pontas das Ramblas fica o Port Vell, o porto de Barcelona, que foi revitalizado para os Jogos Olímpicos de 1992 e conserva várias esculturas que remetem aos arcos e aos esportes Olímpicos. 

 

Port Vell | Foto: Juliana Maian

 

É também uma região bonita, à beira mar, ótima para caminhar, observar as pessoas e a paisagem. O porto ainda guarda um obelisco com uma escultura de Cristóvão Colombo apontando para a América, o Mirador de Colom. Dá para subir e admirar a vista lá de cima.

 

Obelisco de Cristóvão Colombo | Foto: Juliana Maian

 

Seguindo pelo Porto, você chega até a Barceloneta, onde começa a região das praias, bem ao lado da Vila Olímpica. Aviso que pode ser um pouco decepcionante para um brasileiro que chega esperando praias de areia fina e que queira se aventurar em um mergulho… já que a água é bem gelada e a areia é bastante grossa e escura, se comparada com as nossas.

 

Barceloneta | Foto: Juanedc (CC BY 2.0)

 

Roteiro pela obra de Gaudí

 

Antonio Gaudí é o arquiteto mais importante da arte nouveau catalã (ou o modernismo catalão) e não dá para falar em turismo em Barcelona sem falar nos vários prédios e espaços projetados por ele.

 

Dois dos mais impressionantes são do Parc Güell e a Sagrada Família. O primeiro, é um espaço enorme e ao ar livre, construído para ser uma vila no meio da natureza onde, diz a lenda, Gaudí não usou sequer uma linha reta no projeto. Chega a ser mágico! É indispensável uma parada no imenso terraço do parque, ladeado por bancos decorados com mosaicos de azulejo.

 

O exêntrico Parc Güell | Foto: Kim Hyeyoung (CC BY-ND 2.0)

 

O mundialmente conhecido Temple Expiatori de la Sagrada Familia, cujas obras foram iniciadas em 1882 e às quais Gaudí dedicou as últimas décadas de sua vida, é patrimônio da UNESCO e sem dúvida um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Barcelona. O audacioso projeto prevê 18 torres com mais de 100 metros cada, das quais apenas 12 estão concluídas atualmente (elas simbolizam os 12 apóstolos). A previsão de conclusão da obra, incluindo as 6 torres faltantes (que simbolizam os 4 evangelhos, Nossa Senhora e Jesus Cristo, respectivamente) é para 2026, 100 anos após a morte de Gaudí!

 

A ainda inacabada Sagrada Familia | Foto: Gary Ullah (CC BY 2.0)

 

Reserve pelo menos umas 3 horas para ficar ali, pois a Sagrada Família é imponente, misteriosa e cheia de detalhes, e por isso é possível passar horas e horas apenas observando as fachadas cheia de esculturas com personagens e cenas bíblicas, os vitrais, os mosaicos e ainda subir em uma das torres para observar a vista.

 

Existem vários outros prédios de Gaudí que merecem a visita, nem que seja só para ver a fachada: Casa BattlóLa PedreraCasa Vicens, Casa Milà e Palau Güell.

 

A famosa Casa Milà, obra de Gaudí, em Barcelona | Foto: Zizo Asnis

 

La Monumental

 

Para quem se interessa pelo assunto e quiser saber onde aconteciam as touradas, atualmente proibidas em Barcelona, dá para passar em frente da La Monumental, última arena a oferecer esse tipo de atração na cidade, que hoje encontra-se fechada.

 

La Monumental | Foto: Juliana Maian

 

Bairro Gótico e proximidades

 

Nesta região, com muitas ruas estreitas que levam a gente de volta ao passado, existem vários museus e prédios históricos. Destaco aqui o Museu Picasso, que guarda o mais importante acervo na Espanha deste celebrado artista modernista, e a Catedral de Barcelona, com suas muitas capelas interiores, criptas e arquitetura gótica que conta a história da cidade desde o ano 400.

 

Interior da Catedral de Barcelona | Foto: Juliana Maian

 

Montjuïc

 

Acesse este morro através do Funicular e, lá em cima, terá uma bela vista da cidade. Além disso, ali fica o Castell de Montjuïc, o Parque Olímpico e vários museus, dos quais destaco a Fundação Joan Miró – outro relevante artista catalão de projeção internacional. O passeio é uma bela de uma caminhada, por isso prepare as pernocas.

 

Castell de Montjuïc | Foto: Justin (CC BY-NC-ND 2.0)

 

Na descida, você encontra a belíssima Plaça d’Espanya, que reúne obras arquitetônicas de vários artistas catalães. De frente para a praça, fica o Palau Nacional. Proponho assistir a um pôr-do-sol ali, olhando para a Fonte Luminosa, com um show de cores ao som de música famosas. Pode ser até meio cafoninha, mas não deixa de ser bonito.

 

Plaça D’espanya | Foto: Juliana Maian

 

Camp Nou

 

Para os fãs do futebol, não pode faltar a visita ao Camp Nou, estádio do Barcelona, um dos times mais adorados da Europa. Não precisa ser dia de jogo para entrar no estádio, aberto à visitação. A loja de souvenirs do time é bem grande, e ouso dizer que já faz valer o passeio.

 

Camp Nou | Foto: John Seb Barber (CC BY 2.0)

 

Uma cidade para voltar

 

Pois é, deu para ver que Barcelona tem lugares de sobra para render muitos dias de passeio, né? E olha que, nem de longe, eu falei de todos os pontos turísticos e nem entramos na questão “vida noturna”, que é também muito agitada por ali. Por isso, ao planejar sua visita, não subestime a capital catalã e reserve tempo suficiente para descobrir vários de seus mistérios.

 

Vista superior de Barcelona | Bert Kaufmann (CC BY 2.0)

 

Weihnachten Markt: as tradicionais feiras de Natal alemãs

 

Banquinha na Weihnachten Markt de Munique

 

Por Amanda Gelpi

 

A Alemanha tem se tornado um dos países mais procurados por turistas e intercambistas, inclusive por brasileiros. Seja por sua rica cultura, pela história pesada que carrega, pela preocupação e investimento no futuro, ou seja por suas relações político-econômicas com outros países, inclusive com o Brasil, este é um roteiro que está super em alta.

 

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Roda gigante na feira de Berlim

 

Eu, pessoalmente, sempre gostei da Alemanha. Por ter descendência alemã e uma mãe professora da língua, estudei em colégio alemão e tive aulas do idioma desde o primeiro ano do primário, então sempre me identifiquei com a cultura.

 

Vai para a Alemanha? Nosso Guia O Viajante Norte da Europa 

pode ser seu grande companheiro de viagem 😉

 

Por falar em cultura, é um país bastante cristão, portanto o Natal é uma das festas mais comemoradas por lá. São várias tradições fortíssimas e divertidíssima para quem gosta dessa época do ano, como a montagem da árvore, a decoração da casa, o Dia de São Nicolau e o Dia de Reis.

 

xx em Munique

 

Sempre que pensamos em visitar a Alemanha, pensamos logo naqueles pontos tradicionais das cidades grandes, como Munique ou Berlim. Minha dica é: faça o clichê, viaje para esses locais, mas vá também para outras cidades, pensando em fazer dessa experiência algo inusitado. Aproveite e vá no final do ano para curtir algo diferente e tradicional, que não é muito conhecido e por isso não é muito comentado: as feiras de Natal alemãs.

 

Entrada da feira em Stuttgart

 

Entre final de novembro e início de janeiro, em quase todas as cidades alemãs, são montados os mercados de Natal (em alemão são conhecidos como Weihnachten Markt ou Christkindlmarkt). Geralmente localizados nas praças principais, contam com comerciantes locais vendendo artesanato, enfeites, comidas (principalmente doces) e bebidas. A bebida mais tradicional é Glühwein, um vinho quente, que quem gosta de bebidas alcoólicas tem que experimentar! Eu não gosto de vinho e pessoalmente não gostei do Glühwein por conta do amargor do vinho, mas precisei provar, porque não podia perder a chance de ter a experiência completa da feira de Natal.

 

Noite movimentada na feira de Natal de Stuttgart

 

O Weihnachten Markt é um passeio para todas as idades: idosos, adultos, jovens, casais, famílias, grupos de amigos… Dá para almoçar, jantar, fazer happy hour e algumas das feiras contam até com brinquedos, como um mini parque de diversões. Elas estão lá quase 24 horas, têm de tudo e são uma opção de passeio barato e divertido.

 

Decorações do Weihnachten Markt em Stuttgart

 

Minha parte favorita das feiras de Natal é o cheiro que fica no ar: uma mistura dos aromas das comidas, do chocolate e do vinho quente. As barracas são sempre coloridas e enfeitadas. Super tradicional e uma das coisas mais gostosas que tem em quase toda barraca, o Kuchenherz, que ao pé da letra significa “bolo de coração”, é na realidade ele é uma espécie de pão de mel. Tem Kuchenherzen de vários tamanhos e eles vêm decorados com glacê, com desenhos, escritos e mensagens para você presentear alguém especial.

 

 

Deixo vocês com essa dica deliciosa e espero que um dia vocês possam passear pelos mercados de Natal na Alemanha.

 

Maquiné: paraíso de cachoeiras no sopé da montanhas

O pequeno município de Maquiné, localizado no litoral norte gaúcho, apesar de fazer fronteira com a badalada praia de Capão da Canoa, tem seus maiores atrativos no sopé das montanhas. O finalzinho de Mata Atlântica da Serra do Mar (que vem desde o litoral do estado do Rio de Janeiro, passando por São Paulo, Paraná, Santa Catarina e terminando ali, nas imediações das lagoas de Osório) resulta geograficamente em um lindo vale encravado nas montanhas, vertendo águas doces e límpidas para todos os lados, fazendo de Maquiné um desses pequenos paraísos para os amantes da natureza.

 

Por Grazi Calazans

 

Cascata do Garapiá

 

Como chegar

 

Chegar a Maquiné não é uma tarefa complicada: o centro da cidade localiza-se a menos de 5km da antiga BR-101. Entretanto, as belezas naturais estão mais afastadas do centro, sendo a Barra do Ouro (o distrito mais longe, mas onde é possível chegar de ônibus) distante 10km do centro. Da Barra do Ouro até as cachoeiras mais famosas, o percurso tem que ser feito de carro, ou bicicleta para os mais dispostos. Até a Forqueta por exemplo, onde estão duas das mais lindas cascatas que já conheci (Forqueta e Garapiá), são cerca de 8km de distância.

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Não há muitas dificuldades em conseguir uma carona da Barra do Ouro até a Linha Pedra de Amolar, onde se localiza o Recanto do Sossego, um dos locais onde se pode acampar e saborear quitutes tipicamente gaúchos, como as chimias (gauchês para geléia) e os biscoitos caseiros preparados pela simpática dona do local.

 

Entrada para a Cascata da Forqueta

 

A menos que você encontre um período de chuvas intensas – que foi o meu caso, presenteada com 4 dias de chuva constante em um feriadão de 5 dias – poderá desfrutar das paisagens e dos vários caminhos por entre os rios Ligeiro e Forqueta. Falo das chuvas porque os rios transbordam e impedem a passagem dos carros pelas barragens, então o risco de ficar ilhado existe, e foi exatamente o que aconteceu conosco. Mesmo com toda a chuva, eu e meus filhos não perdemos a oportunidade de visitar as cascatas da região, pois sou amante de quedas d’água, quase uma caçadora de cachoeiras.

 

Cascata do Garapiá

 

A Cascata do Garapiá foi a primeira a ser visitada a partir de uma caminhada tranquila de cerca de 3km desde a ponte do Rio Forqueta. Aliás, pontes são coisas que você vai ver muito pela região, especialmente as famosas “pinguelas”, aquelas pontes de madeira e aço, balançantes sobre os rios. Para chegar até a Cascata do Garapiá atravessamos quatro dessas pontes. Também é possível ir pelas barragens, pequenas estruturas de concreto que atravessam os rios, mas, como a correnteza estava fortíssima a ponto de nem carros passarem, quem diria nós irmos a pé.

 

Muitas opções de acomodação na região do Garapiá

 

A região do Garapiá tem bastante estrutura para os visitantes, são várias opções de camping, loja de artesanatos, barzinhos com comidinhas rápidas e até um restaurante vegano, o Paz na Mata, de proprietários paulistas que se encantaram pelo lugar e nunca mais saíram dali. A trilha para a Cascata do Garapiá é bem fácil e intuitiva, bastando seguir rio acima. Dali também é possível fazer uma caminhada para o município vizinho, São Francisco de Paula, um trajeto conhecido como trilha dos tropeiros. O pessoal da região disse que essa trilha é bem difícil, já que sobe a serra e é muito pouco visitada, sendo quase selvagem, mas confesso que fiquei com vontade de fazê-la um dia.

 

Com toda aquela chuva havia muita água também pelo caminho para a cachoeira. Em alguns pontos surgiam vertentes até onde, creio eu, elas não existam. Chegando a cachoeira, avistamos a imensa poça com a queda de cerca de 8 metros de altura incrivelmente forte e larga. O volume de água era tanto que o barulho da cascata era ensurdecedor. Apesar de toda a umidade e do friozinho, não resistimos a um mergulho, que foi bem rápido, pois a correnteza estava mesmo assustadora.

 

Cascata do Garapia com volume bem acima do normal

 

Entretanto, não se assuste, visitamos novamente essa mesma cascata dois dias depois, quando o sol finalmente nos brindou no nosso último dia na cidade, e apesar da queda d’água ainda estar bastante forte, o poço era tranquilo para mergulhos, até mesmo para as crianças (foto que abre o post). Havia também um grupo praticando rapel na gigante pedra ao lado da cascata, uma boa opção para os amantes de adrenalina e aventura.

 

Cascata da Forqueta

 

Nosso maior desafio naquele feriado foi conhecer a Cascata da Forqueta. Os moradores locais disseram que era melhor não irmos, pois para acessar o último trecho da trilha precisaríamos atravessar o Rio Forqueta. Com toda aquela chuva e a correnteza como estava, era um risco grande. Mesmo assim, resolvi tentar junto a meu companheiro de trilha, deixando as crianças brincando na vizinhança. Começamos a caminhada, de cerca de 5km desde a ponte do rio Forqueta, com uma pausa na chuva e uma leve tentativa do sol sair de trás das nuvens carregadas. Depois de muita estrada de chão batido e lindas paisagens de campos com hortas e animais, chegamos à placa onde dizia “Cascata da Forqueta – atravesse o rio”.

 

A ponte do Rio Forqueta

 

A correnteza era mesmo forte e atravessar o rio seria um desafio e tanto. Ali paramos e fizemos um lanche nas margens, com a nossa companheira, a chuva, voltando novamente. Não havia barragem ou pinguela, precisaríamos ir na cara e coragem entre as pedras. Meu companheiro, experiente em travessia de rios, foi primeiro, sem nada, para sentir o caminho. Depois de alguns minutos tateando pedra por pedra, ele chegou do outro lado da margem. Se ele foi, eu também consigo, pensei. Ele voltou e me disse que apesar da correnteza estar bem forte, podíamos tentar levando poucas coisas e segurando nas pedras, andando quase de quatro.

 

E foi assim que conseguimos atravessar o Rio Forqueta e caminhar mais 500m até chegar a uma inacreditável queda de uns 80 metros de altura, encravada no meio da mata, uma preciosidade escondida na natureza. Muita, mas muita água, muito frio e muita umidade… e a beleza estonteante da cascata fez valer essas condições e todo o medo de atravessar o rio. Voltamos debaixo de chuva e realizados por termos conseguido conhecer aquela pérola imponente, mesmo com toda a chuvarada.

 

A linda Forqueta

 

Espero que todos que coloquem Maquiné em seus roteiros tenham um pouco mais de sorte que nós quanto ao clima, que encontrem dias ensolarados para desfrutar de toda a beleza da região. Se com toda aquela chuva foi uma experiência inesquecível, o que será de Maquiné com a luz do sol? Um espetáculo, com certeza!

 

Aurora Boreal: passo a passo para ver o fenômeno na Noruega

A Aurora Boreal está na bucket list da maioria dos viajantes, mas encontrá-la não é tão simples como muitas pessoas imaginam.  Neste post, vamos tirar todas as dúvidas sobre como viver essa fantástica experiência na Noruega.

 

Aurora Boreal vista nos entornos de Tromsø, Noruega | Foto: Poliana Mendonça

 

Por Poliana Mendonça

 

A Aurora é um fenômeno natural visível apenas dos polos da Terra, tanto no norte, quanto no sul, onde é chamada de Aurora Austral. É interessante frisar que ambas ocorrem ao mesmo tempo, quando rola no norte, rola no sul, e só mudam de nome.

 

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Como ver?

 

Para ver a Aurora é essencial que seja no inverno e que tenha ocorrido uma tempestade solar, pois as luzes são provocadas pelo encontro desses ventos solares com a nossa atmosfera. O monitoramento da atividade solar pode ser feito através dos sites Aurora Service e/ou Space Weather Prediction Center. A dica principal aqui é ficar atento aos índices de tempestade, os kp. Esse índice deve estar acima de 3, ou seja, quanto mais forte a tempestade solar, maior sua chance de avistar o fenômeno.

 

Vai para a Noruega? Nosso Guia O Viajante Norte da Europa 

pode lhe acompanhar na jornada!

 

Existe a equivocada ideia de quanto mais para o norte você for, melhor, e isso não é bem verdade, pois a Aurora Boreal circula o Polo Norte e não incide exatamente em cima do polo. Sua atividade é mais forte nos lugares que se localizam nesse círculo ou logo abaixo dele em locais como Alaska, norte do Canadá, sul da Groenlândia e Islândia, norte da Noruega, Suécia e Finlândia.

 

Por que a Noruega?

 

Vista de Tromsø  a partir do Fjellheisen, teleférico que liga ao ponto mais alto da cidade

 

Dentre os lugares citados onde é possível avistar a Aurora, a Noruega possui uma das condições mais favoráveis, já que  Tromsø, a cidade-base para avistar o fenômeno, é ligada a Oslo por voos diretos e de fácil acesso. Com 75 mil habitantes, é também uma linda cidade na beira dos fiordes  e conta com uma universidade, boa infraestrutura hoteleira, museus e muitos bares e restaurantes.

 

A arquitetura moderna da Catedral do Ártico

 

Por se localizar na costa do país, a influência da Corrente do Golfo faz com que as temperaturas sejam consideradas amenas para uma região localizada no Círculo Polar Ártico. Enquanto no Canadá é normal pegar temperaturas abaixo dos -30ºC, em Tromsø é comum que os termômetros fiquem em torno de -10 ºC. A questão da temperatura é um fator importante, pois, para ver a Aurora, provavelmente você irá passar uma madrugada ao ar livre em pleno inverno do Ártico.

 

Museu Polaria

 

Turismo da Aurora

 

Chegando em Tromsø, a primeira coisa a ser feita é fechar um passeio de caça à Aurora. Sim, infelizmente não é uma atividade que dê para fazer por conta própria, pois encontrar o fenômeno pode, muitas vezes, precisar de uma longa busca.

 

Dentre tantas opções de agências especializadas, escolha uma que não faça o passeio em ônibus, e sim em pequenas vans. Eu garanto que você vai preferir ter essa experiência acompanhado de poucas pessoas, e não de 30.

 

As luzes verdes e brilhantes do fenômeno | Foto: Poliana Mendonça

 

O passeio funciona da seguinte forma: aproximadamente às 18hs (horário em que já é noite por lá), as vans saem do centro da cidade em busca da Aurora. Os guias monitoram a atividade solar e basicamente saem dirigindo em busca das condições favoráveis, que são: céu limpo (sem nuvens) e ausência de luzes artificiais. Quanto mais escuro melhor. 

 

Encontradas as condições, agora é hora de sentar e esperar. Geralmente está incluído no pacote um lanchinho, e então o passeio se torna num piquenique no gelo, de madrugada.

 

Realmente, é uma das experiências mais incríveis que um viajante pode ter | Foto: Poliana Mendonça

 

Não há como descrever a sensação de estar em um lugar inóspito, escuro, totalmente em contato com a natureza, todos na mesma expectativa, vasculhando o céu a procura da aurora. Nada na vida vai te preparar para o momento em que as luzes verdes aparecem e começam a dançar no céu do Ártico. É um momento indescritível e que vale a pena o investimento, o esforço e o frio.

Dois sonhos: volta ao mundo para transformar a educação no Brasil

Brincando com crianças em escola na Suécia

 

Por Vanessa Tenório

 

Em março de 2017, embarquei numa jornada de volta ao mundo sozinha em benefício da educação e da sustentabilidade. Meu planejamento (totalmente flexível ao longo da viagem) é mochilar por cinco anos, um em cada continente, fazendo uma “nova graduação” na prática através de imersão em escolas inovadoras e comunidades sustentáveis.

 

Sonho em cocriar, no Rio de Janeiro, uma escola gratuita que vise o desenvolvimento natural e integral de cada criança por meio das suas próprias potencialidades e talentos. Um espaço na natureza em que elas possam brincar e escolher o que querem explorar no processo de aprendizagem. Meu propósito é contribuir para a formação de cidadãos ativos e conscientes do seu papel na construção de um mundo mais justo e solidário, incentivando a cooperação e não a competição.

 

Locais visitados até o momento

 

Com um pouco mais de 7 meses mochilando e gastando uma média de 15 euros por dia, já visitei 8 países no continente europeu e mais de 30 projetos. Neste período, constatei que é possível ser viajante, aprendiz, voluntária e agente transformadora ao mesmo tempo. Aprendi que a viagem é uma lúdica escola que nos ensina principalmente a respeitar as diferenças.

 

A base do meu projeto é a cooperação. Possuo um pequeno orçamento de 20 euros por dia. Ofereço ajuda durante a minha passagem pelas cidades e geralmente recebo acomodação e alimentação em troca. Até o momento, só paguei por cinco diárias em Sarajevo (onde foi uma escolha minha hospedar-me em albergue). A média de gastos mencionada acima é basicamente com transporte, pois me desloco muito para visitar os projetos educacionais.

 

Hungria – Creche Waldorf totalmente aberta, onde as crianças aprendem livremente brincando na natureza

 

Quer saber como consigo viajar abaixo do limite do meu orçamento? Compartilho a seguir um resumo do processo desde o início.

 

A origem

 

Sempre sonhei em explorar o mundo. Desde criança, acreditava que esta era a forma prática e divertida de aprender sobre Geografia, História, Biologia, Matemática, Línguas, Arte e tantas outras disciplinas segmentadas há séculos pelo sistema educacional.

 

De origem pobre, minha formação básica foi em escolas públicas da zona oeste carioca. Aos 15 anos, pedi permissão aos meus pais para ficar noiva e iniciar o estágio em secretariado na Petrobras. Desejava a minha independência desde cedo.

 

Projeto Praia para Todos em Copacabana, onde atuei como voluntária durante anos

 

Permissão concedida, casei-me aos 18 e representei, no Dia Internacional da Mulher, a força feminina no mercado de trabalho como a mais jovem colaboradora na Petrobras. Com 25 anos, divorciei-me e concluí o curso de Letras em uma universidade privada, sendo a primeira da família a conquistar um diploma.

 

Nesta época, os meus olhos já brilhavam com os desafios da educação. No entanto, os 10 anos de experiência no mundo corporativo me direcionaram a uma especialização em Administração Estratégica e à construção de uma sólida carreira nesta área.

 

Divorciada, comecei a mochilar sozinha pela América do Sul e a tornar realidade o meu sonho de infância. Minha conexão com a natureza foi aumentando e a necessidade de estar mais nesse ambiente também. Passou a ser um desconforto voltar ao escritório e trabalhar mais um ano para, apenas no período de férias, ter o direito de desfrutar novamente daquela abundância e sensação de liberdade.

 

Primeiro mochilão internacional sozinha visitando 14 cidades: Chile, Janeiro/2010

 

Para tentar aliviar este desconforto, comecei a trabalhar como voluntária em projetos sociais e a estudar sobre sustentabilidade. Com estas novas experiências, fui percebendo que eu havia escolhido a montanha errada para escalar, que eu estava trilhando um caminho que não fazia sentido para mim, que meus olhos não brilhavam no ambiente corporativo e que o topo, cujo sistema capitalista sempre me estimulou a conquistar, não estava alinhado à minha essência.

 

Aos 35 anos, me vi completamente perdida. Angustiada, comecei a me bombardear com pensamentos sobre o passado e o futuro: O que faço com a carreira de 20 anos que construí? Como iniciar algo novo a esta altura do campeonato? Naquele momento, era impossível ter consciência e agradecer pelo bendito click que mudaria a minha vida!

 

A transição

 

Foram dois anos tentando encontrar respostas, buscando o autoconhecimento em terapia, meditação, imersões na natureza, me conectando com pessoas que passaram ou estavam no mesmo processo de transição e transformação.

 

Meditação no Festival de 10 anos do Gaia Education no Brasil: Brasília, Novembro/2016

 

Nesta busca, reencontrei a educação através da Pedagogia da Cooperação. Participei de encontros que me fortaleceram e me mostraram que existe uma enorme rede composta por pessoas que acreditam em uma essência boa no ser humano, e que trabalham incansavelmente para criar ambientes de cooperação e solidariedade.

 

Fortalecida e consciente, decidi mudar e fazer parte desta rede! Comecei a planejar o meu sonho duplo de explorar o mundo e transformar a educação, e a me preparar para o voo mais importante desta minha jornada aqui na Terra. Comprei a passagem de ida, desapeguei de tudo e pedi desligamento do mundo corporativo em fevereiro deste ano.

 

O novo caminho

 

Livre para traçar um novo caminho, escolhi iniciar pela Europa e desenhei o roteiro da seguinte forma: Europa > África > Ásia > Oceania > América.

 

Tendo a cooperação como base, descobri que existem muitas pessoas solidárias espalhadas pelo mundo. Basta vibrarmos na mesma energia que o universo se encarrega da conexão.

 

Divisa entre Portugal e Espanha, primeiros países visitados em Março/2017

 

Durante os sete primeiros meses de viagem, nas mais de 60 cidades europeias que visitei, utilizei diferentes formas de hospedagem: casa de brasileiros amigos e desconhecidos; Couchsurfing; WWOOF; e comunidades sustentáveis – onde ofereço algumas horas de trabalho voluntário em troca de acomodação e alimentação.

 

Geralmente, envio uma mensagem apresentando o propósito da viagem e recebo retornos positivos recheados de palavras carinhosas que nutrem o meu projeto e fazem o meu coração transbordar de amor e alegria (como estas abaixo, já traduzidas, enviadas por pessoas desconhecidas que me hospedaram).

 

“Estou impressionada com o seu e-mail! :) Parece que você está vivendo e construindo um sonho, obrigada por isso! Eu, pessoalmente, não posso esperar para conhecê-la. :) Sou grata pela ressonância e pelo chamado que você sentiu de vir a este lugar.” Croácia


“Acho que você começou uma jornada que irá desafiá-la de muitas maneiras. Uma maneira de se adaptar a muitos valores, reações e prioridades de diferentes povos. Eu te admiro tremendamente e envio muito amor e apoio espiritual!” Dinamarca

 

Com estas oportunidades, conheço novos lugares, pessoas, histórias, culturas, tradições e costumes, coopero, aprendo, inspiro e sou inspirada, faço novas amizades, brinco com crianças de diferentes nacionalidades, aproveito o caminho e realizo o meu sonho enquanto viajo.

 

Meus olhos voltaram a brilhar!

 

Trekking na Croácia: Outubro/2017

 

“Nossas ações, por menores que pareçam, são capazes de mudar o mundo. A cada momento, fazemos escolhas sobre nossos modos de vida. Se nos conectarmos com o planeta e uns com os outros, seremos uma ponte para um futuro sustentável. Cada um de nós faz o seu Amanhã. E juntos fazemos os nossos – os Amanhãs que queremos.”

Museu do Amanhã – RJ/Brasil

 

Voe nessa jornada comigo em benefício da Educação e da Sustentabilidade. Aqui eu compartilho todas as minhas experiências em escolas inovadoras e comunidades sustentáveis e mais posts virão aqui no blog do O Viajante.

 

Toronto em todas as estações

Foto: Diego Grandi

 

Por Bruna Cazzolato

 

O Canadá está em festa em 2017, já que, neste ano, comemora 150 anos de sua independência. A maior cidade do Canadá não passa despercebida e merece destaque. Enquanto o mundo sofre com preconceitos e falta de respeito, Toronto mostra que é possível viver em harmonia diante das diferenças, afinal só em seu território são falados mais de 140 idiomas. E este é um dos motivos pelos quais Toronto merece um uma atenção especial na visita ao Canadá.  Por isso, aqui vão dicas para aproveitar o melhor que essa metrópole cosmopolita tem a oferecer em todas as estações do ano. É claro que é possível aproveitar vários lugares em qualquer época, mas alguns deles ficam ainda mais especiais em estações específicas.

 

Primavera

 

Foto: Lord of the Wings© [CC BY-SA 2.0]

 

Um verde diferente do que estamos habituados toma conta da cidade. É o momento em que as plantas voltam a cor depois de uma época preta e branca, então o clima fica perfeito para visitar os parques. O High Park é um dos mais conhecidos por suas cerejeiras, que estão no auge em abril e maio – mas vale a pena checar informações antes de ir, pois a temperatura do ano influencia o florescer.

 

 

Já o Trilium Park, inaugurado em junho de 2017, impacta pela vista clássica da CN Tower e pela proximidade com o lago Ontario. Também é uma ótima época para conhecer a Toronto Island, ilha que fica em frente ao centro de Toront. Para chegar lá basta pegar a balsa no Jack Layton Ferry Terminal e desbravar a ilha como quiser: caminhando ou alugando bicicleta. Durante o percurso uma das vistas mais impressionantes da capital canadense.

 

Verão

Foto: Bruna Cazzolato

 

É o momento de ir para a rua! Aproveite para caminhar bastante e descobrir a cidade a pé.  Não se engane com o verão, já que ele pode ser bem quente. Então a dica aqui é intercalar passeios ao ar livre com algumas paradas em lugares com ar condicionado. Você vai se surpreender com esquinas incríveis, como o caso da E Front Street e Church Street, próximo ao Hockey Hall of Fame, e onde está localizado o prédio Gooderham Building, conhecido também como Flatiron Building.

 

Curiosidade: os prédios chamados de “flatiron buildins” (como o famoso Flatiron Building de NYC) têm esse nome pelo formato lembrar um “flat-iron”, inglês para ferro de passar roupa!

 

Caminhar pela Yonge Street, subindo até a Bloor Street e descendo pela University Avenue também mostrará um pouco desta dinâmica. É na descida da University Avenue, que você visitar a Nathan Phillips Square e a instalação artística com o nome Toronto . Para fãs de baseball, assistir ao jogo do Blue Jays pode ser uma boa opção. Para isso anote essa dica: baixe no seu celular o aplicativo Game Time, que mostra valores de ingressos para os jogos e também outros eventos que acontecem na área cidade. 

 

 

Outono

 

Foto: Diego Grandi

 

Esta é uma das estações mais encantadoras no Canadá, já que as folhas das árvores se mostram em diversos tons quentes, com nuances de vermelhos, amarelos e laranjas. É neste momento que um retorno aos parques valerá a pena e, caso você seja sortudo de visitá-los em duas estações, perceberá a diferença. Não pense que por ser Outono ainda não estará frio, pois neste momento que as baixas temperaturas já começam a mostrar sua força.

 

 

Passeios que alternem momentos ao ar livre e outros em ambientes fechados são ideais para aguentar a temperatura. O St Lawrence Market, a cinco quadras da Union Station, é o local para descobrir produtos locais, mas, como todo mercadão, produtos internacionais também têm seu espaço. Reserve uma tarde no Distillery District e descubra esta interessante área industrial da cidade, onde não dá para deixar de provar os chocolates da Soma Chocolatemaker que não fazem somente o chocolate por lá, mas também um gelato difícil de sair da memória.

 

Inverno

 

Foto: Raphael de Oliveira Gomes

 

Não é à toa que o inverno canadense tem uma fama amedrontadora, ele é realmente intenso. Mas não tem desculpa para não explorar Toronto por causa do frio, basta abraçar a causa e encarar a neve. Este é o momento para desbravar os museus da cidade, por exemplo, o Royal Ontario Museum, um museu de história natural; a Art Gallery of Ontario, a galeria de arte do estado e, o Ripley’s Aquarium of Canada, o famoso aquário de Toronto.

 

As opções não param por aí, e este pode também ser um bom momento para visitar a CN Tower, a famosa torre de Toronto – mas fique atento ao clima e procure subir com o céu aberto para aproveitar a vista ao máximo. Durante o inverno é possível patinar no gelo, a supracitada Nathan Phillips Square, por exemplo, passa a abrigar um rinque de patinação bem movimentado.

 

Grandes viagens podem estar em pequenos destinos

Vista Pousada Ibirakati | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

Você conhece Sentinela do Sul? E Cerro Grande do Sul, já ouviu falar? Pois são duas pequenas cidades do Rio Grande do Sul conhecidas por gente de todos os lugares do mundo.

 

Muitas vezes, uma grande viagem pode ser para um pequeno destino, um lugar pouco ou nunca falado nos guias. Sentinela do Sul, um município de cerca de cinco mil habitantes, situado 100km ao sul de Porto Alegre, perto de Tapes e de Camaquã, é um desses pontinhos no mapa, que raramente um viajante escolheria para visitar. Uma cidade pacata, sem grandes atrativos turísticos… por que seria um grande destino? Porque ali estão dois lugares muito interessantes de se visitar para quem busca uma experiência mais profunda e transformadora.

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Nascer do sol no campo | Foto: Grazi Calazans

 

A Chácara Sol Nascente, uma pequena comunidade situada no distrito de Potreiro Grande,  recebe viajantes de todas as partes do mundo. Ali, pode-se ter uma experiência transformadora, onde se vivencia a tranqüilidade do campo enquanto se trabalha com agricultura biodinâmica. Mas Grazi, o que é agricultura biodinâmica? É agricultura que, além de orgânica, ou seja, sem agrotóxicos, é também baseada na influência dos astros, das constelações e dos planetas, fundamentada nos princípios da antroposofia (doutrina filosófica que prega a ciência espiritual). Então, além de viajar, o local possibilita que você mude completamente a sua forma de olhar o mundo, especialmente na questão da alimentação, além de aproveitar a paz e a tranqüilidade da vida do interior, com banhos de açude, descanso na casinha da árvore ou passeios de bicicleta pelas estradas de terra da região.

 

Também em Sentinela do Sul, está localizada a Fazenda Capão Alto das Criúvas,  maior produtora de arroz biodinâmico do Brasil, o Arroz Volkmann. Eles organizam, ao longo do ano, diversos cursos e vivências onde é possível aprender muito sobre a agricultura biodinâmica. Dentro da fazenda também fica a fábrica de chás Edka , onde é possível fazer trabalho voluntário e aprender sobre diversas ervas e flores que estamos acostumados a beber no dia a dia, como a camomila e a flor de laranjeira. Junto à fábrica está a pousada Ibirakati, onde você pode se hospedar em um dos quartos com lindas vistas para o campo.

 

Açude da Fazenda Capão Alto | Foto: Grazi Calazans

 

Além de todo aprendizado e experiências que são possíveis em Sentinela do Sul, os pequenos municípios vizinhos guardam também muitas belezas para os viajantes. Cerro Grande do Sul, que faz divisa com Sentinela no Potreiro Grande, abriga uma enorme cachoeira, situada há 14km da Chácara Sol Nascente, onde é possível passar um dia incrível e divertido, refrescando-se nas águas geladas, escorregando no tobogã natural de pedras e dando saltos das pedras no poço da cachoeira.

 

Cachoeira em Cerro Grande do Sul  | Foto: Grazi Calazans

 

Em Sentinela, há muitos morros e trilhas, nenhuma sinalizada. Cheguei a me aventurar, junto de um morador, a subir um dos morros, e o visual lá de cima foi incrível. Na descida foi difícil achar o caminho de volta, mesmo com a presença dele, então é bom fazer estas trilhas sempre acompanhado de alguém da cidade. Ou então, deixe-se “perder” em uma boa caminhada pelas pequenas estradas de terra entre eucaliptos… são vários caminhos que levam aos mesmos pontos.

 

Vista do alto do morro em Sentinela | Foto: Grazi Calazans

 

Outro grande atrativo da região são as praias da Lagoa dos Patos. Arambaré é a mais famosa da região, com uma grande orla e um belo calçadão para passeios ao ar livre. O mergulho na imensidão da Lagoa, que parece um oceano de água doce, é refrescante e revigorante. A cidade só deve ser evitada no verão, para quem não gosta de tumulto, porque a cidade de pouco mais de três mil habitantes pode chegar a ter trinta vezes mais gente nos meses das férias de verão. Nas outras épocas do ano, é possível aproveitar muito bem a lagoa e desfrutar do passeio, mas lembre-se sempre de levar um casaco, pois no fim do dia o vento que vem do sul pode te pegar desprevenido.

 

Orla de Arambaré | Foto: Grazi Calazans

 

Assim, em um pequeno destino, foi possível fazer uma grande viagem, aproveitando a natureza, apreciando as estrelas, banhando-se em açude, cachoeira e praia, aprendendo sobre agricultura e astronomia. Afinal, a viagem dos seus sonhos pode estar mais perto do que você imagina…

 

O que fazer em Cusco para além do óbvio

Centro Histórico de Cusco | Foto: Zizo Asnis

 

Por Aline Gallo

 

Cusco é bastante visitada por ser um ponto de partida para a incrível cidade perdida dos Inkas, Machu Picchu. No entanto, a cidade peruana de um pouco mais de 300 mill habitantes tem muito mais para oferecer, como atrações com conteúdo, uma gastronomia deliciosa e um povo que ainda mantém o espírito de conexão com Pachamama – a Mãe Natureza. Então aqui vão algumas dicas do que fazer em Cusco (principalmente no centro histórico) para além do que você já sabe ou ouvir falar, junto de alguns passeios clássicos que realmente valem a pena serem feitos. Sempre pensando em gastar pouco e ser muito feliz na viagem.

 

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Atividades e atrações

– Planetário: foi uma das melhores experiências que tive na cidade. O Planetário tem um clima totalmente familiar, e senti que dão um toque de amor no que fazem – e isso faz muita diferença! Eles fazem uma introdução, contando um pouco sobre o céu em geral e explicando como os Inkas o observavam. Para ter ideia, eles viam a Via Láctea ao contrário à nossa visão mais comum, notando o que estava de escuro nela e não as luzes das estrelas em si. Depois disso fazem observação dos planetas na parte de fora do Planetário.

Ingresso: 50 soles [inteiro] e 30 soles [estudantes].

 

A Via Láctea pela astronomia inca | Foto: Aline Gallo

 

– Coca Museum: este é um dos museus de Cusco mais interessantes para um “passeio de conteúdo”. Aí você vai descobrir mais sobre a planta sagrada dos inkas – a folha de coca – que é muito utilizada nas regiões de altitude do país até os dias de hoje. Aprende sobre seus mitos, histórias, usos, deuses, etc. Ele não está na rota clássica dos museus de Cusco, mas, além de interessante, é super barato, então vale o deslocamento.

Ingresso: 10 soles [inteiro] e 5 soles [estudantes].

 

Tudo explicado. Era uma folha de coca | Foto: Aline Gallo

 

– Museu das Plantas Sagradas: este também é outro museu que não está tanto na rota clássica dos museus de Cusco. É uma sala/loja onde estão expostas diversas plantas da região, e aí você pode aprender mais sobre cada uma delas. Tem de tudo mesmo: plantas medicinais, psicodélicas, nutritivas, etc. Além disso, oferecem outras duas coisas bacanas: 1) Cerimônia do Cacau todas as sextas, às 18h (é cobrado um valor x); 2) Almoço vegetariano por 10 soles (demorei para descobrir isso!).

Ingresso: grátis.

 

– Museu do Cacao: o Museu do Cacau é um dos mais conhecidos daqui. E tem motivo. Ele é um museu que não te oferece apenas a história do Cacau no país e a situação em nível mundial, mas também te dá a experiência em conhecer, tocar e sentir os tipos de produtos que eles têm e como eles são feitos. Fazendo parte do mini tour, você experimenta quase tudo que eles produzem, incluindo 5 diversidades de chocolate e os saborosíssimos licores com base de cacau. Também, por uns soles a mais, você pode participar de workshops e aulas especiais para se aprofundar na temática.

Ingresso: grátis.

 

– Museu do Café: este museu possui uma proposta bem parecida com a do Cacau, porém não te dá a chance de experimentar tudo o que falam (sem pagar, é claro!). O mini tour básico situa o visitante na história do Café pelo mundo e no Peru. Eaí vão te falando das máquinas, da evolução das coisas no país em relação ao café, etc. Pagando por um workshop especial (se chama Taller da Cultura Cafeteira), você pode fazer parte do processo de produção do café, aprender mais sobre os tipos, e, ao final dele, escolher em qual processamento você quer tomar o seu café.

Ingresso: grátis.

 

– Caminhar no bairro San Blass: existem mil e uma opções para serem vistas e feitas neste bairro, para todos os gostos e os desejos dos viajantes. Lojas de artesanato, hippies com produtos alternativos, lugares de yoga, classes de espanhol, opções diversas de lanches, cafés, crepes, cenas, almuerzos, padarias, bares para a noite, etc. O bairro é muito agradável e sempre me senti muito segura caminhando pelas ruas mais solitárias dele. Ao lado fica a Igreja de San Cristobal, que proporciona uma vista liiinda da cidade – é um ponto muito bom para ver a lua cheia nascer. Não deixe de ir no  Mercado Local de San Blass (veja mais adiante).

 

Foto: Aline Gallo

 

– Teatro Municipal + Casa de la Cultura Cusco: há várias atrações gratuitas, mas é necessário ir no local para ver a programação. Também tem opções pagas.

 

– Mercado São Pedro: hm… difícil explicar, aconselho muito você ir e conferir a loucura que é! Passeio clássico da cidade.

 

Foto: Aline Gallo

– Mercado de San Blass: menor que o São Pedro (e muito mais tranquilo!), com boas opções de almoço barato e onde pode-se comprar frutas, verduras e tomar sucos feitos na hora pelas “mamitas”, como chamam as moças que fazem os sucos por aqui.

 

Dica valiosa para mochileiros! Nos mercados locais é oferecido um almoço com o menu por 5 soles; ele é como o nosso “PF”, que acompanha ainda uma entrada – normalmente uma sopa. Vale muito a pena. Há opção de pratos também para os vegetarianos.  Para quem ficar na dúvida porque é muito barato, coisa e tal, comi no Mercado de San Blass diversas vezes e nunca passei mal. No entanto, aconselho ir nos que estiverem mais movimentados.

 

– Free Walking Tour: todos os dias fazem passeios diferentes, explicando muito bem o que aconteceu e acontece na cidade de Cusco. O grupo sempre sai da Plaza de Armas em 3 horários por dia (agora está em 10, 13h e 15:30, mas o ideal é, quando chegar em Cusco, ir na Plaza de Armas e ver as horas em que estão saindo – sempre tem gente ali panfletando). E, o melhor, é que você paga o quanto acha que deve pagar – ou seja, trabalham com contribuição espontânea – só não esqueça que esse é o trabalho deles!

 

Guia do Free Walking Tour | Foto: Aline Gallo

 

Festas populares: fique ligado nas datas comemorativas do país. Em todo o Peru acontecem festivais e celebrações místicas/religiosas ao longo do ano que são muito válidas de serem vivenciadas.

 

Bares & restaurantes especiais

 

Cholos e Nueno Mundo: cerveja (chopp!) artesanal local.

 

Km 0: bar classico em San Blass, com buena onda, comidinhas, drinks dose dupla, chopp, etc. É um dos únicos que fica aberto até um pouco mais tarde.

 

Mama Africa // Mithology: além de baladinhas, oferecem aulas de salsa gratuitas no início da noite e duram mais ou menos 1 hora. O ideal é passar no local para ver a programação certinha quando estiver na cidade.

 

Ukukus Bar: é um bar muito muito lindo, com pinturas e máscaras por todos cantos numa vibe mais roots que os outros. Aos domingos acontece show imperdível de uma banda local chamada Amaru Pumac Kuntur, com entrada grátis. Vale muito a pena! Dica mochileiros 

 

Restaurante Green Point (existem dois no Centro Histórico): um paraíso pros vegetarianos – menu almoço com direito a buffet de salada livre, sopa, prato principal e sobremesa por 15 soles.

 

Diferentes tipos de milho são comuns no Peru | Foto: Julie-Edgley (C.C. 3.0)

 

Crepetie (Crepes Al Passo): está na pontinha do centro histórico, na Calle Q’era 282. O senhorzinho faz uns crepes incríveis a um valor super honesto.

 

La Cusquenita Pikanteria: lugar que oferece comida típica peruana, inspirados nas Picanterias originais (da região de Cusco e Arequipa). Servem uma chicha de jora maravilhosa, e também a frutillada. A chicha é uma bebida muito típica, e dizem que foi a cerveja dos incas, ajudando também para dar força na construção dos templos, etc. Aos domingos acontece um show tradicional às 13h. Importante chegar cedo porque a fila é grande. Lugar de locais.

 

El Paisa: restaurante típico de comida nortenha peruana (diferente do La Cusqueñita, que é tradicional da região de Cusco e Arequipa). Eles oferecem grande variedade de pratos com frutos do mar, com direito a show de danças e música tradicional também da região do norte do Peru. 

 

Não vá embora de Cusco sem…

  • Comer chocolate da marca Ibérica
  • Tomar chichtaou frutillada (as que são levemente alcoólicas – a “antiga cerveja dos incas”)
  • Visitar o Vale Sagrado (ok, não vou mencionar Machu Pichu)
  • Tomar té piteado
  • Caminhar, subir e descer muito pelas ruas

 

Foto: Zizo Asnis

 

Schönbrunn, o navio mais antigo da Áustria

Foto: Daniel Carnielli

 

Por Daniel Carnielli

 

“É o progresso”, assim anunciavam as manchetes no início do século 20, quando, a todo vapor, a revolução das máquinas iniciou uma profunda mudança na vida das pessoas. Nessa mesma época, o Brasil inaugurava os primeiros bondes como transporte público em São Paulo e Rio de Janeiro, e a indústria naval galgava inovações inquestionáveis.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

A fabricação de navios movidos a vapor permitiu embarcações resistentes, valentes e velozes, capazes de carregar maior volume de carga e com grande autonomia. E falando em navio a vapor, não há como não recordarmos do famoso Titanic, construído e afundado em 1912. O Titanic ficou famoso porque sua inauguração marcava a primeira viagem do maior e mais luxuoso navio até então, porém ninguém esperava pelo infausto fim com o naufrágio nas profundas águas de Newfoundland e morte de aproximadas 1500 pessoas.

 

Confira também:

 

Contudo, a tecnologia que movia o Titanic, também está presente no Schönbrunn e, apesar da comprovada fragilidade em baixas temperaturas, ainda é considerada uma obra prima da engenharia que nos permite ver o Schönbrunn em plena atividade até os dias atuais.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

A Bela Fonte (significado para “Schönbrunn”, do alemão) teve a sorte de ser construída pela DDSG para navegar pelos rios europeus e de ter como base principal Budapeste, no Rio Danúbio. DDSG é o acrônimo para Erste Donau Dampfschiffahrts Gesellschaft, que significa, em português, algo como “Primeira companhia de navio a vapor do Danúbio”.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Construído em 1912 em Budapeste, na Hungria, o navio originalmente tinha capacidade para 900 pessoas, incluindo os aproximados 30 membros de sua tripulação, que trabalhavam nas mais variadas funções para atender as máquinas e as pessoas. Hoje, por segurança, a capacidade foi reduzida para 600 passageiros, que são carregados com tranquilidade pelo expressivo e bem conservado motor de dois pistões a vapor movido, basicamente a mesma tecnologia do seu primo nascido no mesmo ano, Titanic.

 

Mas se engana quem pensa que a história deste navio passou sem dificuldades em seus mais de cem anos. Na segunda guerra, o Schönbrunn participou como navio hospital ao longo do Rio Danúbio e, em 1954, teve sua primeira grande reforma que transformou o sistema de aquecimento: de queima de carvão para queima de combustível, como é até os dias atuais.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Toda a manutenção deste navio é feita preservando seus aspectos originais. As peças, quando necessárias, são fabricadas manualmente replicando as originais e, assim, o Schönbrunn caracteriza o navio a vapor original mais antigo na Europa ainda em funcionamento.

 

Mais adiante, em meados de 1990 e com o fim da DDSG, o navio foi vendido para a OGEG, que até hoje administra o Schönbrunn com o propósito de realizar cruzeiros turísticos pela Áustria e países vizinhos e conservar este veterano na ativa, contando suas histórias para as gerações seguintes.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Foi em 2009 que, em um acidente de manobra, outro navio se chocou com o Schönbrunn e quase colocou um fim a esta história. Apenas três anos antes do centenário do Schönbrunn, ele teve de ser arrastado para um estaleiro e consertado. Mas, em 2012, estava inteiro e presente para seu centésimo aniversário, tendo feito diversas viagens neste ano, inclusive para Budapeste, sua cidade natal.

 

Atualmente o Schönbrunn navega pelo deslumbrante Rio Danúbio a partir da cidade Austríaca de Linz. O ingresso, datas e opções de passeio estão disponíveis no site da OGEG em inglês, facilitando aos turistas vivenciar esta incrível e agradável experiência que é navegar neste traquejado senhor. Não há necessidade de autorizações especiais senão apenas a apresentação do ingresso.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

A experiência a bordo é um convite a cultura austríaca, presenteada pela voluntária* e apaixonada tripulação onde cada um, com prazer, cumpre seu importante papel seja limpando, servindo um delicioso café, preparando um legítimo almoço austríaco ou manejando a sagaz casa de máquinas.

 

*A OGEG não possui fins lucrativos. Mais sobre o assunto no final do texto.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

E é da casa de máquinas que escutamos o charmoso som de seu motor. Uma valsa ritmada de batidas metálicas e agradáveis que nunca incomodam seus ocupantes. Na realidade, de uma forma cativante, o Schönbrunn combina com tudo aqui. Esta máquina parece não contrastar com os castelos, bosques e pequenas cidades que costeiam o Rio Danúbio. Ele está em casa e viajar nele é como aceitar um convite para conhecer ao vivo uma experiência histórica.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Aliás, conhecer a Áustria por este ângulo evidencia que o País dos Alpes não é somente de Alpes. A parte austríaca do Rio Danúbio não é somente navegável, como é também “banhável”. Em sua margem há uma ciclovia e diversos trechos onde famílias estacionam seus veículos para entrar no rio e brindar os belos dias na natureza. Aliás, a Áustria é um dos países mais verdes da Europa, visto que, atualmente, conta com cerca de 47% de seu território protegido e preservado.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Talvez se o azarão Ramon Artagaveytia (Não sabe quem é? Pesquisa que essa história vale a pena!) houvesse apostado no Schönbrunn como o navio para se recuperar do trauma, seu final teria sido diferente.

 

Informações práticas

  • O ingresso pode ser comprado online no site da OGEG.
  • As saídas, quase sempre são da cidade austríaca de Linz, em um píer próximo ao centro histórico da cidade.
  • A duração das viagens varia de acordo com a programação disponível, acontece somente no verão europeu e não tem datas fixas. Portanto consulte o site antes de programar a sua viagem.

 

Sobre a OGEG

 

A OGEG, acrônimo para Österreichische Gesellschaft für Eisenbahngeschichte, que significa algo como Sociedade Austríaca para história ferroviária, foi fundada em 1971, na própria Linz, para preservar as locomotivas do pais e acabou adotando junto o Schönbrunn.

 

A entidade não tem fins lucrativos e toda a tripulação do Schönbrunn é composta por voluntários. Há até uma brasileira no grupo! Portanto, não deixe de presenteá-los com uma gorjeta hein! Afinal, não é só de máquinas que se faz o progresso, não é mesmo?

 

A estonteante Trilha do Morro do Rapa – Florianópolis

Mirante de pedra no ponto mais ao norte de Florianópolis

 

Por Grazi Calazans

 

Com seu belo litoral bastante recortado, Florianópolis possui inúmeras enseadas, pontas, baías, lagoas e trilhas com visuais deslumbrantes. Uma destas trilhas é a do Morro do Rapa, que apresenta uma das vistas mais bonitas do norte da ilha. A caminhada tem quase 3km de extensão (2.800me a média do tempo de percurso é de uma hora e meia, sendo sua dificuldade leve, apesar de ter partes íngremes. Ela pode ser feita em duas direções, pois liga a praia da Lagoinha do Norte à praia Brava, passando pela Ponta do Rapa, que dá nome ao caminho.

 

Visual da praia da Lagoinha do Norte no inicio da trilha

 

Eu iniciei o percurso pela Lagoinha do Norte, o que valeu muito a pena, porque o final da trilha, próximo a Praia Brava, tem um dos visuais mais espetaculares que já vi. Mas vamos começar do início: chegando a Lagoinha do Norte vai-se beirando os quiosques do lado direito da praia até encontrar uma subida, uma pequena rua com algumas casas. Dali não se imagina muito bem ainda a trilha, apesar de ter uma bela vista da Praia da Lagoinha. Subindo mais um pouco e passando por uma estreita calçada, encontra-se a entrada oficial da trilha, bem sinalizada.

Confira também:

 

A trilha é bem sinalizada

 

Desse início em meio à Mata Atlântica, já se tem vários pontos para avistar a beleza da encosta recortada pelo mar azul brilhante. Alguns minutos depois, chegamos ao mirante de pedra, uma pequena saída da trilha, uma enorme pedra que serve de um belíssimo mirante. Dalí é possível avistar boa parte do continente e as praias que vão ficando para trás. Passamos também pela caverna de pedra, uma formação rochosa que molda um túnel sobre a trilha.

 

Túnel de Pedra que faz parte de trilha

 

A Ponta do Rapa é o ponto mais ao norte da ilha de Florianópolis, de modo que, ao circundarmos a trilha, estamos dando a volta nesta pequena península, onde encontra-se a Agulhinha do Rapa, mudando totalmente a nossa perspectiva. No início vemos a parte interna da ilha, que dá para o continente e depois observamos a parte externa, para o oceano.

 

Enseadas na parte interna da ilha

 

Depois da subida até a Agulhinha do Rapa, onde é possível fazer escaladas em rocha, começamos uma descida pela mata para despontar em dos mirantes mais belos que já vi: uma grande plataforma de parapente de onde podemos ver os dois lados da ilha de Florianópolis, leste e oeste. O mar ao redor, o recorte de todo o norte da ilha deleitando nossos olhos – algo que foto nenhuma pode mensurar. Uma parada ali é obrigatória, para contemplar o visual, os sons da mata e do mar mesclados em uma sinfonia única – um bom exercício de humildade, tamanha a nossa pequenez diante da grandeza da natureza.

 

Os dois lados da ilha vistos de cima da rampa

 

Depois dessa pausa energizante, basta seguir a trilha que leva até o asfalto, uma ladeira que termina na Praia Brava, onde o mar, que não estava tão bravo assim, convida para um mergulho refrescante, e a areia fina e clara nos envolve num abraço para, com sorte, apreciar os vôos de parapente pairando sobre nossas cabeças.

 

O lado do oceano, Praia Brava logo abaixo

 

Assim, passamos duas horas (que poderiam ser quatro ou cinco) imersos nas belezas da Ilha da Magia.

 

As Sete Maravilhas do Mundo Moderno

 

Por Giscard Stephanou

 

O mundo está repleto de maravilhas que encantam a todos que gostam de viajar. Certamente, é o sonho de muitos viajantes conhecer muitas delas e completar a lista das, hoje, denominadas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, que contemplam obras complexas, belas e grandiosas espalhadas ao redor do mundo.

 

Este é o artigo inicial de uma série sobre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Para cada maravilha teremos um post bastante detalhado e cheio de fotos! Fique ligado nas redes sociais de O Viajante (Facebook|Instagram) para não perder nenhuma novidade.

 

Tive o prazer de conhecer todas as Sete Maravilhas do Mundo Moderno, mas, antes de falar de cada uma delas, acho importante comentar brevemente sobre As Sete Maravilhas do Mundo Antigo e de como a nova lista foi criada.

 

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo

 

Da esquerda para a direita: x, Jardins Suspensos da Babilônia, x, Colosso de Rodes, x, Estátua de Zeus e Farol de Alexandria.

 

As sete maravilhas do mundo antigo são uma famosa lista de majestosas obras artísticas e arquitetônicas erguidas durante a Antiguidade Clássica, cuja origem atribui-se a um pequeno poema do poeta grego Antípatro de Sídon ( ~ 190 – 140 a. C.). Basicamente, a ideia foi criar uma lista com obras que deveriam ser vistas por todos e, por isso, foram conhecidas como As Maravilhas do Mundo.

 

 

Das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, a Pirâmide de Quéops, construída pelos Egípcios, é a única maravilha ainda existente, mas a maior parte do seu revestimento foi saqueada. Curiosidade: ao contrário do que muitos pensam, é apenas a Pirâmide de Quéops (e não todas as três grandes Pirâmides de Gizé) que faz parte da lista original das Sete Maravilhas do Mundo.

 

Pintura de Maerten van Heemskerck que representa as Sete Maravilhas do Mundo Antigo

 

Das seis que não existem mais, três delas desapareceram por Sismos (terremotos): Colosso de Rodes, Farol de Alexandria e Mausoléu de Halicamasso; duas delas por incêndios: Templo de Ártemis e Estátua de Zeus em Olímpia; e sobre os Jardins Suspensos da Babilônia é desconhecida a causa da destruição. Inclusive a sua existência também é considerada incerta.

 

As Sete Maravilhas do Mundo Moderno

 

As sete novas maravilhas foram escolhidas em concurso informal, popular e internacional, promovido pela New Open World Corporation (NOWC). A seleção teve abrangência mundial e aconteceu através de votos pela internet e mensagens telefônicas.

 

Em 2005, a lista inicial, com mais de 200 monumentos, foi reduzida para os 77 mais votados pelo público. Depois, um grupo de arquitetos escolheu os 21 monumentos finalistas (ver lista abaixo), considerando vários critérios como a relevância cultural, beleza e valor histórico. A Pirâmide de Quéops, em Gizé, no Egito, recebeu o título de Maravilha Honorária e foi retirada da disputa, ficando apenas os 20 finalistas que passaram por uma nova votação.

 

Os 7 monumentos vencedores foram anunciados em Lisboa, Portugal, no dia 7 de julho de 2007, fazendo com que este dia fosse conhecido com o Dia das 7 Maravilhas do Mundo.

 

 

Lista das finalistas:

 

  • Acrópole de Atenas (Atenas, Grécia)
  • Alhambra (Granada, Espanha)
  • Angkor Wat (Siem Reap, Camboja)
  • Moais da Ilha de Páscoa (Ilha de Páscoa, Chile)
  • Torre Eiffel (Paris, França)
  • Hagia Sofia (Istambul, Turquia)
  • Kiyomizu-dera (Quioto, Japão)
  • Kremlin, Praça Vermelha, e Catedral de São Basílio (Moscou, Rússia)
  • Castelo de Neuschwanstein (Füssen, Alemanha)
  • Estátua da Liberdade (Nova Iorque, EUA)
  • Stonehenge (Amesbury, Reino Unido)
  • Sydney Opera House (Sydney, Austrália)
  • Tombuctu (Mali)

 

 

Maravilha Honorária: Pirâmide de Quéops

 

Construída no Egito há mais de quatro mil anos, a Pirâmide de Quéops é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que resiste até os dias de hoje quase totalmente intacta. Ela foi erguida para servir de tumba para a múmia do faraó Quéops. Faz parte da Necrópole de Gizé, junto com as Pirâmides de Quéfren (filho de Quéops) e Miquerinos (neto de Quéops), que são os símbolos mais conhecidos do Egito Antigo e comprovam o avançado estágio em que se encontravam a matemática, a engenharia e a devoção aos faraós nessa civilização.

 

1 – Grande Muralha da China (China)

 

A Grande Muralha foi construída por volta de 215 a.C., por determinação do primeiro Imperador Chinês, Qin Shi Huang, da dinastia Qin, que unificou a China. Hoje, ela tem mais de 8m de altura em certos pontos e se estende por mais de 6.000km de leste a oeste. Foi construída com a intenção de proteger o Império Chinês da invasão de nômades vindos do Norte.  Apesar desse tamanho colossal, não pode ser vista da Lua como muitos acreditam.

 

2 – Petra (Jordânia)

 

Construída em rochedos de arenito e localizada no sudoeste da Jordânia, Petra (“rocha”, em grego) foi a antiga capital do reino Nabateu, sendo originalmente conhecida como Raqmu. A cidade é um importante enclave arqueológico no Oriente Médio, e famosa por sua arquitetura esculpida nas rochas (que inclui um anfiteatro, sepulturas, particulares, prédios religiosos e a edificação mais impressionante: O Tesouro) e por seu sistema de canalização de água. Outro nome para Petra é Cidade Rosa devido à cor das pedras do local.

 

3 – Coliseu (Itália)

 

O Coliseu (em italiano: Colosseo), também conhecido como Anfiteatro Flaviano, é um anfiteatro oval localizado no centro de Roma. Sua construção foi iniciada por volta de 70 d.C., por ordem do imperador Flávio, que decidiu erguê-lo no local de um antigo palácio de Nero.  Foi palco de várias lutas entre gladiadores, que podiam também enfrentar animais selvagens, e de massacres de cristãos. Era mais confortável do que muitos estádios modernos e foi construído de maneira que as pessoas saíssem rapidamente e sem passar por tumultos. Hoje conserva apenas uma parte de sua estrutura, sendo constantemente reformado. É o maior e mais importante símbolo do Império Romano e da Itália.

 

4 – Chichén Itzá (México)

 

As edificações remanescentes da antiga cidade maia de Chichén Itzá constituem um dos mais importantes sítios arqueológicos da província mexicana de Yucatán, no México. Compõem as estruturas da cidade a pirâmide de Kukulkán, o templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros, formando um ótimo destino para entrar em contato com essa tão importante civilização pré-colombiana desta civilização.

 

5 – Machu Picchu (Peru)

 

Machu Picchu é uma cidade pré-colombiana, localizada no vale do Rio Urubamba, situada a mais de 100 km de Cuzco, e com cerca de 2400 metros de altitude. A cidade perdida, como é também chamada, foi construída por volta de 1450, no auge do Império Inca e, posteriormente, destruída com a chegada dos espanhóis no século XVI.

 

6 – Taj Mahal (Índia)

 

O Taj Mahal foi erguido em Agra, uma pequena cidade no norte da Índia, e é nada mais que um grande mausoléu. O Taj Mahal, construído entre 1630 e 1652, foi feito de mármore branco por ordem do imperador Shan Jahan (1592-1666), em homenagem à terceira esposa, a bela Mumtaz Mahal, sua favorita, que morreu ao dar à luz o décimo quarto filho do casal.  Por isso, o Taj Mahal é conhecido como uma das maiores provas de amor do mundo, contendo inscrições retiradas do alcorão e incrustado de pedras semipreciosas. Mas também é possível que ele tenha planejado construir o Taj Mahal como uma sepultura para si mesmo e apena o tenha dedicado à mulher quando ela morreu prematuramente.

 

7 – Cristo Redentor (Brasil)

 

Como todos sabem, o Cristo Redentor se encontra no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, construído em cima do morro do Corcovado. É o maior símbolo da cidade e também um grande símbolo do cristianismo brasileiro. O Cristo Redentor é o maior ponto turístico do Rio e foi construído entre 1922 e 1931. A estátua, de 38m de altura, é feita principalmente de concreto e revestida por uma camada de pedra-sabão para evitar a ação corrosiva do clima.

 

Conhecendo as Sete Maravilhas

 

Sempre tive como meta de viajante conhecê-las. Felizmente, em 30 de maio de 2016, com o Taj Mahal, completei a lista. Visitá-las é, realmente, uma experiência maravilhosa, uma grande oportunidade de abraçar a história e a cultura de muitos países e perceber o quanto estamos relacionados com elas. Elas são um grande presente dos nossos antepassados e cada uma tem a sua história, a sua singularidade e a sua beleza que devem ser conhecidas.

 

Este é o artigo inicial de uma série sobre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Para cada maravilha teremos um post bastante detalhado e cheio de fotos! Fique ligado nas redes sociais de O Viajante (Facebook|Instagram) para não perder nenhuma novidade.

 

Portugal – Roteiro de 10 cidades em 9 dias

 

Por Carol Stevanatto

 

A primeira coisa que todo mundo me perguntou sobre a nossa viagem foi: Como vocês conseguiram visitar tantos lugares em tão pouco tempo?! A resposta é bem simples: ânimo e muito, mas muito pique.

 

Dia 1 – Lisboa: Parque das Nações

 

Pousamos em Lisboa com um voo da Azul saindo de Viracopos – Campinas. O trajeto durou cerca de 10 horas.

 

No Aeroporto Humberto Delgado tivemos que passar pela imigração e que bicha! Calma! “Bicha” em português de Portugal significa “fila”! Vimos o dia amanhecer na fila da imigração, mas, passada essa fase, partiu hotel. O táxi até o nosso hotel custou 30 euros, mas também é possível pegar o metrô que liga o aeroporto ao centro.

 

Hotel Sana Rex: O hotel é antigo e fica em frente ao parque Eduardo VII. Os quartos e elevador são muito pequenos, mas tudo muito limpo e organizado! O café da manhã tem poucas opções. A maior vantagem do hotel: Localização. Fica próximo ao metrô do Marquês de Pombal e a uma das principais avenidas de Lisboa, a Av. da Liberdade, cheia de lojas de grife como Hugo Boss, Louis Vuitton, Prada, Porsche. Site.

 

Dica! Aqui vai a primeira dica de Lisboa: escolha um hotel perto do metrô! Dá para fazer praticamente tudo de metrô por lá.

 

Deixamos as malas e fomos direto para o Parque das Nações, ou Expo. O local era uma área abandonada que foi totalmente revitalizada para receber a Exposição Mundial de 1998 em comemoração aos 550 anos dos Descobrimentos Portugueses.

 

Metrô de Lisboa: No primeiro dia, pegamos a fila para comprar o passe do metrô no guichê, mas é muito simples comprar pela máquina, você só precisa solicitar o cartão “Viva Viagem” e depois carregar com o valor que desejar. O cartão vale para metrô, comboio (trem) e autocarro (ônibus). A passagem simples do metrô custa 1,40 euros por trecho e é válida durante uma hora. Existe ainda a opção para a compra de passagens por dia, semana ou mês.

 

Na estação Marques de Pombal pegamos a linha vermelha até a Oriente que desce dentro do parque. Fizemos uma baldeação na Estação Saldanha, que é cheia de frases e trechos de poemas! A Estação Oriente é uma das maiores e mais importantes de Lisboa, projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, e por lá passam linhas de comboios e ônibus.

 

As estações de metrô Marques de Pombal e Oriente

 

Subindo as escadas da estação está o Shopping Vasco da Gama, um dos melhores e maiores de Lisboa, com diversas lojas de departamento, cinemas, restaurantes, mas… é só um shopping. Atravessando o shopping há uma arena para apresentações e uma vista impressionante do Rio Tejo e das construções realizadas para a Expo. Do lado esquerdo fica a Ponte Vasco da Gama e, do direito, a 25 de Abril. O legal do Parque é ir passeando pela orla.

 

 

Andando para o lado direito (de quem olha para o Tejo) da orla está o Oceanário de Lisboa, que recebe cerca de um milhão de pessoas por ano. No local é possível encontrar mais de 500 espécies de animais em cerca de 32 aquários. Se sua viagem for com crianças com certeza este passeio não pode ficar fora do roteiro.

 

Outra atração do Parque é pegar o Teleférico, ou Telecabine, que faz um percurso de cerca de 8 minutos e percorre aproximadamente 1.200 metros sobre o Tejo.

 

À noite, conhecemos as Docas de Alcântara. São antigas docas que foram revitalizadas e abrigam restaurantes e baladas. Com o passar das horas o público vai mudando, visto que, logo no começo da noite, o local recebe diversos casais e famílias à procura de um bom jantar e, mais tarde, começam a chegar os jovens para as baladas e barzinhos mais descolados. Tudo isso na beira do Rio Tejo e com vista para a Ponte 25 de Abril.

 

 

 

Dia 2 – Lisboa: Belém

 

O Mosteiro dos Jerónimos visto a partir do topo do Padrão dos Descobrimentos

 

No segundo dia nosso roteiro foi conhecer o bairro Belém. De metrô só seguir até o Cais do Sodré e depois pegar o comboio em direção à Cascais (a estação de comboios fica à esquerda de quem sai da estação de metrô). Belém é uma das paradas na linha até Cascais.

 

Antes de pegar o trem, saímos da estação do Cais Sodré e fomos dar uma volta pela região, em direção ao Tejo. A orla é simplesmente linda, com uma escadaria onde é possível sentar e ficar apreciando o rio. Se você seguir um pouquinho pela orla já chega na famosa e imponente Praça do Comércio com o Arco da Augusta no fundo.

 

Praça do Comércio

 

Dica! Na Praça do Comércio, coma o Bolinho de Bacalhau com um chopp no restaurante Museu da Cerveja, ou Pastel de Bacalhau com Draft como eles chamam por lá.

 

Chegando em Belém, você terá que subir por uma passarela na estação para chegar até às atrações, uma vez que os trilhos do comboio cortam o bairro de ponta a ponta.

 

Descendo pelo lado esquerdo (lado do Rio Tejo) da passarela, é possível visitar o MAAT (Museu da Arquitetura) e o Museu da Eletricidade. Passando para o outro lado da passarela fica o novo Museu dos Coches (coches = carroças), que é obra do gênio e brasileiríssimo arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

 

Os museus MAAT e Museu dos Coches

 

Seguindo o fluxo de pessoas (em Belém você vai fazer muito isso!), chegamos ao famoso, aclamado e DELICIOSO Pastel de Belém!

 

O plano era passar no Pastel primeiro e depois continuar o percurso, mas, ao olhar para o lado esquerdo, ficamos hipnotizados pelo Mosteiro dos Jerónimos e seguimos em direção a ele. O Mosteiro é lindo, imponente e tinha uma fila imensa para entrar. Uma boa dica é comprar o ingresso antecipado.

 

Mosteiro dos Jerónimos

 

O ingresso dá direito a conhecer os Claustros que são considerados uma obra prima da arquitetura mundial. Visitar a Igreja é gratuito e lá ficam os túmulos de Camões e Vasco da Gama.

 

 

Depois fomos em direção à um dos mais famosos cartões postais de Lisboa: a Torre de Belém. Passamos na frente do Mosteiro pelo Jardim da Praça do Império a procura de outra passarela para atravessar. Pelo mapa parece tudo é pertinho né?! Mas a verdade é que não é.

 

Continuamos até chegar ao Centro Cultural de Belém, criado originalmente para ser a casa da presidência portuguesa e projetado para receber congressos e reuniões, além de espetáculos e as mais diversas exposições. Na parte superior é possível visitar gratuitamente um enorme pátio com cafés e mesinhas para convívio.

 

O Mosteiro dos Jerónimos e o Centro Cultural de Belém

 

Seguindo mais um pouco, achamos a passarela e a Torre de Belém. É bonita? Muito. É um ícone? Sem dúvidas. Fiquei Impactada? Não. Talvez alguns portugueses e brasileiros se enfureçam, mas, depois do Mosteiro, a Torre parece tão pequenininha. Visitamos a parte interna, mas não achamos que valeu a visita. Ela é mais bonita por fora do que por dentro, também pudera, visto que o lugar foi projetado para ser um forte militar.

 

A Torre de Belém

 

Voltando em direção à estação de metrô pela margem do rio está o Padrão dos Descobrimentos, um monumento em homenagem aos desbravadores do além-mar. O ingresso dá direito a subir no mirante e ter uma visão geral do bairro e de seus monumentos.

 

 

Mas, antes de voltar, uma parada no Pastel de Belém e o que encontramos foi: fila!

 

 

Dica! Logo na porta tem uma fila bem grande que é para quem vai pegar e levar embora o Pastel, a fila para quem deseja comer por lá fica do lado de dentro do estabelecimento. Chegamos quase na hora de fechar o que foi muito bom, pois a fila estava bem menor do que normalmente é. Essa foi uma dica que descobrimos por acaso.

 

Dia 3 – Lisboa: Chiado, Rossio, Baixa e Bairro Alto

 

Vista do Miradouro São Pedro de Alcântara

 

Prepare as pernas! Aliás essa dica é para um preparo de pelo menos um mês antes. Se você não pratica muito exercicio e acredita, como nós, que o melhor jeito de desbravar uma cidade é caminhando por ela, você precisa se preparar para Portugal e suas muitas ladeiras.

 

Neste dia descemos na estação de metrô Restaurados que fica no Rossio e tivemos a péssima ideia de subir para o Bairro Alto sem pegar o Ascensor da Gloria! Pegue o bondinho para subir: para o percurso que dura apenas 2min, é muito caro (3 euros), mas vale o preço, já que a subida é uma das mais íngremes de toda Lisboa.

 

Na parte superior fica o Miradouro São Pedro de Alcantara e depois é possível dar uma volta no Bairro Alto, o bairro boêmio de Lisboa. O local não tem nenhum edifício ou monumento especial, então o legal é curtir o bairro, andar pelas vielas cheias de casinhas típicas portuguesas, mas a verdade é que o ele ganha vida à noite, sendo um dos principais points da cidade.

 

 

Descendo um pouco chegamos ao Chiado, bairro também cheio de história onde fica o café A Brasileira. Inaugurado em 1905, era um dos bares mais frequentados pelo poeta Fernando Pessoa, que ali ganhou uma estátua em sua homenagem. Apesar do forte apelo cultural, não conseguimos ser atendidos depois de esperar por 40 minutos. Ao lado do café está a Praça Luís de Camões.

 

Dica! Existe um bondinho que passa pela maioria dos pontos turísticos da cidade: o Elétrico 28. Muitos lisboetas nos avisaram que existem batedores de carteira no elétrico.

 

A estátua de Fernando Pessoa na cafeteria A Brasileira

 

Continuamos caminhando até chegar ao Convento do Carmo no bairro Rossio. O local já foi a principal Igreja Gótica do País e, durante o terremoto de 1755, foi parcialmente destruído. Para visitar internamente é preciso comprar ingresso, porém do lado externo fica um mirante com uma das visitas mais bonitas de Lisboa.

 

Para descer utilizamos o Elevador de Santa Justa, que foi construído em ferro no final do século XIX para interligar a parte baixa e alta da cidade e, hoje, tornou-se um dos monumentos mais importantes da região.

 

Vista da Praça do Rossio a partir do Convento do Carmo

 

Nosso almoço foi no restaurante Fullest: fica escondidinho atrás da Praça do Rossio, mas é muito bom e barato.

 

Dica! Essa vale para todas as viagens: a maioria das refeições próximas a pontos turísticos é furada, os restaurantes normalmente são muito mais caros e nem sempre a comida é melhor.

 

Dia 4 – Coimbra e Porto

 

O Pátio das Escolas da Universidade de Coimbra

 

Alugamos um carro com GPS no hotel e saímos cedo para Coimbra. Aliás, o carro foi nosso xodó da viagem – principalmente porque conseguíamos estacional em qualquer lugar! Pagamos 55 euros a diária, o valor é um pouco alto para o padrão do veículo, que só acomoda duas pessoas e uma mala, e para a época do ano. Se pesquisar com certa antecedência é possível encontrar veículos similares por até 60% do valor.

 

Depois de 2h30 na estrada, chegamos na Praça da República em Coimbra e, como era dia de aula na universidade, as ruas estavam tomadas de carros. Subimos em direção ao Aqueduto da cidade e depois ao Pátio das Escolas e a Sé Nova. A entrada na Igreja é gratuita, mas na porta havia uma senhora cobrando 1 euro como ajuda para a reforma da Igreja.

 

Vista de Coimbra a partir da torre da Universidade de Coimbra.

 

A visita ao Pátio também é gratuita, mas para conhecer o interior da universidade é preciso comprar o ingresso. É possível adquirir somente a visita interna à Universidade, ou o pacote que incluí a subida na Torre e à Biblioteca. Independente do pacote de visitas, escolha um que inclua à Biblioteca Joanina que inspirou filmes como Harry Potter e A Bela e a Fera.

 

Seguindo para Porto, mais 1h30 de estrada. Primeiro fomos na Casa da Música, do arquiteto Rem Koolhaas, mas não conseguimos fazer a visita interna pois tem horário específico. De lá fomos para o centro e, para nossa surpresa, parecia um conto de fadas. A cidade de Porto é encantadora, ainda mais no final da tarde.

 

O Rio Douro e a ponte Luís I.

 

Informação útil: Não tem muita diferença para o turista, mas existem duas cidades divididas pelo Rio Douro: Porto e Vila Nova de Gaia. É na segunda, para surpresa geral, que estão as caves que fabricam o famoso Vinho do Porto. As duas cidades são separadas pela ponte D. Luis I, projetada por um pupilo de Gustave Eiffel.

 

Corremos em direção à Cave Calém e conseguimos pegar os últimos dois bilhetes para o tour em inglês. A visita custou 6 euros por pessoa e teve a degustação de dois vinhos: branco e tinto do Porto.

 

 

Nosso hotel foi o Moov, que fica bem no centro e é um hotel padrão Ibis com quarto muito grande e atendimento excepcional. Achamos bem confortável e perto de tudo. Site.

 

Para encerrar o dia escolhemos jantar no Cais da Ribeira, que é a orla de Porto, onde ficam diversos restaurantes e bares. Do cais é possível ver, do outro lado da ponte, os letreiros iluminados de todas as caves; e são muitas, então é super agradável passar a noite por lá.

 

Dia 5 – Porto, Nazaré e Fátima

 

Vista da Torre dos Clérigos

 

Conhecemos as principais atrações da cidade a pé. O ideal é não utilizar carro por lá, pois as ruas são bem estreitas e estacionar é complicado. Existe também uma boa rede de metrô na cidade.

 

Visitamos primeiro o Paço do Concelho, uma praça enorme com diversos edifícios e onde está instalada a administração local do município.

 

Depois fomos para a Torre dos Clérigos, com “apenas” 240 degraus e uma vista 360º da cidade. Lembra da dica anterior?! Se prepare para Portugal. Continuamos para a Sé de Porto, com outra vista panorâmica, para mim mais bonita do que a da Torre e por 3 euros você tem acesso aos claustros todos decorados com azulejos portugueses.

 

 

Na volta passamos pela Estação São Bento, um dos ícones da cidade do Porto construída em meados de 1900.

 

Como já estava na hora de fazer o check-out, pegamos o carro e seguimos para o Palácio da Bolsa que também possui horários certos para as visitas e, como não nos programamos antes, acabando perdendo. Então deixamos aqui nossa dica: antes de elaborar o roteiro confira os horários de visita das atrações.

 

Nota sobre Porto e Vila Nova de Gaia: Se eu pudesse resumir em uma palavra o que é esse lugar seria: UAU! Todo lugar que você passa por lá é lindo, a cada cantinho você descobre uma igreja, um monumento...

 

 

Após o almoço fomos para Nazaré. O nosso GPS resolveu nos levar por uma rota sem pedágio e demoramos 3:30 horas em um percurso que deveria durar 1:30 horas.

 

Dica! É possível salvar trajetos no Google Maps para ter eles também disponíveis off-line, ou seja, sem a necessidade de internet, o que pode salvar sua viagem! Aplicativos de mapas 100% off-lines, como Maps.me, possibilitam que você baixe mapas de toda uma região e também são uma opção.

 

Nazaré é uma cidade litorânea que possui, além de outros atrativos, as famosas ondas gigantes que podem chegar aos 30 metros.

 

A Praia de Nazaré

 

 

Fomos até a parte mais alta da cidade, no Miradouro do Suberco, onde fica a Capela da Memória. Diz a lenda que um caçador estava no local quando um veado apareceu para ele e depois fugiu em alta velocidade em direção a um penhasco. O caçador o perseguiu e, ao perceber que iria cair, invocou a Nossa Senhora que o salvou. Em gratidão construiu a Capela em homenagem a virgem.

 

Continuamos até o Forte de São Miguel Arcanjo onde se formam as ondas gigantes. Elas geralmente acontecem no outono e atraem surfistas do mundo inteiro. Não tivemos sorte de ver durante nossa passagem.

 

Nota sobre Nazaré: Foi uma das coisas mais impressionantes que já vi, do alto do forte você começa a olhar para baixo e é realmente muito alto. Então quando você percebe que há conchinhas, sim conchinhas de praia, lá em cima! É uma sensação, realmente, inexplicável e difícil de assimilar.

 

Depois nosso trajeto continuou até o Santuário de Fátima que fica uns 40 minutos distante. O santuário é imenso e possui, além da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, a Capelinha das Aparições e outros muitos locais de oração. Há missas começando até as 22:30 e as lojinhas ficam abertas até tarde. É tudo muito bem iluminado e, por isso, acreditamos que valeu a pena conhecer durante a noite.

 

 

Dia 6 – Lisboa: Alfama

 

Para chegar em Alfama pegamos o metrô e descemos na estação de Martin Moniz.

 

Fato histórico: Alfama é um dos bairros que, durante o Sismo em Lisboa em 1755, ficou de pé. O sismo foi uma série de desastres naturais que praticamente destruiu a cidade. Um terremoto foi seguido de um tsunami, e as áreas que não foram afetas pelo tsunami, por serem iluminadas a luz de velas, sofreram com um incêndio.

 

Chegando na estação, não pense duas vezes e alugue um tuque-tuque, pegue um taxi, uma moto, qualquer coisa, porque é uma subida e tanto!

 

Vista do Convento N. Senhora da Graça

 

O primeiro lugar visitado foi o Convento de Nossa Senhora da Graça, onde ficam um café e um mirante. O local também possui uma igreja de visitação livre, mas para o convento é preciso comprar o ingresso.

 

O trajeto continuou em direção à Igreja de São Vicente e ao Panteão Nacional, construído para homenagear os cidadãos importantes portugueses. O prédio é imponente, principalmente visto de dentro.

 

A fachada e o interior do Panteão Nacional e o altar da Igreja de São Vicente

 

Depois fomos para o Castelo de São Jorge. Datado de meados do século XI, integra a zona nobre da antiga cidade medieval e é considerado Monumento Nacional. Consideramos a vista mais bonita de Lisboa, além da edificação muçulmana ser diferente de tudo o que já havíamos visto por Portugal.

 

O Castelo de São Jorge

 

Caminhando para a parte baixa está a Sé de Lisboa, construída no século XII e hoje classificada também como Monumento Nacional.

 

Dia 7 – Óbidos, Nazaré, Batalha e Alcobaça

 

Neste dia fizemos o passeio com um guia. O ideal é se programar para fazer todas as cidades em um dia já que elas são bem próximas. Alugar um carro também é ótima opção.

 

Óbidos é uma cidade medieval incrível que fica dentro das muralhas do Castelo de Óbidos e parece ter parado no tempo. Lá você vai encontrar a famosa Ginjinha de Óbidos, um licor a base de ginja (uma fruta).

 

 

Alcobaça fica a poucos minutos e abriga o Mosteiro de Alcobaça, construção que guarda os túmulos de D. Pedro I e Inês de Castro. Para quem não sabe da história, D. Pedro se apaixonou por Inês de Castro, uma das empregadas de sua esposa. Após a morte da esposa os dois se casaram, porém o rei, pai de D. Pedro, mandou condenar Inês à morte por alta traição. Tempos depois, quando assumiu o trono, D. Pedro mandou trazer o corpo de Inês para um túmulo especial e deu a ela o título de Rainha de Portugal.

 

Nosso almoço foi em Nazaré, mas neste dia chegamos por baixo na praia. Existe um funicular que liga o ponto alto e baixo. Uma curiosidade importante de Nazaré é observar os trajes femininos: a tradição é que as mulheres nazarenas usem suas sete saias coloridas, não se sabe ao certo o porquê da tradição, mas alguns dizem que ao esperar seus maridos voltarem do mar as esposas sentiam frio e tinham que cobrir todo o corpo com as saias, outra lenda é que o número se deve as sete virtudes. As viúvas, porém, usam toda a roupa preta e os brincos de ouro enormes, herdados das avós e mães.

 

Entrada de Óbidos

 

A última atração do dia foi o Mosteiro da Batalha, que demorou mais de 200 anos para ser construído. No Mosteiro existe a famosa Sala do Capítulo, onde, diz a história da arquitetura, o mestre Huguet mandou construir uma abóboda de cerca de 19 metros sem nenhum apoio central. Na hora de tirarem os apoios, nenhum dos funcionários queria se arriscar, então o próprio arquiteto tirou e ainda ficou lá embaixo para provar que sabia o que estava fazendo. Era lá que os frades católicos se reuniam para a leitura do capítulo, ou vida dos santos. Na sala também ficam os túmulos de dois soldados desconhecidos, em homenagem aos soldados que lutaram por Portugal em suas guerras.

 

Fachada do Mosteiro de Alcobaça

 

Dia 8 – Sintra

 

Para ir à Sintra é só pegar um metrô até o Cais de Sodré e continuar até Sintra (que é a última parada da linha). A viagem dura cerca de 40 minutos.

 

Sintra foi o local mais surpreendente da viagem. É muito difícil explicar a sensação da cidade com muitas quintas (nome para propriedades rurais) e seus castelos peculiares.

 

Chegando na estação, pegamos um ônibus Hop-On Hop-Off. Valeu a pena porque em alguns lugares as ruas são muito estreitas e utilizar o carro pode se transformar em stress. Nós achamos que daria para ver várias atrações em apenas um dia, mas o tempo de visita em cada palácio é grande então conseguimos conhecer apenas dois.

 

Primeiro foi a Quinta da Regaleira, que possui várias construções pequenas como capela, palácio e torre. A mais interessante é o Poço Iniciático, uma galeria em espiral por onde é possível descer e chegar até uma galeria subterrânea que interliga toda a Quinta. O poço tem este nome pois teria sido usado em rituais de iniciação da maçonaria. Este lugar parece sinceramente um filme, só dá para explicar estando lá. 

 

 

Depois fomos para o Cabo da Roca, que é a ponta mais ocidental da Europa. A vista do Atlântico é linda, mas… o ônibus espera 5 minutos e depois o outro só em 30 minutos. Como perdemos o primeiro, tivemos que esperar, mas tem que ter foco para não perder o segundo, porque lá é só para uma paradinha rápida.

 

Cabo da Roca

 

Vistamos também Palácio da Pena, eleito uma das Sete maravilhas de Portugal, e a atração mais cara da viagem. Daria para ficar um dia inteiro, mas chegamos no final da tarde e não conseguimos ver toda a parte de jardins, então acabamos visitando somente o Palácio, que é enorme, bem cuidado e lindo lindo lindo!

 

O excêntrico Palácio da Pena

 

 

Dica! Quando você vai comprar o ingresso é possível pagar mais por um o ônibus para subir e descer da portaria ao Palácio, visto que a subida é bem íngreme e longa.

 

Por fim fomos comer na Piriquita! Calma gente! Piriquita é uma famosa padaria com mais de 160 anos de tradição em Sintra, que vende os deliciosos Travesseiros de Sintra, um bolo a base de massa folhada e creme.

 

Dia 9 – Cascais

 

Como era o último dia optamos por um passeio mais tranquilo até Cascais. Para chegar é só pegar o metrô até Cais do Sodré e o comboio até Cascais (é a mesma linha que vai pra Belém, sendo Cascais o fim da linha).

 

Cascais é uma graça, uma cidadezinha litorânea formada por um centrinho históricos e muitas prainhas, entre elas a Praia da Rainha, onde a Rainha D. Amélia adorava tomar seu banho de mar.

 

 

No dia seguinte, infelizmente, tivemos que voltar ao Brasil. Já com saudades dessa terrinha que nos consquistou!

 

O Valle de la Luna – La Paz, Bolívia

O Valle de la Luna está a apenas 10km do centro de La Paz | Foto: Beto Lisboa

 

Por Beto Lisboa

 

La Paz, a capital da Bolívia, é uma cidade de contrastes. Ao mesmo tempo que vemos pobreza, desigualdade social e sujeira pelas ruas, vemos também riqueza cultural, monumentos e construções imponentes, tendo ainda como pano de fundo montanhas e picos nevados que complementam a paisagem. Todos esses ingredientes fazem de La Paz um destino fascinante para qualquer viajante.

 

Mas entre tantos pontos turísticos que a capital boliviana oferece, tanto dentro da própria cidade quanto nos arredores, gostaria de destacar um que, de certa forma, ainda é pouco conhecido pelos viajantes: o Valle de la Luna.

 

O local também oferece um interessante contraste com as casas do entorno | Foto: Beto Lisboa

 

Localizado na zona sul, a cerca de 10km do centro da cidade, o Valle de la Luna (ou o Vale da Lua, em português) é, definitivamente, um lugar que desafia a imaginação do visitante. Suas formações rochosas e espécie de mini cânions, formados em virtude da erosão do solo, se assemelham à crateras lunares. Assim como acontece na Chapada dos Veadeiros, aqui no Brasil, ou também no Deserto do Atacama, no Chile, mas cada um com suas particularidades, bem diferentes entre si, mas com o nome e o aspecto lunar como semelhança.

Confira também:

 

São dois percursos a pé, sendo o mais curto de 15 minutos e o outro, que percorre toda a região, de 45 minutos numa caminhada, de certa forma, tranquila, mesmo o vale estando a 3100 metros acima do nível do mar. Bem sinalizado e com passarelas e demarcações em todos os trechos é, sem dúvidas, um prato cheio para os amantes da fotografia.

 

Há trilhas e escadas para facilitar o percurso | Foto: Beto Lisboa

 

Geralmente o passeio até lá está incluído no tour que leva até o Pico Chacaltaya (a estação de esqui mais alta do mundo que está desativada em virtude da pouca quantidade de gelo, que permite chegar a pé até o cume, onde se tem uma vista extraordinária) como se fosse a “cereja do bolo” ao final desta excursão. Entretanto, é possível fazer o passeio por conta própria indo de táxi ou, segundo o site oficial de La Paz, tomando os ônibus Linha 351 desde o centro, Linha 231 e 273 na Villa Fátima – Miraflores, ou o microônibus 11 desde a Plaza del Estudiante.

 

Entornos montanhosos, típicos de La Paz | Foto: Beto Lisboa

 

Obviamente, não é indicado fazer a visita sob chuva pois, além de perder o charme de região desértica, podem haver deslizamentos. Inclusive tive a sensação de que este lugar, chuva após chuva, pode não existir mais daqui alguns anos pois o terreno é bem arenoso.

 

A vegetação local também pode ser apreciada | Foto: Beto Lisboa

 

Então, se você estiver viajando pela Bolívia e tiver uma manhã ou tarde livre em La Paz, faça o passeio até o Valle de la Luna. E será ainda mais proveitoso se for no início de sua trip, primeiro porque não é um programa que exige muita aclimatação e, segundo, porque se você já tiver feito passeios incríveis com paisagens fantásticas, pode ser que o Valle de la Luna perca um pouco da graça.

 

De qualquer forma, eu nunca viajei até a lua, mas se lá for semelhante ao Valle de la Luna, deve ser um lugar bem legal.

 

Galeria de fotos

 

Fotos de Beto Lisboa – todos os direitos reservados.

 

 

Vídeo

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Pedra Bonita

 

A Pedra da Gávea, com a Cabeça do Imperador em destaque, vista a partir da Pedra Bonita | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

A Pedra Bonita tem 693 metros de altitude e é um dos mirantes mais espetaculares da Cidade Maravilhosa. Apesar de um pouco ígreme, a trilha pode ser feita por qualquer pessoa, já que é relativamente fácil. É um passeio indicado até mesmo para quem não tem muita experiência em trilhas, pois não exige muito preparo físico e o caminho é bem marcado, bem diferente da trilha para a Pedra da Gávea, que exige experiência e tem partes onde é preciso até mesmo fazer rapel.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas a Estrada das Paineiras, o Lago das Fadas e a Vista Chinesa.

 

A trilha

 

A trilha oficial até o topo tem cerca de 1,3km de distância, começa próxima ao estacionamento da rampa de voo livre e dura no máximo uma hora. Quando se chega ao seu cume, tem-se uma das vistas mais privilegiadas da cidade, avistando-se a Zona Oeste, grande parte da Zona Sul, a Floresta da Tijuca e a Pedra da Gávea. Simplesmente incrível!

 

Somente do alto da Pedra Bonita é que se pode encarar a “Cabeça do Imperador”, o rosto que parece ter sido esculpido na rocha da Pedra da Gávea. Este “rosto” seria a efígie do Rei Fenício, que teria tentado colonizar o Rio de Janeiro na antiguidade, segundo uma lenda do folclore carioca.

 

O platô da Pedra Bonita é muito amplo e, mesmo com o movimento intenso dos finais de semana ensolarados, pode-se aproveitar bem a paisagem lá de cima, ou valer-se do horário de verão para contemplar o pôr do sol. Para quem quiser voar, há uma rampa de voo livre a 517 metros de altitude, com voos de asa-delta e parapente para a Praia do Pepino. Logo abaixo, uma arquibancada fica lotada de curiosos assistindo aos saltos.

 

Visual da Barra da Tijuca a partir da Pedra Bonita | Foto: Grazi Calazans

 

 

Apesar de fazer parte da Floresta da Tijuca, a Pedra Bonita fica no Setor C do Parque e é, juntamente com a Pedra da Gávea, uma área geograficamente isolada da sede. A região foi muito desmatada ao longo do século XIX para fornecer madeira e carvão na expansão da cidade, sendo ocupada por pequenas propriedades rurais que cultivavam alimentos vendidos nas feiras do Rio.

 

No início do caminho para a Pedra Bonita ainda se avista o calçamento original feito com pé de moleque, que formava as trilhas utilizadas pelos moradores da localidade. Somente em 1967 a área foi agregada ao Parque Nacional da Tijuca, reduzindo drasticamente o seu número de moradores, o que possibilitou o avanço de uma floresta secundária. Porém, esta floresta não conseguiu voltar a ocupar todos os espaços originais devido a incêndios, ocupações ocasionais e pequenos desmatamentos. Atualmente ainda existem 15 hectares cobertos de capim, resquícios de várias culturas, árvores exóticas, plantações de flores e culturas de subsistência.

 

Mas a Pedra Bonita é de fato um lugar especial e um passeio altamente recomendado para toda a família, não só pela vista sensacional, mas também por toda a interação com a natureza, sua história e o prazer de levar as crianças para uma aventura como essa!

 

Como chegar

 

O acesso para a Pedra Bonita fica na Estrada das Canoas, em São Conrado. De transporte público, é possível chegar pela linha 448 – Maracaí. No Alto da Boa Vista, pode-se também acessar a Estrada das Canoas pelo mesmo caminho da Estrada das Paineiras, próximo à Praça Afonso Viseu.

 

Para lá, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca.

 

De carro ou táxi, é possível ir até o estacionamento da rampa de voo livre, ficando a apenas 20 minutos de caminhada do cume.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão). Só é permitido iniciar a trilha até às 14h, para que dê tempo de voltar antes do fechamento do parque.

 

Platô da Pedra Bonita | Foto: Grazi Calazans

 

Infra-estrutura

 

O setor da Pedra Bonita/Gávea não tem uma grande infra-estrutura para visitantes, exceto pelo estacionamento e banheiros da rampa de voo livre. É interessante levar lanche leve e água para apreciar a paisagem lá de cima.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Mesa do Imperador

Vista a partir da Mesa do Imperador | Foto: Vihh, via Creative Commons

 

Por Grazi Calazans

 

A Mesa do Imperador se localiza na Estrada da Vista Chinesa e, nos tempos da Família Real, funcionou como um local preparado para servir como ponto de repouso nos frequentes passeios feitos por eles. Nas visitas de D. Pedro II, a família realizava almoços campestres naquela mesa.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas o Lago das Fadas e a Vista Chinesa.

 

A mesa está a apenas 1 km da Vista Chinesa e pode ser uma excelente opção para fazer um piquenique em família, com boa sombra, um visual lindo da cidade e muito espaço para andar de skate, bicicleta ou patins, desfrutando de uma tarde agradável e uma imersão na história da cidade do Rio de Janeiro.

 

Escada na Mesa do Imperador | Foto: Leonardo Shinagawa, via Creative Commons

 

Como chegar

 

Há varias formas de chegar ao local; pode ser de carro, táxi, bicicleta. Existe estrada asfaltada, tanto vindo do Jardim Botânico, quanto do Alto da Boa Vista. No Alto da Boa Vista, a estrada se inicia bem próximo à Praça Afonso Viseu, e para chegar até lá existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Pelo Jardim Botânico, de carro, dá pra pegar a Rua Pacheco Leão e a estrada da Vista Chinesa.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão).

 

Vista a partir da Mesa do Imperador | Foto: Vihh, via Creative Commons

 

Infra-estrutura

 

O setor da Serra da Carioca tem infra-estrutura para os visitantes, entretanto apenas mais próximos ao Corcovado. Nas áreas mais afastadas para o lado do Alto da Boa Vista, e na região da Vista Chinesa, não há lugares para se comprar comida, portanto se você for fazer uma caminhada longa, é interessante levar lanches para desfrutar enquanto se contempla a cidade maravilhosa. A Mesa do Imperador é um excelente ponto para fazer um piquenique em família.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

O insano Festival de San Fermín em Pamplona, Espanha

Início dos festejos, na Plaza Consistorial | Foto: José Jayme

 

Por José Jayme

 

Ainda nas primeiras horas do dia 06 de julho, as ruas de Pamplona, no norte da Espanha, são tomadas por pessoas vestidas de calças e camisas brancas com faixas vermelhas amarradas às cinturas e lenços menores nos pulsos. Turistas, moradores e até o rapaz que descarrega o caminhão de bebidas, todos estão vestidos da mesma forma mostrando a força da tradição. São milhares deles. Milhões.

 

Toda essa massa se espalha pelo centro histórico da cidade, capital da província de Navarra. Alguns buscam por telões espalhados em vários locais públicos, mas boa parte da turma quer mesmo é entrar na Plaza Consistorial, já lotada. No local, câmeras de todos os canais de televisão da região transmitem ao vivo, não só para a Espanha, como para vários países do mundo, imagens da multidão e da fachada da prefeitura. Ao meio dia em ponto, um representante do governo, igualmente vestido de branco e vermelho, surge no alto de uma das janelas, saúda a todos e acende um pequeno foguete que explode no céu.

 

Confira neste vídeo toda a experiência de José Jayme em Pamplona!

 

 

No chão, de forma quase automática, acontece a explosão da fiesta. Abraços, gritos, bebedeira, banho de vinho e exposição de seios por mulheres sem receio de serem fotografadas ou filmadas, acontecem de forma enérgica. Em meio a isso tudo, os panos vermelhos, chamados de pañuelos, que estavam amarrados aos pulsos já podem ser colocados em volta dos pescoços, completando a tradição que cerca a abertura daquele festejo. Começa oficialmente o festival de San Fermín.

 

A história

 

Tão popular quanto secular, a festa ganhou alcance mundial através do livro “O Sol também se levanta” do escritor americano Ernest Hemingway, um apaixonado pela cultura das touradas. O festival de São Firmino é também mundialmente conhecido pelos encierros, como são chamadas as corridas de touros, que ocorrem todos os dias.

 

A tradição surgiu quando pastores chegavam em Pamplona trazendo o gado que seria utilizado nas festividades. Vindos de regiões distantes da Espanha, conduziam os animais pelas ruas, nas primeiras horas do dia e em direção à arena onde seriam mantidos até o início das touradas. Ao longo desse trajeto, algumas pessoas acompanhavam o translado dos animais, ajudando os pastores a mantê-los no rumo. Muitos dessas pessoas eram os açougueiros da cidade, cuja roupa branca e vermelha serviu de base para a tradicional vestimenta.

 

A atualidade

 

Os anos se passaram e o encierro ganhou ares de esporte para os que levam a sério essa “brincadeira” e se tornou uma prova de fogo para os turistas mais aventureiros. Muitos espanhóis participam da corrida todos os anos como prova de devoção ao santo, e outros pela diversão da corrida em si. Chegam cedo e buscam lugar no começo do trajeto, onde há uma imagem de São Firmino. Em frente à imagem, corredores experientes rezam e cantam pedindo proteção para a corrida.

 

 

Muita bebida também faz parte da festa | Foto: José Jayme

 

O caminho entre as cocheiras e a arena de touros passa por quatro ruas e uma praça, possuindo 840m totalmente cercados com madeira. Jovens inexperientes se aglomeram antes que os acessos sejam fechados, às 07h30 da manhã, como é de praxe. Enquanto a corrida não começa, fazem aquecimento, conversam e esperam ansiosos pelo sinal.

 

Às oito horas em ponto, são lançados os primeiros foguetes e as porteiras se abrem. Os corredores saltam, na tentativa de avistar os touros e prever o tempo de chegada dos mesmos, mas tudo acontece muito rápido e nem sempre os planejamentos são bem sucedidos. A grande massa começa a avançar, alguns jovens desistem e tentam pular as cercas que fecham o caminho da corrida, mas são impedidos pelos guardas. Enquanto isso, os homens mais experientes tentam correr ao lado dos touros, tocando-os com as mãos ou com os jornais que seguram.

 

Das calçadas, sacadas e janelas, a cidade inteira para e assiste à corrida! | Foto: José Jayme

 

Em pouco mais de 2min de corrida, homens e touros chegam à arena. Os corajosos se confraternizam pelo término daquela empolgante corrida, que é transmitida e reprisada várias vezes pela televisão local, com audiência fiel e atenta, digna de final de Copa do Mundo. O ritual se repete durante os sete dias da festa.

 

Mas para apreciar esse misto de esporte e loucura não é necessário correr. Tem gente que chega cedo e busca lugar próximo aos bloqueios, nas ruas adjacentes. Outros preferem pagar por um espaço nas varandas das casas do entorno, onde, além de gozar de uma vista privilegiada, têm uma farta mesa de café da manhã e televisão disponíveis. Há ainda quem compre ingressos para ver a chegada dos touros à arena, onde são soltos pequenos touros, para correrem atrás dos participantes ali presentes, para delírio da plateia.

 

O risco

 

Apesar dos riscos evidentes, ironicamente, a maioria dos feridos são vítimas da própria multidão. Pessoas esbarram umas nas outras, caem e são pisoteadas por outros corredores. Em casos mais cômicos, acabam batendo de frente com uma parede de tanto olhar para trás na expectativa da chegada do animal. Todos os anos a cruz vermelha se instala na cidade para socorrer os feridos e muitas ambulâncias ficam dispostas ao longo do trajeto. Até um hospital de campanha é montado para receber os feridos e bêbados, a fim de que o hospital local não seja tumultuado e continue atendendo normalmente.

 

Tentando tocar nos bois, os corredores correm perigo de levar chifradas | Foto: José Jayme

 

 

Mortes acontecem, mas as estatísticas vão na contramão do perigo. No Festival de San Fermín de Pamplona, sem contar outras festividades pela Espanha, apenas 15 mortes ocorreram desde o início da contagem, em 1924. A última aconteceu em 2009, quando um jovem participante foi pressionado contra uma das proteções por um dos touros, e o chifre perfurou um de seus pulmões. Curiosidades como essa, você encontra no Museu do Encierro, espaço dedicado a contar a história das corridas de touros de Pamplona. Lá, estão informações e detalhes sobre o trajeto, uma exposição sobre Hemingway e até simuladores para treinamento. Capuccino, o touro responsável pela última morte nas corridas, está exposto no local, empalhado.

 

Capuccino está empalhado no museu da cidade | Foto: José Jayme

 

Além da corrida

 

No resto do dia, o que se vê pela cidade é um mar de gente em roupa alvirrubra se divertindo de todas as formas. Bandas de músicas saem às ruas tocando canções locais enquanto o vinho é fartamente consumido, não apenas para beber, como para tomar banho. No fim do dia, as roupas estão inutilizáveis. Os excessos são frequentes e é fácil encontrar grupos de amigos em despedidas de solteiro, ou empurrando lixeiras com o colega mais bêbado dentro, até serem contidos pela polícia.

 

Jovens espanhóis levam a festa bastante “a sério” | Foto: José Jayme

 

 

Outra “brincadeira” perigosa praticada no festival é o fuenting, em que os mais destemidos escalam os 3 metros da Fonte de Navarrería e em seguida saltam de lá para os braços dos amigos. No que depender da prefeitura, a brincadeira está com os dias contatos, pois nem todos os saltos acabam bem sucedidos. Muitos acidentes graves já foram contabilizados, o que fez com que folhetos fossem distribuídos na tentativa de desestimular a prática.

 

A festa também criou outras tradições digamos… perigosas! | Foto: José Jayme

 

Entre tantas manifestações profanas, o lado tradicional da festa tem espaço forte no festival. A procissão de São Firmino, que acontece no dia 07 de julho, é acompanhada por milhares de pessoas. Apesar da grande devoção, São Firmino, ironicamente, não é o padroeiro da cidade. Natural de Pamplona, São Firmino foi convertido ao catolicismo por São Saturnino – este sim, padroeiro de Pamplona – e ordenado bispo aos 24 anos. Terminou sua vida decapitado em uma conspiração dos governantes da época, tornando-se mártir da Igreja Católica.

 

Planejamento

 

Ir a um evento dessa grandiosidade merece um bom planejamento prévio. Os leitos da cidade são ocupados rapidamente e não atendem a demanda de turistas. Para ilustrar tal fato, o Hemingway Hostel, único albergue da rede Hostelling Internacional presente na cidade, abre suas reservas no dia 1º de janeiro e já no dia 5, está lotado para as festividades de julho. O que ocorre é que muitas das pessoas que vão ao festival compram pacotes do tipo “bate e volta” a partir de cidades como Barcelona e Madrid. Outros viajam para o festival sem ter lugar certo para dormir, e o que se vê é muita gente pelas praças, gramados e até em cabines telefônicas dormindo agarrada às malas para evitar furtos.

 

A importância

 

O festival termina na noite do dia 14 de julho, no mesmo lugar onde começou. Milhares de pessoas com velas em punho se reúnem na Plaza Consistorial em frente da prefeitura e, cantando a canção Pobre de Mi, lamentam o término das festividades e se despedem da fiesta daquele ano. Nessa hora, o ritmo desenfreado dá lugar a uma calma despedida. Um sentimento de que, mais do que uma celebração, o festival é o que há de mais importante para aquela cidade.

 

A cidade inteira se mobiliza, de crianças a idosos | Foto: José Jayme

 

Do ponto de vista turístico, não há dúvidas de que esta é a melhor época para visitar o local. No restante do ano, Pamplona é uma cidade pacata e seus hotéis recebem poucos hospedes, a maioria peregrinos fazendo o caminho de Santiago de Compostela. Mas, além do turismo, existe um sentimento maior de paixão pelo festival e pelo santo que é notado principalmente nas redes sociais durante os meses que antecedem o evento. Uma das principais canções faz a contagem regressiva para o festival (confira a música aqui) e não é incomum as pessoas usarem a hashtag #YaFaltaMenos quando se referem aos dias que antecedem o festival. Só é possível medir a paixão desse povo pelo festival de San Firmín vendo tudo de perto.

 

 Vale fazer uma ressalva: nós, de O Viajante, não apoiamos tais corridas ou qualquer ato de tortura a animais. No entanto, sabemos que existe e, sob muita polêmica, é um aspecto cultural do país que merece ser informado. Mais sobre assunto, sugerirmos a leitura desta matéria na BBC.

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Vista Chinesa

Mirante da Vista Chinesa | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

A Vista Chinesa é um ponto turístico pouco divulgado do Rio de Janeiro, mas que igualmente faz parte do Parque Nacional da Tijuca e de onde também se tem uma bela vista da Cidade Maravilhosa. É um mirante em estilo oriental, construído entre 1902 e 1906 em homenagem aos chineses, povo que veio ao Brasil no início do século XIX com o intuito de cultivar chá.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas o Lago das Fadas, o Morro do Anhanguera e a Estrada das Paineras.

 

O mirante aqui é em formato de pagode, neste caso com significado de “lugar onde os budistas rezam”, também chamado de estupa, uma casa com teto em forma de pirâmide. O pagode da Vista Chinesa, feito em bambu e cimento, foi projetado por Luís Rey e está localizado estrategicamente em uma clareira na mata, a 380 metros de altitude, de onde se tem uma vista panorâmica incrível da zona sul da cidade.

 

Detalhes em bambu e cimento do pagode| Foto: Grazi Calazans

 

Eu visitei o mirante da melhor forma possível: a pé! Da Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista, são cerca de 6km de caminhada, percurso que fiz em aproximadamente 2 horas, parando bastante para apreciar as paisagens e aproveitar outros pontos, como a Mesa do Imperador.

 

Como fui em um dia de semana, o local estava praticamente vazio, mas nos fins de semana de tempo bom costuma ficar bem cheio de turistas e visitantes que disputam o melhor ângulo em busca de boas fotografias.

 

De seu platô avistamos os principais cartões postais do Rio: Cristo Redentor, Baía de Guanabara, Pão de Açúcar, Lagoa Rodrigo de Freitas, as praias de Ipanema e Leblon e o Morro Dois Irmãos. Cada passo da longa caminhada é recompensado, basta um suspiro profundo e alguns instantes contemplando a beleza lá embaixo.

 

Como chegar

 

Há varias formas de chegar ao local; pode ser de carro, táxi, bicicleta ou ônibus. Existe estrada asfaltada, tanto vindo do Jardim Botânico, quanto do Alto da Boa Vista. No Alto da Boa Vista, a estrada se inicia bem próximo à Praça Afonso Viseu, onde se chega com duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Pelo Jardim Botânico, de carro, dá pra pegar a Rua Pacheco Leão e a estrada da Vista Chinesa.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão).

 

Visual a partir da Vista Chinesa | Foto: Grazi Calazans

 

Infra-estrutura

 

O setor da Serra da Carioca tem infra-estrutura para os visitantes, entretanto apenas mais próximos ao Corcovado. Nas áreas mais afastadas para o lado do Alto da Boa Vista, e na região da Vista Chinesa, não há lugares para se comprar comida, portanto se você for fazer uma caminhada longa, é interessante levar lanches para desfrutar enquanto contempla a Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastace o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utililzarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Estrada das Paineiras

Belos entornos da Estrada das Paineiras | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

A Estrada das Paineiras é uma estrada asfaltada que se inicia no Alto da Boa Vista e leva até a entrada do Cristo Redentor. Aos finais de semana um bom trecho da via fica fechado para carros, se tornando um grande calçadão em meio à mata e uma excelente opção para um passeio regado a muito ar puro, belas paisagens e banhos de ducha natural.

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas o Lago das Fadas, o Bico do Papagaio e o Morro do Anhanguera.

 

O nome paineiras vem de um antigo plantio de árvores da espécie paineira feito naquela área. Durante a caminhada você pode ter a sorte de se deparar com macacos curiosos que vem até a beira da estrada.

 

Pedra da Gávea vista da Estrada das Paineiras | Foto: Grazi Calazans

 

Em via asfaltada e com várias curvas de paisagens exuberantes, a Estrada é ideal para ir com crianças e para um passeio de skate ou de bicicleta. Também há algumas opções para quem quiser se exercitar ou praticar algum esporte mais radical, como uma parede de escaladas e alguns aparelhos de ginástica. São vários mirantes espalhados pela estrada, que tem cerca de 8km de extensão, desde a entrada no Alto da Boa Vista, até o Cristo Redentor, com vistas para a zona norte e a zona sul da cidade.

 

Em frente à ducha principal existe um mirante com uma linda vista para o Jocquey Clube, a Lagoa Rodrigo de Freitas e a praia de Ipanema. As duchas também servem para você encher sua garrafa com água pura e matar a sede nos dias de verão. A Estrada das Paineiras é uma excelente opção de passeio para todas as idades!

 

Como chegar

 

O acesso a Serra da Carioca pela Estrada das Paineiras pode ser feito por vários pontos da cidade. No Alto da Boa Vista, a estrada se inicia bem próximo à Praça Afonso Viseu e para chegar até aqui existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque.

 

Essa estrada, também conhecida como estrada do Redentor, é a mesma que dá acesso ao Cristo Redentor, então você pode acessá-la também pelo Corcovado, pelos bairros do Cosme Velho e Santa Tereza. Outros acessos – para quem está de carro – são pelo Jardim Botânico, pegando a Rua Pacheco Leão e a estrada da Vista Chinesa.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão).

 

Estrada das Paineiras | Foto: Grazi Calazans

 

Infra-estrutura

 

O setor da Serra da Carioca tem infra-estrutura para os visitantes, entretanto apenas mais próximos ao Corcovado. Nas áreas mais afastadas para o lado do Alto da Boa Vista, não há lugares para se comprar comida, portanto se você for fazer uma caminhada longa, é interessante levar lanches para desfrutar em um dos mirantes ou áreas de lazer do percurso.

 

Macaquinhos na Estrada das Paineiras | Foto: Grazi Calazans

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

A Cidade do Queijo: Alkmaar, Holanda

O Kaasmarket movimenta a pequena Alkmaar, no norte da Holanda | Foto: Sarita Reed

 

Por Vinícius Henrique Fontana | Fotos: Sarita Reed

 

Nas sextas-feiras entre 31 de março e 29 de setembro, a cidade de Alkmaar, no norte da Holanda, vira sinônimo de queijo. Mais de 100 mil turistas são esperados nessa pequena e simpática cidade a fim de conhecer o maior mercado de queijos a céu aberto do mundo: o Kaasmarket.

 

A Holanda produz anualmente cerca de 675 mil quilos de queijo | Foto: Sarita Reed

 

Às 10h, os sinos ecoam na praça Waagplein anunciando o início das vendas. Mais de 30.000 quilos de queijos são ofertados anualmente, seguindo uma tradição que data de 1622. O transporte é realizado da mesma forma há séculos: oito queijos, cada um pesando cerca de 13kg, são colocados em uma gôndola e carregados por duas pessoas.

 

Usando trajes típicos, os trabalhadores correm freneticamente de um lado para outro, oferecendo um divertido espetáculo aos visitantes. Vale inclusive pechinchar: basta bater palmas e oferecer um preço especial pela peça.

 

A equipe oficial de “carregadores” de queijo conta com 30 pessoas | Foto: Sarita Reed

 

Ao redor da praça central, dezenas de barraquinhas vendem, além do tradicional queijo, sapatos de madeira, peixes, artesanato e outros produtos típicos da região.

 

Para Karin Pastoor, proprietária de uma das tendas, a feira é uma grande oportunidade para os negociantes locais: “É uma oportunidade para que possamos mostrar aos visitantes a cultura holandesa. Todos os queijos são de fazendas, então é uma experiência bastante autêntica”, relata.

 

Os queijos vêm das fazendas locais | Foto: Sarita Reed

 

Para muitos turistas, essa é uma oportunidade de ter ao alcance uma variedade única de queijos internacionalmente reconhecidos por sua qualidade. Szuying Lee, de Taiwan, visitou a feira junto com outras duas amigas, uma de Hong Kong e outra da Irlanda, e relatou ter gostado da experiência: “O queijo holandês é conhecido por ser o melhor do mundo, e estamos comprovando isso”, conta.

 

 

Às 14h, os queijeiros recolhem tudo e colocam os produtos nos caminhões e barcos, prontos para retornar na semana seguinte. O Kaasmarket acontece todas as sextas-feiras e a entrada é gratuita. A edição deste ano também conta com uma novidade: um mercado de queijos noturno, que acontecerá apenas em datas especiais. A programação completa pode ser conferida aqui (em inglês).

 

Galeria de fotos

 

Fotos de Sarita Reed – todos os direitos reservados.

 

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Lago das Fadas

Lago das Fadas | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

O Lago das Fadas é um dos recantos mais bonitos da Floresta da Tijuca. A atração é recomendada para toda a família, pois o acesso ao Lago é bem simples: basta seguir a estrada asfaltada dentro da Floresta, em direção ao Bom Retiro. Desde o pórtico da Floresta, na Praça Afonso Viseu, até o Lago, são cerca de 3km.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas o Morro do Anhanguera e o Bico do Papagaio.

 

A paisagem do lugar remete mesmo a contos de fadas: um lago de água esverdeada com imensos eucaliptos que “brotam” do meio da água, dando ao ambiente uma atmosfera mágica. As árvores foram plantadas antes de Auguste François Marie Glaziou, botânico francês, fazer o projeto paisagístico do lugar, no século XIX, e deixar submersas as raízes das árvores. Glaziou era conhecido como paisagista do Império e projetou os jardins da Quinta da Boa Vista, reformou os jardins do Campo de Santana e do Largo do Machado, entre outros pontos do Rio, entre as décadas de 1860 e 1890.

 

Nos arredores, bancos feitos com troncos de árvores caídas na região, convidam para um descanso de contemplação. Também há uma área de lazer ao lado do Lago, onde é possível fazer um piquenique e desfrutar das sombras das árvores com a natureza exuberante ao redor.

 

Como chegar

 

O Lago das Fadas encontra-se no setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista. Para chegar até o portão de entrada, na Praça Afonso Viseu, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas têm ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque, aí é só seguir as indicações das trilhas, que são, aliás, muito bem sinalizadas.

 

Lago das Fadas | Foto: Grazi Calazans

 

Você também pode optar por ir de carro (próprio, alugado ou táxi) e estacionar ou descer ao lado do lago. Há vias asfaltadas por todo o Parque onde o acesso motorizado é permitido. Essa opção, no meu ponto de vista, tira um pouco da magia de imersão na Floresta, mas é uma hipótese para quem tiver pouco tempo ou menos disposição para enfrentar a caminhada inicial.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão).

 

Infra-estrutura

 

O setor da Floresta da Tijuca tem toda uma infra-estrutura para os visitantes. Há banheiros públicos espalhados pelo Parque, pontos de informação e muitas placas informativas. Na Praça Afonso Viseu existe um restaurante clássico, o Bar da Pracinha, onde você pode fazer uma saborosa refeição depois de aproveitar o dia na Floresta. No largo da Cascatinha, logo na entrada do Parque, há uma lojinha de souvenirs onde você pode adquirir lembranças da Floresta e da Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos, como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

Explorando o Zócalo – Cidade do México

Zócalo, o praça central da Cidade do México | Foto: Roberta Cavallaro

 

Por Roberta Cavallaro

 

A Praça da Constituição, ou Zócalo, faz parte do Centro Histórico da Cidade do México e apresenta atrações imperdíveis, como a Catedral Metropolitana, o Templo Mayor, os restaurantes no topo dos edifícios, as manifestações artísticas astecas e o comércio.

 

Turistar pelo Zócalo é ter uma aula de história a céu aberto, visto que esta área foi parte da capital asteca Tenochtitlan e também cenário da dominação espanhola. Portanto, trata-se de uma amostra de importantes capítulos da história mexicana.

 

Acredite, a região é movimentada! | Foto: SElefant, via CC-BY-SA-3.0

 

Ao explorar essa região, aspectos muito nítidos de duas culturas diferentes se mesclam, fazendo dela um palco de excentricidade. A influência mexica (também conhecida como asteca) se concentra na zona arqueológica do Templo Mayor, enquanto que a espanhola se evidencia nas construções, especialmente na Catedral Metropolitana. Possivelmente, o viajante ficará com uma incógnita se há mais resquícios de história soterrados nas construções que permeiam esta área.

 

Além de todo o aspecto histórico, o Zócalo também promete experiências gastronômicas, culturais e comerciais.

 

Catedral Metropolitana da Cidade do México

 

Exterior da Catedral Metropolitana | Foto: Adrian Sampson, CC-BY-2.0

 

Tenochtitlan era a capital da civilização asteca, fundada em 1325. Sua trajetória estendeu-se até o ano de 1521 quando os espanhóis dominaram a cidade e destruíram as construções astecas para construírem edifícios com estilo espanhol. A Catedral Metropolitana foi construída nesse período da dominação, sob os escombros das construções astecas.

 

Há diversos horários de missa e a igreja, de estilo gótico e barroco, é aberta para visitação. Ao adentrar a Catedral, já se vê o Altar Del Perdón, local muito utilizado durante a Inquisição para súplica de perdão de pecados dos condenados à execução. Ainda hoje é um espaço que atrai pessoas para momentos de reflexão.

 

Altar Del Perdón e Altar dos Reis| Fotos: Roberta Cavallaro

 

Logo atrás do Altar Del Perdón, está o altar principal, denominado de Altar dos Reis, onde se encontram imagens de santos da realeza européia (Santo Henrique, São Hermenegildo São Casimiro, Helena de Constantinopla, Santa Margarida da Escócia, Isabel de Portugal, Isabel de Hungria, etc). Esta parte da Catedral é onde se celebram as missas.

 

É admirável a riqueza dos detalhes em ouro dos altares, evidenciando o estilo barroco. Vale ressaltar que, além dos altares, há diversas capelas dentro da Catedral e que, às quartas-feiras acontece a apresentação do coral “Voces de catedral” com explicações históricas e jogo de luzes.

 

Zona arqueológica do Templo Mayor

 

Ter uma zona arqueológica bem no centro de uma metrópole é um cenário atípico, fazendo da Cidade do México totalmente singular. Em 1913, escavações começaram na área do Zócalo, onde foi encontrada a Zona Arqueológica do Templo Mayor e diversos pertences subterrados da civilização asteca.

 

O Templo Mayor pode ser apreciado de muitos pontos do Zócalo| Foto: Roberta Cavallaro

 

Localizada bem ao lado da Catedral Metropolitana, é possível ver as ruínas apenas caminhando por essa área, mas é possível adentrar a Zona Arqueológica, por de MXN 70, o equivalente a R$12,00. O tíquete dá o direito de visitar toda a área do Templo Mayor e do museu, o qual está repleto de informações sobre a história dos mexicas. Dica: visite primeiramente o museu para ter uma noção da história deste local incrível.

 

A primeira coisa que os mexicas fizeram ao se assentar em Tenochtitlan foi construir um Templo a seu deus, cuja construção aconteceu em sete etapas e a estrutura do mesmo alcançou 45 metros de altura. Estabelecia-se, desta maneira, o centro ou espaço sagrado de onde partiram as quatro divisões da cidade.

 

O Templo Mayor de Tenochtitlan era o centro fundamental e sagrado, pois concentrava todo o poder mexica e era o local onde se realizava os principais rituais religiosos. Ao visitar o museu, é possível conferir diversos tipos de oferendas que foram encontrados nas escavações, dentre elas destacam-se animais marinhos, imagens do deus da chuva e ornamentos de ouro- fator que comprova que esta área era focada em rituais religiosos.

 

 

Vale mencionar que a civilização asteca, por meio da guerra, expandiu seu domínio por quase todo o território da Mesoamérica e foi dominada apenas em 1521 com a chegada dos espanhóis.

 

Manifestações artísticas

 

Manifestações artísticas acontecem com frequência no local | Foto: Roberta Cavallaro

 

No trecho entre a Catedral Metropolitana e o templo Mayor, pode-se apreciar manifestações artísticas que remetem às tradições pré-hispânicas, ou seja, é possível conferir danças, tirar foto com personagens indígenas, participar de rituais de purificação asteca, comprar artesanatos, etc.

 

Restaurantes e Taquerias

 

Vista do restaurante El Mayor | Foto: Roberta Cavallaro

 

Há uma diversidade de restaurantes no Zócalo que se localizam no topo dos edifícios e possuem uma vista panorâmica muito bonita da área.

 

Dicas: se quiser ter uma vista da Catedral Metropolitana, o Restaurante El Balcón Del Zócalo é a opção ideal. Ele se localiza no topo do Hotel Zócalo Central, a comida é deliciosa e a apresentação dos pratos é recheada de capricho. Os pratos são individuais e saem na faixa de MXN350, aproximadamente R$60,00 por pessoa. Já se desejar uma vista para o Templo Mayor, o Restaurante e Café El Mayor é a escolha adequada. Ele se localiza na Rua Argentina e possui uma vista incrível. O mais interessante é que além de restaurante, é também uma cafeteria, sendo uma opção para qualquer momento do dia. Os pratos são individuais e saem na faixa de MXN300, o equivalente a R$50,00.

 

As populares (e deliciosas!) taquerias | Foto: Roberta Cavallaro

 

Outra opção mais rápida e barata são as taquerias que oferecem tacos, uma comida tipicamente mexicana. O ingrediente principal do taco é a tortilla, uma massa de milho ou farinha de trigo e com recheios que podem ser de carne bovina, suína, frango, al pastor (várias carnes misturadas que são colocadas em um espeto e servidas juntamente com abacaxi), etc. Um taco sai na faixa de MXN 10, o equivalente a R$1,60.

 

Dica: não deixe de experimentar o taco al pastor, é muito saboroso!

 

Comércio

 

Os entornos apresentam muitas lojas de joias | Foto:

 

A zona do Zocalo é repleta de comércios, especialmente joalherias que comercializam prata e ouro com preços atraentes.

A importância do turismo religioso pelo mundo

Por Giscard Stephanou

 

O mundo do turismo é muito amplo e complexo. Dentro dessa ótica, o turismo religioso é um dos segmentos que mais tem crescido, mesmo em períodos de crise. As localidades que oferecem atrações religiosas estão entre os destinos mais escolhidos pelos turistas brasileiros e estrangeiros, sempre em busca de experiências ligadas à fé ou esperança. Além do mais, o turismo religioso pode colaborar no desenvolvimento socioeconômico sustentável para as comunidades de acolhimento, como no caso da Palestina, que tem capacidade turística e uma cultura muito rica.

 

Monges no complexo de templos Angkor, Camboja | Foto: Giscard Stephanou

 

Cada religião, seja o cristianismo, o islamismo, o hinduísmo, o budismo, entre outras, tem um ou vários lugares que considera sagrado, o que acaba formando “uma geografia da fé”, como afirmava o Papa João Paulo II. Exemplos: o Vaticano, para os católicos romanos; Jerusalém, cidade santa para os judeus, muçulmanos e cristãos; a cidade de Aparecida, onde fica a basílica da padroeira do Brasil, para os católicos brasileiros; Angkor Wat, no Camboja, para os budistas.

 

No Brasil, pesquisas do Ministério do Turismo revelam que, na Região Nordeste, o turismo religioso é o segundo tipo de turismo mais comercializado, atrás somente daquele ligado ao sossego do sol e à praia. Juazeiro do Norte, no Ceará, que recebe cerca de 2,5 milhões de devotos de Padre Cícero por ano, e Bom Jesus da Lapa, na Bahia, são 2 pontos de peregrinação importantes.

 

Peregrinos em Fátima, Portugal | Foto: Giscard Stephanou

 

Em Aparecida, cidade do interior de São Paulo, a movimentação de visitantes ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é de 12 milhões de romeiros por ano (números de visitantes em 2015 e 2016). Na prática, a cidade vive do comércio e da movimentação gerada pela visita de pessoas de todo o Brasil, que vão à Aparecida para pedir graças ou agradecer à Padroeira do Brasil. E, com certeza, muito disso se deve ao fato do Brasil ser o país com o maior número de católicos do mundo, aproximadamente, 140 milhões de fiéis.

 

Classificações para uma viagem de turismo religioso:

 

  • Romaria: quando romeiros vão aos lugares sagrados para conhecer o local e a religião;

 

  • Peregrinação: quando peregrinos cumprem promessas ou votos de divindade;

 

  • Penitência: quando fiéis buscam se redimir de pecados, praticando sacrifícios durante a visita.

 

Motivos que têm colaborado para o crescimento do turismo religioso:

 

  • A fé das pessoas e a prática religiosa como fator motivacional para buscar este tipo de turismo, como, por exemplo, visitas às catedrais de cidades europeias ou sul-americanas, o que está ligado à necessidade de estar em locais onde a fé apresenta mais intensidade.

 

  • A busca de felicidade, que não só faz as pessoas viajarem para praticar o turismo em uma cidade, ou país, como também para ajudá-las a dar mais ânimo. No caso dos idosos, a felicidade ajuda a formar um importante segmento desse tipo de turismo.

 

  • Também estão ligados a acontecimentos religiosos em cidades e/ou países importantes religiosamente, como, por exemplo, a peregrinação para a cidade de Fátima, em Portugal, ou para Santiago de Compostela, na Espanha, que recebem um enorme número de turistas.

 

Os destinos mais religiosos do mundo:

 

  • Cidade do Vaticano (Vaticano): o centro da Igreja Católica é considerado um estado independente dentro de Roma, Itália. Local da Basílica de São Pedro, maior igreja do mundo, e da espetacular Capela Sistina.

 

  • Jerusalém (Israel): A Igreja do Santo Sepulcro foi construída no local onde Jesus de Nazaré foi crucificado e sepultado por três dias antes da ressurreição (importância cristã). A cidade é também a capital eterna de Israel e onde se encontra o Muro Ocidental, também conhecido como o Muro das Lamentações (judia), o terceiro lugar mais sagrado do Islamismo (muçulmana) e ainda pode ser considerada a capital de um “futuro” estado (palestina).

 

Templo da Rocha, em Israel | Foto: Giscard Stephanou

 

  • Meca (Arábia Saudita): o local mais sagrado do Islamismo e destino obrigatório para todo muçulmano fazer a peregrinação, pelo menos uma vez na vida. No centro da cidade de Meca está o santuário Kaaba, local de adoração de todos os muçulmanos por guardar a pedra preta, que foi entregue a Abraão pelo Arcanjo Gabriel.

 

  • Cidade do México (México): a Basílica de Guadalupe é o principal santuário católico da América e o segundo mais visitado no mundo, perdendo apenas para a Basílica de São Pedro.

 

Interior da Basílica de Guadalupe, México | Foto: Giscard Stephanou

 

  • Santiago de Compostela (Espanha): o famoso Caminho de Santiago leva, de diversos pontos da Europa, fiéis católicos para a cidade que abriga as relíquias (como o manto) de São Tiago, um dos apóstolos de Jesus.

 

  • Fátima (Portugal): local de aparições da Virgem Maria e onde fica o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, que atrai milhões de devotos.

 

Santuário de Nossa Senhora de Fátima, Portugal | Foto: Giscard Stephanou

 

  • Aparecida do Norte (Brasil): o maior santuário do Brasil e o segundo maior no mundo (atrás apenas da Basílica de São Pedro), com capacidade para 45 mil fiéis. Onde está a imagem de Aparecida, a padroeira do Brasil.

 

  • Angkor Wat (Camboja): a maior estrutura religiosa já construída é também um dos tesouros arqueológicos mais importantes do mundo. Hoje, é símbolo do Camboja e tem importante significado budista.

 

O sempre movimentado Angkor Wat, Camboja | Foto: Giscard Stephanou

 

  • Istambul (Turquia): a Mesquita Azul é a maior mesquita de Istambul e um grande símbolo religioso para os muçulmanos que visitam a capital turca, sendo considerada uma das obras-primas do mundo islâmico.

 

  • Varanasi (Índia): a cidade mais sagrada para o Hinduísmo, e também considerada sagrada para o Jainismo (religião indiana), assim como para o Budismo.

 

Turismo que transforma

 

Temos também exemplos de algumas práticas que acabam sendo adaptadas ou alteradas por conta do turismo. Nos Emirados Árabes Unidos, um país oficialmente muçulmano e com turistas de todas as partes e religiões do mundo, os costumes do islamismo não são tão fortes como nos países vizinhos do Oriente Médio. Em Dubai, alguns restaurantes oferecem cardápios com bebidas alcoólicas, artigo proibido pela lei islâmica, para acolher os turistas.

 

A cidade de Bangkok, capital da Tailândia, é um dos maiores destinos turísticos do mundo. Como quase 95% dos tailandeses seguem o budismo, mais de 30 mil templos estão espalhados por todo o país, como o famoso Templo do Buda de Esmeralda (dentro do Grande Palácio), e são visita obrigatória para todos os turistas.

 

Templo em Chiang Mai, Tailândia |Foto: Giscard Stephanou

 

Hoje, não vemos mais fronteiras entre turismo e religião, fazendo com que o turismo religioso esteja em constante desenvolvimento. Além da prática religiosa e busca espiritual, vemos que os turistas, sejam eles romeiros, peregrinos ou não, geram muitos empregos e renda para as localidades que vislumbrarem esse segmento como um meio de expansão econômica. Ou seja, todos estes destinos são núcleos importantes em termos de fé e em termos de turismo.

 

Além disso, foram criadas muitas condições de consumo no campo religioso, que acabam movimentando a economia, já que os viajantes, romeiros e peregrinos injetam recursos nas localidades com gastos em hospedagem, alimentação, compra de produtos religiosos e artesanais, entre outros.

 

Santo Sepulcro, Israel | Foto: Giscard Stephanou

 

Por isso, o turismo religioso adquire um papel importante no contexto das relações inter-religiosas entre as nações, pois requer a abertura de fronteiras e estimula a tolerância e o respeito pela cultura do outro país, de outra religião.

 

Beneficia o encontro de adeptos de diversas religiões, em busca de um dialogo universal extremamente benéfico para a desconstrução de um mundo polarizado, onde a busca espiritual aproxima culturas, que durante muito tempo foram estranhas entre si, e países com orientação política e situações econômicas muito diferentes.

 

Também contribuirá para o bem-estar social e das nações, além de auxiliar no processo da busca paz mundial, já que todos os turistas, romeiros, demais envolvidos, poderão ter melhor compreensão do outro.

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Bico do Papagaio

Amanhecer no alto do Bico do Papagaio | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

A trilha oficial para o Bico do Papagaio começa na área de lazer do Bom Retiro e vai até a bifurcação com a trilha para o Pico da Tijuca. Pelo caminho da esquerda, que leva a uma caminhada de 30 minutos em um terreno de suave aclive, a trilha passa por duas grutas, atravessa um bambuzal e atinge uma última bifurcação entre o Pico do Cocanha e o Bico do Papagaio, basta seguir a sinalização da própria trilha, que é bem definida.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas a Cachoeira das Almas e o Morro do Anhanguera.

 

Eu passei um Reveillón lá e como estava com barraca – o acampamento na Floresta da Tijuca não é oficialmente permitido –, resolvi fazer uma trilha mais longa. Peguei o caminho do Pico da Tijuca pela Cachoeira das Almas e passei primeiro pelo Tijuca Mirim, para só então chegar na trilha do Bico do Papagaio.

 

O acesso ao Bico do Papagaio é de moderado a difícil. O caminho inicia em um trecho sombreado, com aclives suaves e médios que dura cerca de meia hora de caminhada. Porém, a etapa final até o pico é bem mais complexa, muito íngreme, sendo necessário segurar-se em pedras e raízes, ou seja, praticamente se faz uma escalada para chegar ao cume.

 

Vista do Bico do Papagaio | Foto: Grazi Calazans

 

Mas não se assuste, não é necessário nenhum equipamento de escalada, pois as próprias pedras e raízes formam uma estrutura relativamente tranquila de subir, sem contar que a subida é pelo meio da mata e não envolve penhascos nesta etapa final. A trilha dura cerca de uma hora e meia, tem 3,3 Km de distância, exigindo um esforço considerável. Por isso é muito importante não economizar na água e levar também lanches leves.

 

Depois da subida final, o visual do alto dos seus 987 metros de altitude compensa todo o esforço. De lá avista-se vários picos da Floresta e da zona oeste do Rio: baixada de Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, o maciço da Pedra Branca e a Restinga de Marambaia. Para mim foi com certeza uma das vistas mais bonitas da Cidade Maravilhosa, completamente inesquecível!

 

Como chegar

 

A Cachoeira das Almas encontra-se no setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista. Para chegar até o portão de entrada, na Praça Afonso Viseu, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque, aí é só seguir as indicações das trilhas, que são, aliás, muito bem sinalizadas.

 

Você também pode optar por ir de carro (próprio, alugado ou táxi) e estacionar ou descer próximo ao Centro de Visitantes. Há vias asfaltadas por todo o Parque onde o acesso motorizado é permitido. Essa opção, no meu ponto de vista, tira um pouco da magia de imersão na Floresta, mas é uma hipótese para quem tiver pouco tempo ou menos disposição para enfrentar a caminhada inicial.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão). Só é permitido iniciar a trilha até às 14h, para que dê tempo de voltar antes do fechamento do parque.

 

Trilha sinalizada para o Bico do Papagaio | Foto: Grazi Calazans

 

Infra-estrutura

 

O setor da Floresta da Tijuca tem toda uma infra-estrutura para os visitantes. Há banheiros públicos espalhados pelo Parque, pontos de informação e muitas placas informativas. Na Praça Afonso Viseu existe um restaurante clássico, o Bar da Pracinha, onde você pode fazer uma saborosa refeição depois de aproveitar o dia na Floresta. No largo da Cascatinha, logo na entrada do Parque, há uma lojinha de souvenirs onde você pode adquirir lembranças da Floresta e da Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

9 curiosidades sobre Olinda

Igreja da Sé | Foto: Elvis Boaventura, via Creative Commons

 

Por José Jayme

 

Toda cidade tem suas histórias, segredos, folclores e lendas. E, em se tratando de Olinda, isso só tende a se potencializar. Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco, Olinda é uma cidade que respira hábitos próprios, não só no Carnaval, mas em todos os outros dias do ano.

 

Confira também:

 

Tanta vivacidade está presente que seu nome já virou até verbo. “Olindar” é palavra fácil para aqueles que querem curtir seus casarões históricos, caminhar pelas suas ladeiras, comer uma tapioca no Alto da Sé ou bebericar uma cerveja em um dos vários bares e botecos do sitio histórico.

 

Centro de Olinda | Foto: Chivunck, via Creative Commons

 

E para traduzir um pouco dessa magia, listamos aqui nove curiosidades que você provavelmente não sabia sobre Olinda.

 

Existe um cometa chamado Olinda

 

Para quem já leu o artigo semelhante a respeito de Recife (clique aqui para ler) sabe que o pernambucano é megalomaníaco por natureza. E alguns fatores apenas contribuem para tal, como é o caso do Cometa Olinda, o primeiro cometa a ser observado na América Latina.

 

Observatório Astronômico do Alto da Sé | Foto: Prefeitura de Olinda, via Creative Commons

 

O cometa foi identificado em 1860 pelo astrônomo francês Emmanuel Liais no Observatório Meteorológico de Olinda localizado no Alto da Sé, que não se encontra mais em funcionamento. Até hoje é o único cometa descoberto no Brasil.

 

Aqui foi dado o primeiro grito de Independência da nação

 

Esqueça Tiradentes! Antes do movimento inconfidente de Minas Gerais, o sargento-mor Bernardo Vieira de Melo deu o primeiro grito em prol da independência nacional no Senado da Câmara de Olinda no dia 10 de novembro de 1710, quase 80 anos antes dos mineiros.

 

Placa existente nas Ruínas do Senado | Foto: Chico Atanásio (Prefeitura de Olinda), via Creative Commons

 

Seu nome não veio da expressão “Oh Linda cidade”

 

Talvez essa venha como uma facada no peito dos que sempre contavam essa história para os amigos de viagem. Um mito popular diz que o nome “Olinda” teria a sua origem numa suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco – “Oh, linda situação para se construir uma vila!”.

 

Olinda e, ao fundo, Recife | Foto: Elvis Boaventura, via Creative Commons

 

O historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, porém, considerava “ridícula” essa etimologia, preferindo a hipótese de uma referência a alguma localidade de Portugal (como Linda-a-Velha ou Linda-a-Pastora), ou a Olinda, personagem feminina do romance de cavalaria Amadis de Gaula, romance este muito lido na época da fundação da cidade.

 

Mas a cidade é linda mesmo assim! | Foto: Chico Atanásio (Prefeitura de Olinda), via Creative Commons

 

O Homem da Meia-noite não é um boneco

 

Essa revelação talvez tenha sido bombástica demais, mas é verdade! O “boneco” do Homem da Meia-noite, agremiação carnavalesca que sai a meia-noite do sábado de Carnaval, não é considerado um boneco e sim um calunga, ou seja, uma entidade mística do candomblé. Isso porque sua importância transcende o simples fato de ser um boneco. O Homem da Meia-noite traz encanto e paixão por onde passa e cria uma verdadeira devoção por todos que o seguem.

 

Bloco Homem da Meia-noite | Foto: Antônio Cruz / ABr, via Creative Commons

 

Provavelmente você nunca viu o Homem da Meia Noite

 

Símbolo maior da cidade, talvez você tenha visto o calunga em algum evento diurno ou em outra data que não tenha sido a da saída do bloco. Pois fique sabendo que aquele é um sósia e não o próprio Homem da Meia Noite. O boneco original fica confinado o ano inteiro e só sai a meia noite do sábado, conforme o roteiro de seu bloco. Sim, já houve situações em que o calunga cancelou sua hibernação, como na morte do presidente do clube e no velório de seu alfaiate, mas são momentos excepcionais.

 

O boneco do bloco | Foto: Passarinho (Prefeitura de Olinda), via Creative Commons

 

Olinda, Capital de Pernambuco

 

Com a implementação das capitanias hereditárias, Olinda ganhou o posto de sede de Pernambuco. Além do mais, a cidade foi ponto de partida tanto para o povoamento do interior do estado como para a ocupação de outros estados como Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. Mas tudo isso mudou após a chegada dos holandeses e o crescimento de Recife, para onde o governo do território foi transferido em 1837 e assim, Recife se torna a capital.

 

Baía de Olinda | Foto: The Photographer, via Creative Commons

 

A primeira faculdade de Direito do Brasil surgiu em Olinda

 

Fundada em 11 de agosto de 1827, a Faculdade de Direito de Olinda foi a primeira do gênero no Brasil. Todavia, há simultaneidade de criação de duas históricas instituições, porque a de São Paulo também foi criada em 1827.

 

A FOCCA (Faculdade de Olinda) | Foto: Marcos Elias de Oliveira Júnior, via Creative Commons

 

Entretanto, reconhece-se que ambas faculdades, a de Olinda e a do Largo de São Francisco (São Paulo) são as mais antigas. Não é à toa que se comemora o Dia do Advogado, na data de fundação da instituição. Mais tarde, em 1854, a faculdade passou para a capital, Recife.

 

O “único lugar onde uma filial do McDonald’s faliu”

 

Olinda tem a fama de ser um lugar com um acentuado destaque intelectual. Não é à toa que artistas, escritores, pintores e escultores adotaram a cidade como moradia. A quase uma década, o McDonald’s abriu uma filial na cidade, mas teve que fechar suas portas devido à fraca receptividade. Esse fato foi traduzido pelo imaginário popular como uma rejeição dos cidadãos olindenses a um símbolo máximo do capitalismo. Se é verdade ou não, muita gente tem orgulho disso. E chegam a dizer que aqui foi o único lugar que fechou uma loja do gênero.

 

Uma caixa d’água descartada por Oscar Niemeyer

 

O centro histórico da cidade já foi abastecido por uma caixa d’água, que hoje serve de mirante, localizada no Alto da Sé. A obra em questão teve a assinatura do engenheiro Joaquim Cardoso, o mesmo que assinou vários projetos de Oscar Niemeyer (incluindo boa parte de Brasília) e, por isso, surgiu uma lenda de que o projeto da caixa d’água foi um rabisco descartado pelo arquiteto e que foi aproveitado pelo engenheiro.

 

Mirante da Caixa d’Água de Olinda | Foto: Prefeitura de Olinda

 

Coincidência ou não no gancho da história, do mirante da caixa d’água dá para ver a torre de transmissão da extinta TV Manchete, primeira obra de Oscar Niemeyer em Pernambuco.

 

10 expressões que aprendi dando a volta ao mundo com um mineiro

Nara e Bernardo em Amsterdã

 

Por Nara Alves
Nara Alves deu a volta ao mundo com seu namorado, um mineiro. Essa viagem rendeu dois frutos: o livro "66 histórias de uma volta ao mundo", e o aprendizado do idioma "mineirês".

Juntando tudo isso, Nara fará uma palestra sobre a viagem, com direito ao lançamento do livro, em Belo Horizonte, neste sábado dia 20/05, às 14h, na Livraria Leitura do BH Shopping.

E sobre o "mineirês", confira o que a escritora viajante aprendeu dessa saborosa língua.

Editora O Viajante

 

Os mineiros fizeram, muito antes dos países lusófonos, a reforma ortográfica do português. No mineirês, por exemplo, são proibidas frases com mais de três sílabas. Eu, como alguém crescida e criada na capital paulista, vim a aprender o dialeto mineirim já na fase adulta, durante a volta ao mundo que fiz com meu namorado Bernardo, que é de Conselheiro Lafaiete.

 

1. Áiói é o tempero que mais usamos durante a viagem, além de sal e pimenta. Não fizemos as contas, mas, macarrão ao áiói certamente foi o prato que mais comemos ao longo do ano.

 

2. Massagado é como ficava tudo que enfiávamos dentro das mochilas. Uma dica é pendurar as roupas num cabide durante o banho quente para o vapor desmassagar a roupa.

 

3. Oncotô e proncovô são perguntas feitas em situações recorrentes quando se está há meses pingando de lugar em lugar. Chega uma hora que não se sabe onde está nem pra onde ir.

 

4. Ôns é o meio de transporte público mais econômico em todos os lugares do mundo. Nem sempre é o mais rápido ou o mais confortável. Mas é o mais barato, muito provavelmente.

 

Bernardo (e uma criança fofa) no Nepal

 

5. Mi é uma das palavras do mineirês mais amplamente utilizadas. Possui variações como miará, spigadimi, bolodimi e midipipoca.

 

6. Répálá é a forma como o mineiro lhe pede mais espaço. Como se você fosse um móvel que precisasse ser arrastado, afastado ou colocado em outro canto.

 

7. Garrado é o adjetivo que define o trânsito caótico das capitais de praticamente todos os países subdesenvolvidos do mundo. Em geral, é usado assim: “nú! tágarrado!”.

 

8. Passeio é o local por onde o mineiro caminha, também conhecido como calçada. Quando o passeio tágarrado, vai pela rua, mesmo.

 

Nara e Bernardo na Grande Muralha da China

 

9. Dintirim é uma medida de tempo usada para qualquer atividade que dure muito tempo, mesmo que, na realidade, não dure o dia inteiro.

 

10. Zóidacara é o quanto custa todas as coisas que custam mais do que o custo em Minas Gerais.

 

4 passeios na região da Cidade do México: história, magia, contemplação e vida!

As famosas e coloridas trajineras nos canais de Xochimilco | Foto: Roberta Cavallaro

 

Por Roberta Cavallaro

 

De influências olmecas, astecas, maias, teotihuacanas e espanholas eis que surge o México, um país singular e impressionante. Com 31 estados que esbanjam diversidade, história, magia, lenda e vida, o que não falta no México é a sensação de estar vivo! A cada lugar visitado, nasce-se para o novo, seja pela contemplação, pelas cores, pela música ou pela culinária.

 

Para mesurar a grande diversidade que há no país, apenas na região da Cidade do México já é possível vivenciar diferentes sensações que prometem deixar o viajante fascinado pelos “shows” mexicanos.

 

Show de História – Sítio Arqueológico de Teotihuacán

 

Teotihuacán, que significa lugar onde os homens reverenciam os deuses, foi o nome dado à cidade pré-hispânica mais antiga da Mesoamérica. O Sítio Arqueológico de Teotihuacán é uma verdadeira aula de história e fica a 50 Km a noroeste da Cidade do México. Até hoje não se sabe ao certo qual civilização fundou este local, a única certeza que se tem é que os fundadores foram os predecessores da civilização asteca.

 

O Sítio Arqueológico de Teotihuacán é uma das atrações mais visitadas do México | Foto: Roberta Cavallaro

 

Que lugar incrível e que passeio relaxante, apesar de exigir esforço físico para subir as pirâmides do Sol e da Lua, de onde é possível admirar todo o sítio arqueológico. A cada passo dado, é possível voltar no tempo e sentir a história destas civilizações enigmáticas pairando pelas construções, pinturas, paisagens e precisão nos detalhes. Isso faz do local uma das atrações arqueológicas mais visitadas no México e parada obrigatória para um viajante no país.

 

Por apenas MXN 70, o equivalente a R$12,00, é possível apreciar as pirâmides, verificar as pinturas e adentrar em espaços originais que servem de pesquisas para descobrir mais informações da civilização fundadora deste paraíso.

 

O sítio arqueológico possui cinco portões diferentes que desembocam na Pirâmide do Sol, mas fica a dica: entre pelo portão 5, o mais próximo da grandiosa pirâmide. Uma curiosidade: a base da Pirâmide do Sol se iguala ao tamanho das pirâmides encontradas no Egito. Não deixe de subir todos os degraus para ter a vista das alturas. Após curtir a Pirâmide do Sol, é momento de caminhar pela Calzada de los Muertos em direção à Pirâmide da Lua. É mandatório subi-la também!

 

A Pirâmide do Sol | Foto: Roberta Cavallaro

 

Vale mencionar que há muitos guias turísticos na entrada do sítio, caso queira entender um pouco mais da história do local. Além de memórias inesquecíveis que o viajante levará na bagagem, também é possível adquirir artesanatos no local para eternizar esta visita.

 

Show de Magia – Restaurante La Gruta Teotihuacán

 

Após fazer o passeio pelo sítio arqueológico de Teotihuacán, que tal relaxar e ter uma experiência gastronômica mágica? É isso mesmo! Sentir a magia de um restaurante alocado dentro de uma gruta repleta de encanto e misticismo. O restaurante La Gruta, fundado em 1906, fica próximo da Pirâmide do Sol (Portão 5) e é simplesmente relaxante, interessante, exótico e incrível.

 

Exterior do restaurante La Gruta Teotihuacán | Foto: Roberta Cavallaro

 

Sem dizer dos pratos tradicionais mexicanos, como a arrachera (um corte de carne de boi), pollo com nopales (frango com o cacto nopales), barbacoa (carne de ovelha desfiada), escamoles (larvas de formiga, um caviar mexicano) e chinicuiles (larva de borboleta). Todos os pratos são acompanhados de tacos e salsas picantes.

 

 

Interior do restaurante | Foto: Roberta Cavallaro

 

Em todas as mesas, já deixam uma vela com um bilhete contando sobre a lenda da Gruta e convidando a acendê-la, seguindo a tradição.

 

A mensagem:

Desde os 100 A.C, os ancestrais contam que gruta foi o início da vida, o útero da humanidade.

O Oztoti ou A Gruta, o antigo ritual da vida nova, o local onde os tiatones desciam a escadinha de serpente para conversar com Xolotil, Deus do fogo, o qual tinha o poder de viver em dois mundos. Ele também era responsável para ajudar os mortos em sua viagem à Mictlan e era também o iniciador do ritual na nova vida.

No Oztoti ou na Gruta se via nascer o fogo que simbolizava a mudança de vida, o nascer de um novo homem. Ao sair da gruta, o tlatoani voltou a nascer das entranhas da terra, rogando para que Ehecati, Deus do ar, soprasse para acender e avivar seu fogo, sua nova vida.

 

Na Gruta, o visitante desce de novo às entranhas da terra, enchendo-se de energia para sentir a vida fluir de novo e aí acender um fogo como símbolo de renovação. Assim, cada um nasce de novo: um novo homem, uma nova mulher.

 

Os clientes que desejarem podem acender essa vela e levá-la até a escada da serpente. É uma experiência única e diferente, lugar digno de renovação de energia! Uma comida típica mexicana para duas pessoas sai em torno de MXN 700, aproximadamente R$ 120,00.

 

As velas de oferenda na gruta | Foto: Roberta Cavallaro

 

Dica, não deixe de provar a sobremesa “pastel de chocolate de harina de amaranto com caldo de jamaica”, a qual contém somente ingredientes da região, especialmente a Jamaica, uma flor muito utilizada na culinária mexicana. Lugar simplesmente inesquecível!

 

Show de Contemplação – Arcos Del Sítio Tepotzotlán

 

Tepotzotlán é uma cidade que fica 44Km ao norte da capital mexicana e apresenta diversos lugares para visitar como os Arcos Del Sitio, o Parque Estatal Sierra de Tepotzotlán, a Igreja San Francisco Javier, o Mercado Municipal e as barracas de artesanato.

 

Os imponentes Arcos Del Sítio Tepotzotlán | Foto: Roberta Cavallaro

 

Entre as preciosas atrações, vale muito a pena conferir os Arcos Del Sítio, devido à grandeza e beleza. Trata-se de um passeio incrível a um custo de MXN 35 por pessoa, o equivalente a R$ 6,00, o que te dá o direito de caminhar pela rota dos arcos, ir ao mirador, fazer piquenique no local. É possível também pagar por atividades extras, como uso da piscina, cavalgada e tirolesa.

 

Muita natureza cerca os arcos | Foto: Roberta Cavallaro

 

Um local repleto de natureza, grandeza e muita paz, convite perfeito para a contemplação!

 

Um pouco da história deste lugar sensacional:

O aqueduto de Xalpa, conhecido também como Arcos Del Sítio é uma obra arquitetônica construída pelos jesuítas no início do século XVIII para levar água do Rio de Oro até a Fazenda de Xalpa.

No início, a obra foi dirigida pelos padres Pedro Berinstain, Pedro Sobrino e Santiago Castano, embora tenha ficado inconclusa devido à expulsão dos jesuítas em 1.767. Finalmente foi terminada em 1854, por D. Manuel Romero de Terreros, quem herdou a fazenda.

A beleza deste aqueduto está em sua estrutura, com um total de 43 arcos repartidos em quatro níveis, alcançando uma altura de 61 metros e uma longitude aproximada de 438 metros - considerado, em sua época, o mais alto do mundo e uma referência arquitetônica hidráulica dos séculos XVIII e XIX.

 

Show de Vida – Canales de Xochimilco

 

Os Canais de Xochimilco são considerados Patrimônio Cultural da Humanidade e ficam ao sul da Cidade do México. São uma atração tipicamente mexicana, pois é possível fazer passeios pela zona de canais com barquinhos (trajineras) cheios de cores, folclore e vida. Os mexicanos amam celebrar festas nas trajineras, por isso ver famílias, amigos e casais comemorando algo com comidas e bebidas é um cenário bem usual em Xochimilco. Pode-se dizer que Xochimilco é uma “Veneza mexicana” e, como um bom marco do México, conta com muitas cores e vida!

 

Muitas cores nos Canais de Xochimilco | Foto: Roberta Cavallaro

 

Durante o percurso, diversas trajineras coloridas se cruzam e é possível ouvir os mariachis, degustar de comida típica feita em barcos por senhoras da região, ver a Isla das Munecas (Ilha das Bonecas) e ainda fazer uma pausa nas floriculturas que beiram os canais. Vale mencionar que as plantas têm preços muito bons! Dica: não deixe de provar elote, com mayonesa y quseo (espiga de milho com maionese e queijo).

 

Vale ressaltar que essa região foi inicialmente colonizada pelos astecas que vinham se esconder dos espanhóis e por isso, iniciaram um processo de estaqueamento dos canais para povoar essa região.

 

As trajineras, símbolo nacional | Foto: Roberta Cavallaro

 

O custo do passeio é de MXN 350 por barco, o equivalente a R$60,00 por barco, em um trajeto de uma hora.

 

A Escalada – Pico das Agulhas Negras

Foto: Daniel Carnielli

 

Por Daniel Carnielli

 

Quase zero grau. Levantar da cama às cinco da manhã é um desafio quando se está hospedado em um confortável chalé aos fundos da parte alta do Parque Nacional de Itatiaia. Mas o clima aconchegante não desviará o foco do que foi tanto tempo aguardado: subir o sexto ponto mais alto do Brasil, o imponente Pico das Agulhas Negras, em Minas Gerais.

 

O acesso a esta parte do parque se dá por um pequeno ponto no mapa chamado Garganta do Registro. Na realidade a entrada fica após uns 17km de terra pela BR-354, estrada que começa no pequeno comércio e marco na intersecção entre os estados de Minas e Rio de Janeiro.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Café da manhã reforçado – calorias nunca foram tão bem-vindas como agora. Mochila verificada, luvas, cordas, mosquetões, boldrié, botas apropriadas, kit de primeiros socorros, comida, água etc. Tudo pronto.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Do trajeto da Pousada dos Lírios até a entrada do parque somente veículos apropriados ou motoristas desprendidos fazem o percurso com tranquilidade. Os demais sofrem com a curta e íngreme estrada de terra e pedras por cerca de 10 quilômetros. Já na portaria, os guardas verificam a aptidão de cada um com um breve questionário e checam item a item do equipamento necessário. Tudo aprovado, vamos seguir.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Com o veículo apropriado é possível seguir de carro até o conhecido abrigo Rebouças. O caminho é curto, porém, as pedras impedem que qualquer carro comum chegue. O abrigo, que se localiza num ponto estratégico no início da trilha, foi construído em conjunto com o exército do batalhão dos Agulhas Negras de Itatiaia, que fica na parte baixa do parque. Quem quiser dormir por aqui, seja no abrigo ou no camping, precisa antes fazer sua reserva e pagar a taxa de acesso na portaria do parque. As vagas para ambos são bem limitadas, de forma a evitar grandes aglomerações, então não deixe a reserva para a última hora. O abrigo é incrível, parece um hostel de montanha com até chuveiro, mas pode esquecer do banho quente. O camping possui chão plano, banheiro completo e cozinha.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Sair cedo para fazer a trilha é muito importante porque a montanha possui diversos trechos complicados no trajeto que podem, ocasionalmente, atrasar a programação. Um destes, fica logo no início desta trilha, que apesar das enormes pedras colocadas pelo exército para auxiliar no caminho, é uma região de encharco que comumente fica alagada. E isso, além de atrasar o passeio, pode prejudicar toda a subida.

 

Até a chegada aos pés da montanha encontram-se algumas pontes pênsil, muito fotogênicas, e também um pequeno dique que acumula a pura água de uma das nascentes da montanha. Ficar atento à sinalização é essencial. Em alguns trechos há bifurcações que têm como destino final diferentes rotas de subida, com maior ou menor grau dificuldade, e também outros locais, como a cachoeira Aiuruoca. Se perder na região não é uma boa ideia, pois o frio chega intenso à noite e mesmo a rota mais “simples” requer equipamento e condutores capacitados.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

De cara, a subida assusta. A primeira parte já parece impossível de superar com facilidade. É preciso subir um paredão de rochas escuras se apoiando com as mãos nos vincos rochosos e o vento é muito forte. Íngreme e longa, esta subida requer calma, foco e cuidado em cada passo.

 

Na sequência, a subida pelos vincos é interrompida por um trajeto bem mais complicado. Neste trecho, o mais experiente faz uma “escalada guiada”, onde ele avança por cima de uma pedra utilizando os grampos já instalados no local. Estes pontos de escalada guiada, ou ancoragem, são muito comuns nos locais mais visitados. Em seguida este escalador desce uma corda fixa para os demais também subirem. Dependendo do grupo, também é possível que os outros escaladores sejam puxados pelo primeiro a subir.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Não estamos no cume e o visual já é impressionante. A montanha nos presenteia com um vale escondido a cada metro superado. É impossível não notar que estamos escalando uma montanha, os vincos e a inclinação da rocha ficam cada vez mais íngremes e profundos, como se estivesse nos avisando “Você está entrando no Agulhas Negras”. O nome, inclusive, se dá justamente pelas rochas escuras, que com seus enormes vincos verticais que dão a impressão de serem agulhas negras fincadas no solo quando vistas de longe.

 

A dificuldade cresce na trilha de grandes rochas que leva até quase a “ponta destas agulhas”. Mais à frente é preciso subir por outra trilha que fica em uma fenda estreita e alta até encontrar uma pedra grande e plana. Dali, o visual maravilhoso dá acesso aos dois lados da montanha. No entanto, ainda não é o topo.

 

O próximo desafio é subir à espreita de uma rocha. Qualquer deslize e a queda é fatal. Ainda assim é comum ver “aventureiros” irresponsáveis atravessando sem qualquer equipamento.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

A emoção toma conta. Falta pouco até o ápice da montanha. Mais um caminho de rochas grandes e ali está o cume do Agulhas Negras.

 

Desafio concluído! Desta vez, por mim e mais seis amigos aventureiros. Agora somos parte de um seleto grupo pessoas que já esteve em um dos dez pontos mais altos do Brasil, na verdade o quinto! Seus imponentes 2794 metros de altitude dão notoriedade e documentam sua importância em nossa geografia. Porém, é a peculiaridade e beleza desta região que engrandecem a experiência de explorá-la.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Pode chorar, pode admirar, pode agradecer, é momento de celebrar! E comer rapidamente o lanche para começar a voltar, antes que o tempo mude. Subir foi um desafio no seco, mas descer centenas de metros em rochas íngremes e molhadas é o tipo de coisa que verdadeiros aventureiros querem evitar.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

A escalada, ao contrário do que muitos pensam, não é estar 100% do tempo ancorado em uma parede de pedra. É determinar um desafio, fazer o que for necessário para chegar ao cume e voltar com segurança.

 

De todas as montanhas que já subi, esta é uma das que mais me encanta por sua imponência, beleza e aprendizado. De seu cume, somos lembrados a todo instante o quanto a natureza e nossos limites individuais precisam ser respeitados. É a montanha que controla a escalada, não nós.

 

Foto: Daniel Carnielli

 

Como chegar:

 

Estrada do Parque Nacional, Km 8,5, Itatiaia – RJ, 27580-000
A subida deve ser programada para que a partida da entrada aconteça antes das 7h30. Há limite de pessoas no cume, então dias mais movimentados é bom chegar mais cedo.

 

Quando visitar:

 

De abril a novembro são as melhores épocas, sendo que de maio a agosto é a temporada de inverno, no local é comum ter temperaturas próximas e abaixo de 0 graus desde o entardecer até a manhã seguinte. Então escolha com sabedoria e prepare-se.

 

Evite de novembro a março. Este período é o de chuvas e as chances de ter o passeio frustrado pelo mau tempo é grande.

 

Com quem ir:

 

Na portaria, também conhecida como Posto do Marcão. É comum encontrar guias dispostos a agregar a grupos para os passeios. Verifique também no Guia do Visitante a lista de condutores autorizados.

 

Taxas e outras informações:

 

ICM Bio – Parque Nacional de Itatiaia
Guia do Visitante

 

Colaboração: Lais Tellini (MTB 65307SP)

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Morro do Anhanguera

A Floresta de Eucaliptos no Morro do Anhanguera | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

O Morro do Anhanguera, como toda a Floresta da Tijuca, foi reflorestado na segunda metade do século XIX, porém sua área não foi replantada com mudas nativas da Mata Atlântica, mas sim com mudas de eucalipto, o que tornou o seu cume uma grande floresta de eucaliptos a 693 metros de altitude. Um morro totalmente diferente de todos os outros picos da Floresta.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas a Cachoeira das Almas e a Pedra do Conde.

 

A trilha

 

Há dois caminhos para o Anhanguera: o primeiro deles começa pelo Largo Mayrink – a mesma trilha que leva para a Pedra do Conde, uma subida bem íngreme. O segundo caminho é bem mais tranquilo iniciando na Estrada do Excelsior, uma trilha muito bonita em meio à Mata Atlântica, um trajeto que leva cerca de 20 minutos para ser percorrido.

 

Pedra do Conde vista do Morro do Anhanguera | Foto: Grazi Calazans

 

O Morro do Anhanguera costuma ser chamado também de Morro do Excelsior, justamente por sua proximidade com a estrada e o Mirante do Excelsior. Do alto do Anhanguera não se tem um visual muito limpo, como em outros picos dentro da Floresta da Tijuca, justamente por ser um platô diferenciado, com uma grande concentração de eucaliptos. Porém, o lugar transmite uma sensação de paz profunda, um pedaço isolado e muito tranquilo da floresta, excelente para momentos de imersão e contemplação da natureza. A impressão que temos é de estarmos numa daquelas florestas europeias ou norte-americanas que vemos nos filmes.

 

Apesar de não podermos ver muita coisa de seu cume, no caminho há belas paisagens, como a vista para Pedra do Conde, Picos da Tijuca e Tijuca Mirim. Entre os eucaliptos também avistamos parte da zona norte da cidade e ouvimos o burburinho urbano muito ao longe. Uma visita ao Anhanguera pode ser combinada com outras trilhas, como a própria Pedra do Conde. Indico a todos que visitam a Floresta da Tijuca a não deixar de conhecer este morro tão peculiar!

 

Como chegar

 

O Morro do Anhanguera encontra-se no setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista. Para chegar até o portão de entrada, na Praça Afonso Viseu, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque, aí é só seguir as indicações das trilhas, que são, aliás, muito bem sinalizadas.

 

Você também pode optar por ir de carro (próprio, alugado ou táxi) e estacionar ou descer próximo ao Centro de Visitantes. Há vias asfaltadas por todo o Parque onde o acesso motorizado é permitido. Essa opção, no meu ponto de vista, tira um pouco da magia de imersão na Floresta, mas é uma hipótese para quem tiver pouco tempo ou menos disposição para enfrentar a caminhada inicial.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão). Só é permitido iniciar a trilha até às 14h, para que dê tempo de voltar antes do fechamento do parque.

 

Picos da Tijuca e Tijuca Mirim vistos do Morro do Anhanguera | Foto: Grazi Calazans

 

Infra-estrutura

 

O setor da Floresta da Tijuca tem toda uma infra-estrutura para os visitantes. Há banheiros públicos espalhados pelo Parque, pontos de informação e muitas placas informativas. Na Praça Afonso Viseu existe um restaurante clássico, o Bar da Pracinha, onde você pode fazer uma saborosa refeição depois de aproveitar o dia na Floresta. No largo da Cascatinha, logo na entrada do Parque, há uma lojinha de souvenirs onde você pode adquirir lembranças da Floresta e da Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

Dublin: cinco atrações para conhecer em dois dias

Foto: Juliana Maian

 

Por Juliana Maian

 

Hoje é dia de falar de Dublin, a capital irlandesa que tanto atrai estudantes e intercambistas brasileiros. Abaixo, cinco coisas para ver e fazer na cidade em dois dias, mas é claro que se você quiser tomar um drink em todos os pubs vai precisar de mais tempo (talvez uma vida).

 

1. Trinity College

Foto: Juliana Maian

 

O campus da principal universidade de Dublin é muito bonito, com prédios de arquitetura imponente. Vale o passeio e rende boas fotos. Aqui também fica uma famosa biblioteca que inspirou cenas de um dos filmes Star Wars. Algumas pessoas também ligam esta biblioteca à saga Harry Potter, mas na verdade a história do bruxinho se passa em outra biblioteca, em Cambridge.

 

2. Guinness Storehouse

Foto: Juliana Maian

 

Para os amantes de uma das cervejas mais famosas do mundo, a visita ao “museu da Guinness” é altamente recomendada. Lá, é possível aprender sobre todos os passos da fabricação do produto e acompanhar a história do desenvolvimento da marca. Às vezes dá a impressão de se estar pagando para que te impactem com um monte de propaganda, mas não deixa de ser uma experiência bacana.

 

Preços atualizados da Guinness Storehouse aqui (a pint de cerveja está inclusa no ingresso).

 

3. Temple Bar

Foto: Juliana Maian

 

É a região boêmia mais antiga da cidade, onde estão localizados dezenas de pubs que justificam a fama de ótimos “bebedores” dos irlandeses. Explore, observe e escolha o que mais tiver a sua cara.

 

Aliás, se você estiver na cidade em 17 de março, aproveite para curtir o St. Patrick’s Day, festa em homenagem ao padroeiro do país que envolve muita cerveja (tem até cerveja verde!) e toma conta da Irlanda.

 

4. Caminhada pelas redondezas

Foto: Juliana Maian

 

Dublin é uma cidade muito bonita, por isso não economize as canelinhas e circule bastante pela região central e pela área ao redor do rio Liffey.

 

5. Descanso no parque

Foto: Juliana Maian

 

Se cansar de tanto andar e estiver fazendo tempo bom, vá para um dos diversos parques e áreas verdes distribuídos pelo caminho. Todo mundo faz isso para aproveitar quando um calorzinho resolve dar o ar da graça. Como dias quentes são relativamente raros, se não rolar de você ser agraciado com temperaturas amenas, substitua esta atração por um pub, um museu ou por um delicioso e autêntico Irish Coffee.

 

Caso você tenha um tempinho sobrando…

 

Foto: Juliana Maian

 

Se tiver um diazinho a mais em Dublin, vale conhecer Howth, uma região bem próxima à cidade (menos de uma hora de trem) já à beira mar e com penhascos que proporcionam uma vista de tirar o fôlego. Por conta da formação geográfica, lá venta MUITO, então não se iluda com a presença do mar e leve um bom casaco.

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Pedra do Conde

Pedra do Conde vista do Morro do Anhanguera | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

A Pedra do Conde, antigamente conhecida como Pedra Redonda, é uma companheira constante dos moradores da Tijuca, no Rio de Janeiro. Seus 821 metros de altitude são avistados de vários pontos do bairro que a circunda. A pedra ganhou este nome em homenagem ao Conde Cestas, famoso fazendeiro e comerciante do início do século XIX, que cativou Dom Pedro I com os saborosos morangos de sua propriedade. O Conde foi o responsável pela introdução do plantio de café na região onde hoje se encontra a Floresta da Tijuca.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas a Cachoeira das Almas e o Pico da Tijuca.

 

A trilha

 

A trilha para a Pedra do Conde começa no playground próximo à Capela Mayrink. O percurso total da entrada da trilha até o cume do Conde é de 1,9 Km e a maior parte do caminho é bem tranquila, pouco íngreme e muito bem sinalizada. De vários pontos há mirantes de onde se avista os outros picos da Floresta, como a Pedra da Gávea e a Pedra Bonita, o Pico da Tijuca e o Morro do Anhanguera, bem como parte da zona norte da cidade.

 

Sumaré visto da Pedra do Conde | Foto: Grazi Carazans

 

A parte mais difícil é a reta final, onde é preciso utilizar as mãos para se segurar em raízes e troncos, equilibrando-se na subida bastante sinuosa. Mas sempre vale a pena. Apesar de o cume da Pedra do Conde não ter o melhor dos visuais entre os picos da Floresta da Tijuca, desbravar a montanha é sempre muito gratificante.

 

Para os mais aventureiros, do alto de uma árvore com a placa indicando a altitude do morro, é possível ver muito bem a cordilheira do Sumaré e toda a beleza da floresta ao redor. Depois do “desbravamento”, a boa pedida é deitar no chão e contemplar o céu, curtir a tranquilidade da natureza e ouvir os pássaros ao redor, momentos de muita paz e serenidade proporcionados pela Floresta da Tijuca!

 

Como chegar

 

A Pedra do Conde encontra-se no setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista. Para chegar até o portão de entrada, na Praça Afonso Viseu, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque, aí é só seguir as indicações das trilhas, que são, aliás, muito bem sinalizadas.

 

Você também pode optar por ir de carro (próprio, alugado ou táxi) e estacionar ou descer próximo ao Centro de Visitantes. Há vias asfaltadas por todo o Parque onde o acesso motorizado é permitido. Essa opção, no meu ponto de vista, tira um pouco da magia de imersão na Floresta, mas é uma hipótese para quem tiver pouco tempo ou menos disposição para enfrentar a caminhada inicial.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão). Só é permitido iniciar a trilha até às 14h, para que dê tempo de voltar antes do fechamento do parque.

 

Infra-estrutura

 

O setor da Floresta da Tijuca tem toda uma infra-estrutura para os visitantes. Há banheiros públicos espalhados pelo Parque, pontos de informação e muitas placas informativas. Na Praça Afonso Viseu existe um restaurante clássico, o Bar da Pracinha, onde você pode fazer uma saborosa refeição depois de aproveitar o dia na Floresta. No largo da Cascatinha, logo na entrada do Parque, há uma lojinha de souvenirs onde você pode adquirir lembranças da Floresta e da Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

Como se hospedar em casas de família em Cuba

Casa de família em Santa Clara | Foto: Débora Rodrigues

 

Por Débora Rodrigues

 

Cuba é um país que se apresenta como um enigma para muitas pessoas: como o pais realmente é? Como as pessoas vivem? Como seria viajar pela icônica ilha?

 

E este enigma continua no momento em que se decide organizar uma viagem que fuja do convencional roteiro Havana/Varadeiro. Quando comparado com outros destinos, as informações encontradas nos mecanismos de buscas ainda são escassas e geram insegurança sobre onde se hospedar. No interior do país, redes hoteleiras são praticamente inexistentes.

 

O charme inigualável de Havana | Foto: Débora Rodrigues

 

Minha intenção de viagem era maior do que simplesmente colocar um X no mapa. Eu queria procurar respostas para as perguntas que abrem este artigo e, por conta disso, estar fora das cidades mais turísticas e me hospedar nas casas dos cubanos fazia parte do plano.

 

Minhas buscas me colocaram em contato com o Hostal Peregrino, em Havana, e foi a partir dele que as portas de uma rede de ótimas casas de família se abriram para mim.

 

Quarto em Santa Clara | Foto: Débora Rodrigues

 

Estando as unidades do Hostal todas esgotadas nas datas de minha viagem, vi em seu site a opção de casas associadas. Fiz a reserva para uma destas casas e parti para Havana, sem ver a casa, sem saber ao certo como funcionava, apenas na coragem de cumprir meus objetivos de viagem. Essa era a única reserva que eu tinha para uma viagem de mais de 20 dias.

 

E como funciona?

 

O Hostal Peregrino foi um dos primeiros a ser aberto em Cuba quando o regime permitiu que cubanos hospedassem turistas em suas casas, tendo assim uma nova fonte de renda. Após adquirir certa fama no universo mochileiro, o hostal passou a ter grande demanda de reservas em Havana e também, como era meu caso, de um grande número de viajantes querendo desbravar o país sem saber onde se hospedar. A solução foi organizar uma rede de casas associadas que suprisse toda essa demanda.

 

Casa em Remédios | Foto: Débora Rodrigues

 

Cheguei no hostal e o proprietário me levou a primeira casa de família que ficaria hospedada, bem como me deu uma lista de opções para todas as cidades que eu gostaria de visitar – e algumas outras de brinde!

 

A partir daí a minha viagem se organizou da seguinte forma: eu dizia para os donos da casa onde eu estava qual era o meu destino no dia seguinte e em que horário eu chegaria. Eles então eles ligavam para a casa da lista dessa cidade e, quando eu descia do ônibus, já havia alguém me esperando para me levar à próxima hospedagem. Se acontecesse de não haver disponibilidade, eles certamente teriam um vizinho que teria… Os cubanos são assim, se ajudam muito entre si.

 

Como são as casas?

 

Quarto em Trinidad | Foto: Débora Rodrigues

 

Bem diferentes umas das outras! Em Havana Vieja, as casas têm uma aparência externa mais desgastada (uma característica do lugar), entrando no interior encontrei casarões mais antigos. É como se eu tivesse entrado em um túnel do tempo: móveis e decorações antigos, como uma casa de avó. Todas as casas eram elas limpas, seguras e bastante adequadas ao que tínhamos acordado. Todas elas ofereceram refeições a parte, tomei café da manhã em todas, por 5 cucs (moeda cubana, 1 cuc = 1 dolar) e também jantei em Remédios por 10 cucs…e valeu muito a pena!

 

E a experiência?

 

Santa Clara | Foto: Débora Rodrigues

 

Não poderia ter sido melhor! Os cubanos são muito receptivos e você consegue ter um contato mais rico quando dentro da casa deles. Além das dicas normais de viagem, hospedar-se na casa de uma família e ver como vivem, e conversar sobre isso, diminui o mistério em torno de Cuba e ajuda a desvendar antigas dúvidas. Não posso deixar de dizer que também é a melhor opção em termos de baixo custo, paguei 25 cucs por quarto duplo com banheiro individual em todas as casas.

 

Trinidad | Foto: Débora Rodrigues

 

Eu fiquei em casas de família em Havana, Trinidad, Cienfuegos, Santa Clara e Remédios, todas elas altamente recomendadas. Indo a Cuba, não deixe de viver também esta experiência.

 

Chocolate frito: a pior sobremesa da Escócia

A controversa “Deep-friend Mars bar” | Foto: Peter Shanks, via Creative Commons

 

Por Henrique Kugler

 

Ah, as excentricidades escocesas… Zanzava tranquilo pelas ruazinhas estreitas de Edimburgo. Eis que, em contraste àquele típico espírito medieval, dou de cara com uma placa infame: um restaurantezinho de meia tigela ofertava, em vantagem promocional, uma sobremesa conhecida como Deep fried Mars bar.

 

“Que diabos é isso?”, penso com meus botões. “Não pode ser o que estou imaginando.” Mas era: a peripécia era simplesmente uma barra de chocolate Mars frita. Em tempo: se você não sabe o que é uma barra de Mars, pense naquele bombom azulzinho, o Charge – só que sem o amendoim. O Mars é um chocolate que, embora horroroso, é deveras famoso por essas bandas do Reino Unido.

 

E meus temores se confirmavam: o esquema era mesmo chocolate frito. Frito, frito mesmo – exatamente como se frita uma coxinha ou um pastel.

 

Foto: Christian Cable, via Creative Commons

 

Chocólatras mais argutos, porém, hão de indagar: como é possível fritar uma barra de chocolate sem que ela se derreta na elevada temperatura? É simples. Basta congelar o produto. Uma vez congelada, a gordurosa barra de chocolate resiste valentemente às radicais condições térmicas do ainda mais gorduroso óleo de fritura. Lição: nunca subestime a libertária inventividade escocesa.

 

Paguei pouco mais de três libras por essa façanha gastronômica. O sabor? É claro que um negócio desses não pode ser bom. Mas acho que o psicológico pesa muito na fatídica hora de provar uma heresia sobremesística desse naipe. Não tem santo que me convença de que essa invenção está acima da linha do razoável. Meu diagnóstico, portanto, é severo: chocolate frito é uma porcaria. E ponto final. Assemelha-se talvez a um churros de quinta categoria – misturado com brigadeiro à milanesa e jiló caramelizado.

 

Outras opiniões

 

Após alguns anos na estrada do jornalismo, porém, você não pode deixar de lado o sagrado ‘princípio do contradito’. Que diriam outros paladares? Perguntei a uns amigos que, comigo, provavam pela primeira vez esse polêmico quitute. Gil, meu camarada portuga, é pragmático: “Ora, pois, até que não é mau”. Já Ning, nossa colega chinesa, discorda com elegância: “It tastes like shit”.

 

Palitinhos podem ajudar a saborear essa iguaria | Foto: Steven St

 

Mas, não satisfeito com a opinião de principiantes, resolvi perguntar a quem realmente entende do assunto. Ninguém melhor que meu vizinho Harris – estadunidense – para um veredito mais embasado quando o assunto é comida-lixo. “Olha, não é tão ruim, não”, avalia. Harris é mui bem versado acerca das últimas tendências no sempre surpreendente universo do fast food de araque. Ele comenta que, nos Estados Unidos, é comum essa mania estranha de querer fritar tudo: pizza, cachorro quente, bolinho de baunilha, sorvete… E até pickles! “Sei que, em matéria de comida-lixo, ninguém nos supera”, garante convicto. “Mas a barra de Mars frita, mesmo pra mim, é uma novidade bem pouco ortodoxa”.

 

História

 

Reza a lenda que essa iguaria surgiu na década de 1990, nalgum restaurante de Aberdeen. Detalhes são mencionados na Wikipédia anglófona, que, como não poderia deixar de ser, dedica um verbete à surreal sobremesa. Não descobri, uma pena, quem foi o gênio por trás da obra. Uma barbaridade. Seja quem for esse criativo artífice, que Deus o tenha.

 

Placas não tão incomuns pelas ruas da Escócia | Foto: Karendesuyo, via Creative Commons

 

“Muita gente pede a Deep fried Mars bar depois de uma boa noitada”, contextualiza a atendente do Clam Shell, o tal restaurantezinho. “É um snack típico para os clientes apreciarem no caminho de volta pra casa, já meio bêbados.” Faz sentido. Após a manguaça, afinal, o paladar já não é mais o mesmo O que impressiona, mesmo, é saber que há quem goste dessa coisa horrorosa mesmo em estado sóbrio.

 

É nessas horas que você passa a refletir sobre os rumos da civilização. Na cultura estadunidense, vá lá, uma sandice culinária dessa magnitude não seria de todo estranho. Mas… Na Escócia? Tudo bem que a culinária britânica é, reconhecidamente, uma das piores do mundo. “E quanto mais você vai para o norte do Reino Unido, mais insalubres e gordurosos são os pratos”, comenta Fiona, uma colega inglesa. Os cabras capitanearam o Iluminismo, protagonizaram revoluções científicas, chegaram a níveis invejáveis de esplendor cultural. E, no cardápio do século 21, a contribuição escocesa é uma esdrúxula Deep fried Mars bar. É mesmo imprevisível, essa montanha-russa da história.

 

Curiosidade 1:

 

Falando em comida insalubre, não podemos deixar de lembrar do já lendário Irn-Bru – é o refrigerante mais famoso da Escócia. Eles têm até um slogan: é “a segunda bebida nacional escocesa, depois do whisky”. O negócio é doce pacas e, de tão alaranjado, parece até radioativo. Visitar a Escócia e não tomar Irn-Bru é como visitar o Rio Grande do Sul e não tomar chimarrão. Aliás, o Irn-Bru é famoso por seus infames comerciais de TV. Essas propagandas já viraram até sensação no YouTube. Graças, provavelmente, ao mui refinado ‘humor escocês’. Meu preferido é o Jumper, New IRN-BRU, que rodou no Natal passado.

 

O famoso (e extremamente doce) Irn-Bru | Foto: Henrique Kugler

 

Curiosidade 2:

 

Inaceitável redigir um texto sobre comida escocesa sem ao menos uma singela menção ao prato mais emblemático desse país tão idiossincrático. Falo do famoso haggis! Trata-se de uma espécie de buchada de ovelha – o estômago do pobre animal é recheado com tripas sortidas e aveia. O mais estranho não é exatamente a receita, mas sim o ritual que precede o rango. Em ocasiões especiais, o haggis deve ser cortado com uma espada, enquanto alguém, preferencialmente trajando um bom kilt, declama os versos imortais de Robert Burns, o bardo nacional da Escócia. É claro que toda essa ritualística deve acontecer ao som da gaita de foles – que a propósito, por mera coincidência, também é feita com estômago de ovelha. Pobres ovelhas.

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Pico da Tijuca

Zona Norte do Rio vista do Pico da Tijuca | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazieli Calazans

 

Avistar a Cidade Maravilhosa do alto do Pico da Tijuca pode ser mais fácil do que parece. Com 1.021m de altitude, sua silhueta é visível de vários pontos da cidade e até mesmo de cidades vizinhas. Esse é o segundo ponto mais alto da capital fluminense, atrás somente do Pico da Pedra Branca, na zona oeste, que tem apenas 3 metros a mais.

 

Confira as outras atrações no Parque Nacional da Tijuca! 
Entre elas a Cachoeira das Almas.

 

A trilha

 

A extensão da trilha que leva ao Pico da Tijuca é de 2.800m, e o nível de dificuldade é fácil, exceto pelos últimos 5 minutos, quando é preciso subir uma escadaria de 117 degraus de pedras encravada na montanha. Do Bom Retiro, local de inicio da trilha, até o cume leva-se cerca de uma hora.

 

A trilha, bem demarcada e protegida pela sombra das árvores, inicia no mesmo ponto que leva para outras atrações dentro da Floresta, como Bico do Papagaio, Morro do Archer, Cocanha e Tijuca Mirim. Começa em uma subida suave em ziguezague até a primeira bifurcação: à direita, segue-se para o Pico da Tijuca; à esquerda, vai-se ao Bico do Papagaio ou ao Cocanha.

 

Escadaria na trilha para o Pico da Tijuca | Foto: Grazi Calazans

 

Após essa bifurcação, a trilha segue até o Costão do Pico da Tijuca, e em outro ziguezague chega ao seu dorso. Seguindo direto pela trilha principal chega-se em pouco tempo na escadaria de pedra que dá acesso ao Pico da Tijuca. É preciso ter muita atenção nesta subida, que pode causar alguma vertigem. Algumas correntes, que funcionam como uma espécie de corrimão, auxiliam neste percurso.

 

O platô do Pico da Tijuca é referência carioca na prática do montanhismo, especialmente em virtude da vista privilegiada que se tem da cidade. Lá do alto é possível contemplar toda a zona norte, o subúrbio e o Maciço do Mendanha. Se o tempo estiver limpo ainda pode-se ver também a silhueta das montanhas da Serra dos Órgãos.

 

De outro ponto do platô é possível avistar parte da zona sul, como a ponta do Pão de Açúcar, e a Pedra do Elefante, em Niterói. A vista para a Pedra da Gávea e para a Pedra Bonita também encanta, parece um vasto tapete verde descendo toda a encosta. Pode-se avistar ainda o seu concorrente, o Pico da Pedra Branca e o bairro de Jacarepaguá aos seus pés.

 

Quando ir

 

Este é um passeio que pode ser feito em qualquer estação do ano, mas é bom evitar o verão, pois a temperatura pode chegar a 40 graus, mesmo dentro da Floresta. Além disso, as tempestades de verão são mais frequentes, podendo deixar a descida mais escorregadia. Não deixe de levar a câmera fotográfica, água e muita energia, para aproveitar ao máximo as belezas da trilha!

 

Placa indicando a altitude do Pico da Tijuca | Foto: Grazi Calazans

 

Como chegar

 

O Pico da Tijuca encontra-se no setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista. Para chegar até o portão de entrada, na Praça Afonso Viseu, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque, aí é só seguir as indicações das trilhas, que são, aliás, muito bem sinalizadas.

 

Você também pode optar por ir de carro (próprio, alugado ou táxi) e estacionar ou descer próximo ao Centro de Visitantes. Há vias asfaltadas por todo o Parque onde o acesso motorizado é permitido. Essa opção, no meu ponto de vista, tira um pouco da magia de imersão na Floresta, mas é uma hipótese para quem tiver pouco tempo ou menos disposição para enfrentar a caminhada inicial.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão). Só é permitido iniciar a trilha até às 14h, para que dê tempo de voltar antes do fechamento do parque.

 

Manto verde sob os pés no Pico da Tijuca | Foto: André Cox

 

Infra-estrutura

 

O setor da Floresta da Tijuca tem toda uma infra-estrutura para os visitantes. Há banheiros públicos espalhados pelo Parque, pontos de informação e muitas placas informativas. Na Praça Afonso Viseu existe um restaurante clássico, o Bar da Pracinha, onde você pode fazer uma saborosa refeição depois de aproveitar o dia na Floresta. No largo da Cascatinha, logo na entrada do Parque, há uma lojinha de souvenirs onde você pode adquirir lembranças da Floresta e da Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

Brixton, o lado b de Londres: bacana e barato

Mural da Morley’s Department Store homenageando David Bowie | Foto: Jamile Diniz

 

É inadmissível ir a Londres e não ver o Big Ben e a London Eye, cruzar Abbey Road, andar em um dos típicos ônibus vermelhos de dois andares, ver a troca da guarda real, tirar uma foto nas icônicas cabines telefônicas e dançar nas baladas em Shore Ditch. No entanto, para conhecer verdadeiramente uma cidade é preciso visitar mais do que o usual, até porque há lugares incríveis desconhecidos por turistas.

 

Lado b

 

Uma boa pedida é o jamaicano Brixton. Localizado no sul da capital inglesa, o bairro me foi indicado por amigos britânicos. Minha visita à princípio se deu em razão do memorial do cantor David Bowie, morto em 2016 e eternizado por um graffiti em uma parede próxima à saída do metrô. Ali manifestações culturais são corriqueiras, assim como a presença de inúmeras flores e de homenagens deixadas para o eterno camaleão do rock que nasceu e cresceu por lá.

 

Mas vale adentrar o bairro além da saída do metrô.

 

Muitas cores em pinturas pelas ruas | Foto: Jamile Diniz

 

Habitado por caribenhos, majoritariamente jamaicanos, em Brixton feiras ao ar livre vendem legumes, verduras, frutos do mar e doces típicos a preço de banana… ou melhor, a preço de banana no Brasil. Em alguns food trucks sul-americanos é também possível encontrar pratos brasileiros, como tapioca e o bem e velho churrasquinho.

 

Vida cultural

 

Durante a noite o bairro ganha vida em animadíssimos bares com muita música ao vivo e dança, onde é praticamente um pecado não provar uma Dragon Stout, forte e barata cerveja jamaicana. Inúmeras casas de show e boates concentram a cena musical, como é o exemplo da Brixton Academy e do Electric Brixton. Mas a verdade é que o diferencial do bairro está em cada esquina, com suas constantes batalhas de rap, concursos de dança e músicos de rua.

 

Inglaterra e Jamaica também entram em contraste através da arte | Foto: Jamile Diniz

 

O local é sinônimo de cultura negra/caribenha, arte e diversidade. Essa mistura toda é celebrada em um festival que acontece anualmente próximo ao dia 6 de agosto, data da Independência da Jamaica e que atrai dezenas de milhares de pessoas com sua boa música e causas sociais.

 

Mas, se o bairro não te conquistar pelo estômago e ouvidos, vai te conquistar pelo bolso.

 

Compras

 

O Camden Market, localizado do outro lado da cidade, é conhecido por muitos turistas por ser um mercado em que se encontra discos, roupas de brechó, piercings, tatuagens e as mais loucas e inimagináveis coisas. Acontece que o local se tornou um dos mercados mais visitado de Londres e, além da alta dos preços, ficou quase impossível de circular por ele nos fins de semana.

 

Motivos indianos fazem parte do mix cultural que faz do bairro tão único | Foto: Jamile Diniz

 

O que muita gente não sabe é que muito do que é vendido em Camden também pode ser encontrado em Brixton, em seus mercados e barraquinhas ao ar livre. E, além de os preços serem infinitamente mais baixos, é possível (e por vezes até estimulado!) pechinchar. Encontrei os mesmos discos de vinil e as mesmas roupas por preços algumas dezenas de libras menores.

 

Por um motivo ou outro Brixton cativa e entretém o visitante que, na maioria das vezes, acaba voltando.

 

66 histórias de uma volta ao mundo: Israel

Jerusalém, uma das cidades religiosas mais importantes do mundo

 

Por Nara Alves

 

Entramos a pé em Israel depois de algumas horas de espera e interrogatório. Nossa porta de entrada foi a cidade de Eilat, ao sul do país. Sem querer, chegamos em plena Páscoa judaica, o Pessach. Por causa do feriado religioso, havia quase nenhuma opção de deslocamento para Jerusalém. Ficamos dois dias parados, esperando o feriado acabar. Fomos de ônibus para Jerusalém. Nos hospedamos no quadrilátero muçulmano da cidade antiga. Ficamos pouco tempo em Jerusalém e partimos de ônibus para Tel Aviv, de onde partimos para a Europa.

 

Eilat, na fronteira com o Egito

 

Dicas de Viagem

 

Planeje-se para conhecer um território Palestino, como a Cisjordânia. Até dá para ir sozinho, mas há agências de turismo que vendem pacotes de visitação de meio período ou um dia. Belém também é uma opção menos complicada. Já para entrar na Faixa de Gaza é preciso uma autorização especial e, muitas vezes, o acesso é completamente bloqueado devido a bombardeios.

 

Judeus ortodoxos

 

Raio X

Tempo no país: 6 dias
Locais visitados: Eilat, Jerusalém, Tel Aviv
Visto necessário: Não
Transporte terrestre longa distância: 80 dólares
Transporte local: 65,50 dólares
Hospedagem: 184,5 dólares
Alimentação: 75,50 dólares
Lazer: 10 dólares
Total por pessoa com transporte até o país: 207,75 dólares (34,60 dólares/dia)
Total por pessoa sem transporte até o país: 167,75 dólares (83,90 dólares/dia)

 

Muro das Lamentações em Jerusalém

Trecho do livro “66 histórias de uma volta ao mundo”

 

Com carimbos do Irã e do Líbano nos passaportes, nós sabíamos que entrar em Israel poderia ser complicado. Ainda mais partindo do Egito e durante a Páscoa. Quando entramos no táxi que nos levaria até a fronteira, o motorista perguntou, meio indignado, se a gente sabia que os dois países não se davam muito bem. Claro que sabíamos. Seria menos pior ir de avião e ingressar por um aeroporto internacional. O táxi, porém, saiu por 40 dólares, enquanto a passagem aérea custaria 600 dólares cada. Inviável. Decidimos ir por terra mesmo. Vai que dá certo.

 

A região do Egito próxima à fronteira com Israel é um deserto vazio, às margens do Mar Vermelho, cheia de construções abandonadas e resorts sem hóspedes em pleno feriado de Páscoa. Um lugar muito esquisito, meio fantasma. Nas três horas de viagem, nosso táxi foi parado pelo Exército egípcio a cada cinco minutos. Sem exagero. O porta-malas foi revistado e os passaportes, checados – no mínimo duas dezenas de vezes. Tudo certo, chegamos à fronteira. Os funcionários estavam praticamente às moscas. Além de nós, não havia mais nenhum estrangeiro querendo passar para o outro lado. Colocamos as bagagens no raio X e, para nossa surpresa, a do Bernardo ficou retida. Ele carregava uma faca na mochila.

 

País anterior: Egito

Próximo país: Itália

 


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Quem largaria um belo emprego na TV para sair pelo mundo experimentando as mais diversas culturas? Nara Alves. Acompanhada de seu namorado, Bernardo, entre 2014 e 2015 a moça se aventurou por 22 países da América do Norte, da Ásia, da Oceania, do Oriente Médio e da Europa.

Saiba mais:  66 histórias de uma volta ao mundo

 

 

 

5 lugares imperdíveis para um final de semana em Curitiba

Jardim Botânico, a atração mais famosa de Curitiba | Foto: Carolina Pera

 

Por Carolina Pera

 

Hoje, 29 de março, o município de Curitiba comemora 324 anos. Para celebrar a data, separamos 5 locais que você não pode deixar de conhecer ao visitar a capital paranaense. Mas, antes disso, deixamos aqui um poema de quem foi um curitibano de destaque: Paulo Leminski (1944 – 1989) – poeta, romancista e compositor.

 

Conheço esta cidade
como a palma da minha pica.
Sei onde o palácio
sei onde a fonte fica,

 

Só não sei da saudade
a fina flor que fabrica.
Ser, eu sei. Quem sabe,
esta cidade me significa.
(Curitibas, de Paulo Leminski)

 

Quer entender o poeta? Confira alguns passeios que selecionamos para se fazer ao visitar Curitiba. A escolha foi difícil, porém, considere que estes são os pontos essenciais para quem não terá muito tempo pela capital: dois ou três dias são suficientes para conhecer os principais pontos, mas Curitiba merece mais!

 

1. Jardim Botâncio, o cartão-postal

 

O belíssimo Jardim Botânico | Foto: Carolina Pera

Comece pelo principal ponto turístico da cidade, o Jardim Botânico. Jardins franceses dão as boas-vindas e levam até a estufa de estrutura metálica – local obrigatório para uma foto que registre a caminhada por ali. Os vidros que remetem a palácios de cristais abrigam espécies botânicas que são referência nacional. Observe a riqueza das espécies em seu interior, mas não deixe de apreciar o jardim externo.

 

Um passeio à parte no Jardim Botânico é o jardim das sensações, no qual o visitante percorre uma trilha de 200 metros de olhos vendados para apreciar a natureza com os demais sentidos. Essa experiência diferenciada está disponível das 09h às 17h, de terça a domingo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Museu Oscar Niemeyer

 

O MON – museu projetado pelo renomado arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer (1907 – 2012) – possui aproximadamente 35 mil metros quadrados de área construída e mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva. O que o torna um enorme espaço que abriga as diversas obras permanentes e mostras temporárias que sempre atraem grande público.

 

Vale a pena conhecer o Museu Oscar Niemeyer tanto pelo acervo, quanto pela arquitetura | Foto: Carolina Pera

 

A estrutura se divide em duas partes: um prédio de linhas retas e a torre em formato de olho. A visita, então, vale não só pelo o que está sendo exposto nas galerias, mas também pela construção em si, um ícone da arquitetura brasileira. Portanto, dê ao menos uma passada pela região.

 

3. Nossos bosques têm mais vida

Uma das casas do conjunto polaco no Bosque do Papa | Foto: Carolina Pera

 

Em cada canto da cidade você encontra um bosque para passar um tempo e curtir um momento de paz. Se o prazo for curto, porém, opte pelo Bosque do Papa, um dos mais graciosos. No local foram remontadas sete casas típicas polonesas construídas em 1878, época na qual começou a colonização polaca na cidade. Uma das casas, a que foi visitada pelo Papa João Paulo II, transformou-se numa capela. Todo ambiente é cercado pelo paisagismo de Burle Marx (1909 -1994), importante artista plástico e arquiteto-paisagista brasileiro.

 

4. Ópera de Arame

Os belíssimos entornos da Ópera de Arame | Foto: Carolina Pera

 

Sobre um lago está a interessante estrutura de metal tubular que recebe shows e apresentações: a Ópera de Arame. Projeto do arquiteto brasileiro Domingos Bongestabs, o espaço é totalmente integrado a paisagem externa por meio da construção que leva vidros transparentes. Já a cobertura em policarbonato está harmonizada com os paredões de rocha que envolvem o local. Assim, é um ótimo passeio para quem aprecia uma arquitetura distinta. A Ópera de Arame fica no Parque das Pedreiras, junto ao Espaço Cultural Paulo Leminski.

 

5. Parques

 

Escolher um parque pode ser uma decisão difícil, já que Curitiba tem diversas opções de bons parques. Mas vamos deixar aqui duas sugestões. A primeira é o Parque Tanguá, com 235 mil m² de natureza preservada, que está situado em antigas pedreiras junto ao rio Barigui. Destaque para o Jardim Poty Lazzarotto, realizado em homenagem ao artista plástico nascido no mesmo dia do aniversário de Curitiba – Napoleon Potyguara Lazzarotto (1924 – 1998). O espaço conta com um portal de entrada, uma cascata, um jardim e o ponto alto: o terraço elevado que possui três pisos dos quais se têm vistas muito bonitas do restante do parque.

 

Mirante no Parque Tanguá | Foto: Carolina Pera

 

A segunda dica de parque é o Tingui, que, além de possuir uma extensa área verde, detém o Memorial Ucraniano. O local oferece um passeio diferente, no qual você encontrará a réplica da antiga capela de São Miguel construída em madeira e de estilo bizantino. No espaço você poderá observar uma exposição permanente de pêssankas, tradicionais ovos ucranianos pintados à mão.

 

Memorial Ucraniano no Parque Tingui | Foto: Carolina Pera

 

Endereços

  • Jardim Botânico – Rua Eng°. Ostoja Roguski, s/n°.
  • MON – Rua Marechal Hermes 999. Centro Cívico.
  • Bosque do Papa – Rua Euclides Bandeira – Centro Cívico.
  • Ópera de Arame – Rua João Gava, 874 – Abranches.
  • Parque Tanguá – Rua Oswaldo Maciel, s/n – Pilarzinho.
  • Parque Tingui – Entre as ruas Rua Fredolin Wolf e José Valle, ao longo do Rio Barigui.

 

10 atrações no Parque Nacional da Tijuca – Cachoeira das Almas

Cachoeira das Almas | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

A Cachoeira das Almas fica a aproximadamente 3 Km da Praça Afonso Viseu, a entrada principal do setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista e é a única cascata liberada para banho neste setor. O nome da cachoeira vem do tempo dos escravos, quando faziam cultos de suas religiões no local.

 

Quando ir

 

A melhor época para visitar a Cachoeira das Almas é na baixa temporada, para se ter um pouco mais de privacidade. Nos finais de semana de verão o local costuma estar sempre bastante movimentado. O volume de água também varia muito de acordo com a época do ano e com as chuvas. Outra dica importante é ir cedo, pois como a mata em volta é bastante densa, o local tende a escurecer rapidamente.

 

As trilhas

 

São vários os caminhos que levam à Cachoeira das Almas, pois muitas das trilhas da Floresta são circulares. O mais conhecido, e mais simples, inicia nas proximidades do Centro de Visitantes, sendo o mais recomendado a fazer com as crianças, já que a maior parte do percurso é plano, com suaves e poucas subidas. A trilha segue beirando o Riacho das Almas e passa por um trecho bem preservado até chegar à cachoeira.

 

Placa registrando a altitude da Cachoeira das Almas | Foto: Grazi Calazans

 

Sozinha ou com amigos, eu gosto de fazer o Caminho do Vale das Almas, uma área de floresta fechada em que é possível observar todo o vale e suas encostas, de onde avistamos a parte traseira do Pico da Tijuca. Muitas vezes também fiz a caminhada por entre as pedras do Rio das Almas, mas é preciso ter muito cuidado para não escorregar.
Independente do caminho escolhido, o que vale mesmo é um refrescante banho sob a queda d’água de 4 metros de altura da Cachoeira das Almas, revigorando o corpo e a alma. Contemplar a beleza em meio a toda aquela mata é fascinante.

 

Como chegar

 

A Cachoeira das Almas encontra-se no setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista. Para chegar até o portão de entrada, na Praça Afonso Viseu, existem duas linhas de ônibus: 301 (Rodoviária x Alvorada) e 302 (Rodoviária x Recreio), ambas com ponto bem em frente ao Parque, nos dois sentidos. Ou seja, você pode pegar tanto vindo da Zona Oeste (Recreio e Barra da Tijuca, onde fica o terminal Alvorada), quanto vindo da Zona Norte (Rodoviária, passando pelos bairros do Maracanã e Tijuca). Basta descer na Praça Afonso Viseu e você logo avista a entrada do Parque, aí é só seguir as indicações das trilhas, que são, aliás, muito bem sinalizadas.

 

Você também pode optar por ir de carro (próprio, alugado ou táxi) e estacionar ou descer próximo ao Centro de Visitantes. Há vias asfaltadas por todo o Parque onde o acesso motorizado é permitido. Essa opção, no meu ponto de vista, tira um pouco da magia de imersão na Floresta, mas é uma hipótese para quem tiver pouco tempo ou menos disposição para enfrentar a caminhada inicial.

 

Horário de Funcionamento

 

Diariamente das 8h às 17h (até 18h no horário de verão).

 

Infra-estrutura

 

O setor da Floresta da Tijuca tem toda uma infra-estrutura para os visitantes. Há banheiros públicos espalhados pelo Parque, pontos de informação e muitas placas informativas. Na Praça Afonso Viseu existe um restaurante clássico, o Bar da Pracinha, onde você pode fazer uma saborosa refeição depois de aproveitar o dia na Floresta. No largo da Cascatinha, logo na entrada do Parque, há uma lojinha de souvenirs onde você pode adquirir lembranças da Floresta e da Cidade Maravilhosa.

 

Respeite o meio ambiente!

 

O Parque Nacional da Tijuca é um lugar incrível, que abastece o Rio de Janeiro com suas águas, além de ser o habitat de diversas espécies. É importante respeitarmos o ambiente com atitudes simples como levar o nosso lixo, não arrancarmos espécies da flora, não fazermos atalhos para evitar o risco de erosões e não utilizarmos produtos químicos, como sabonetes e xampus, nos banhos de cachoeira. O uso consciente de espaços públicos e naturais ajuda a manter estes espaços sempre especiais para todos nós!

 

Descobrindo o Rio: 10 atrações no Parque Nacional da Tijuca

Vista da Barra da Tijuca a partir da Pedra Bonita | Foto: Grazi Calazans

 

Por Grazi Calazans

 

Uma das melhores coisas em uma viagem são os lugares especiais que conhecemos. Mas, às vezes, para encontrarmos esses lugares, não precisamos ir muito longe, não precisamos sequer sair da nossa cidade. Enquanto morei no Rio de Janeiro, fiz questão de explorar esses lugares especiais e um deles, sem dúvida alguma, é o Parque Nacional da Tijuca.

 

Com uma área total de 3.972 hectares, o Parque Nacional da Tijuca é a quarta maior área verde urbana do Brasil. Declarado reserva da Biosfera pela Unesco, em 1991, esse parque é um dos mais visitados do país, recebendo aproximadamente 3 milhões de visitantes por ano. O Parque é dividido em 4 setores: Floresta da Tijuca, a maior floresta urbana do mundo; Serra da Carioca, onde se encontram as atrações mais famosas, como o Cristo Redentor e o Parque Lage; Pedra Bonita e Pedra da Gávea, uma área mais isolada, mas muito procurada para esportes de aventura; e, por último, Pretos Forros/Covanca, que não possui atrações mapeadas.

 

Estrada das Paineiras  | Foto: Grazi Calazans

 

O Parque pode ser avistado a quilômetros de distância com suas enormes cadeias montanhosas do Maciço da Tijuca. Trata-se de uma área protegida pioneira no quesito ambiental, uma vez que é mais antiga até mesmo que Yellowstone, o primeiro Parque Nacional criado no mundo, em 1872, nos Estados Unidos.

 

Os acessos podem ser feitos da zona norte (pela Tijuca), da zona oeste (pela Barra da Tijuca) e da zona sul (pelo Jardim Botânico e Gávea). São inúmeras atrações para todos os públicos, desde leves caminhadas, áreas de churrasqueiras e playgrond para crianças, até trilhas com escaladas e rampa de voo livre. A Transcarioca, a maior trilha urbana do mundo, tem grande parte do seu percurso dentro do Parque.

 

Setor Floresta da Tijuca

 

A maior floresta urbana do mundo tem uma encantadora curiosidade: trata-se de uma vegetação secundária, isto é, uma área totalmente replantada pelo homem. Na época do Segundo Reinado, o desmatamento causado pelas fazendas de café estava prejudicando o abastecimento de água potável da então capital do Império, o Rio de Janeiro.

 

Lago das Fadas | Foto: Grazi Calazans

 

Dom Pedro II ordenou o reflorestamento do local e o major Archer iniciou o trabalho, plantando 100.000 mudas em 13 anos, principalmente espécies nativas da Mata Atlântica. Atualmente, vivem no parque mais de 230 espécies de animais, entre eles macaco-prego, quati, cutia, cachorro-do-mato, sagui, beija-flor e sabiá.

 

Foram inúmeras vezes que aproveitei a Floresta da Tijuca como o “quintal de casa”, fazendo diversas trilhas, visitando seus picos, grutas e cachoeiras. Apesar de não ser um dos mais famosos cartões postais da Cidade Maravilhosa, deveria com certeza entrar no roteiro de todo mundo que a visita. E o melhor de tudo é que toda esta diversidade é gratuita!

 

Confira algumas atrações dentro do setor Floresta da Tijuca:

 

Setor Serra da Carioca

 

A Serra da Carioca faz parte do Maciço da Tijuca, compreendendo aproximadamente 131km2 na parte leste da cidade. Próximo ao oceano, esse setor é formado por uma grande variedade de serras e por morros, alguns com vertentes para a Zona Norte, outras para o centro da cidade, outras em direção ao Oceano Atlântico e outras ainda para a Baixada de Jacarepaguá. Um grande trecho da Serra forma o setor do Parque Nacional da Tijuca que abriga os cartões postais mais famosos do Rio de Janeiro, como o Cristo Redentor e o Parque Lage.

 

Mirante da Vista Chinesa | Foto: Grazi Calazans

 

Entretanto, são muitas as atrações que compõem este setor do Parque, entre cachoeiras, grutas, trilhas, mirantes e ruínas; a maioria delas de acesso gratuito. Basta levar água fresca, câmera fotográfica e disposição para aproveitar as paisagens e o ar puro proporcionado pela mata.

 

Confira atrações menos famosas desse setor:

 

Setor Pedra Bonita/Gávea

 

O setor da Pedra Bonita e Pedra da Gávea é o menor setor do Parque Nacional da Tijuca, mas é onde se concentra o maior espaço para a prática de esportes de aventura. São muitas vias de escalada – a da Pedra da Gávea é uma das mais procuradas do Brasil, além da rampa de voo livre da Pedra Bonita, uma das mais famosas e movimentadas do mundo. Vale a pena conhecer este setor, com uma das vistas mais belas da Cidade Maravilhosa.

 

 

O morro Dois Irmão visto da Pedra Bonita. | Foto: Grazi Calazans

 

Visite!

 

O site do Parque Nacional da Tijuca oferece uma gama de informações, além de um mapa interativo muito bacana, que você pode usar para planejar a sua visita de acordo com as suas prioridades. Na sua próxima viagem ao Rio, não deixe de incluir ao menos uma atração do Parque Nacional da Tijuca e aproveite a Cidade Maravilhosa de um ponto de vista diferente!

 

5 dicas básicas para começar a planejar seu intercâmbio

Foto: Rick Collins, via Creative Commons

 

Por Bruna Cazzolato Ribeiro

 

O ato de estudar em outro país é algo cativante e enriquecedor, porém o planejamento de um intercâmbio requer dedicação. São muitas decisões antes do início do curso e é sua responsabilidade fazer o seu sonho sair do papel. Aqui estão resumidos os primeiros passos para começar o planejamento para estudar fora, então vamos lá!

 

1) O lugar

 

Você tem algum país que sempre quis visitar? Adora o frio ou quer mesmo praia? Estes são só alguns exemplos de perguntas que você precisa responder, afinal de contas, o país escolhido será sua moradia pelo tempo de intercâmbio.

 

The University of Sydney | Foto: Jason Tong, via Creative Commons

 

Pense que você viverá no local e precisará fazer atividades cotidianas como acordar cedo, ir ao mercado utilizar transporte público. Isso pode ser um pouco mais chato se você não gostar do destino. Faça uma lista com os países que você tem mais interesse em conhecer e os motivos que te levaram a esta escolha. Por exemplo, França porque você adora a cultura do país, é antenado em história e quer aprender francês.

 

Pense com carinho na cidade também. Ela é muito pequena ou grande demais? É super cultural mas você gosta mesmo é de aventura? Lembre-se da regra acima, você irá morar no lugar. A ideia de sair do seu cotidiano quando se faz um intercâmbio é incrível e necessário, mas viver em um local que você nunca nem viajaria pode ser um fracasso.

 

2) O que estudar

 

Os cursos de idiomas ainda são os mais populares entre pessoas que querem estudar fora. Isso não é surpresa para um mundo onde falar inglês é quase essencial para qualquer profissional. Mas existem diversas outras opções: culinária, um semestre da faculdade, profissionalizante, pós-graduação, fotografia, etc. As opções são inúmeras e estão só esperando o seu planejamento.

 

Pense bem no seu momento profissional e pessoal. Você precisa de algum conhecimento específico? Quer aprender algo novo? Priorize o que é mais importante para você e aproveite as oportunidades. Hoje, a internet oferece muitas informações e você deve utiliza-las a seu favor. Sites de agência de viagens especializadas e o Estudar Fora apresentam oportunidades que você nem imagina. Visitar feiras de estudos e conversar com quem já foi também ajudam muito na sua decisão.

 

3) Quanto custa

 

Todo o orçamento começa com o valor do curso que você pretende fazer. Adicione ainda hospedagem, alimentação, transporte e seguro saúde. O seguro é um tópico que muitas pessoas ainda têm dúvidas se realmente é ou não é necessário, mas é verdade é que é imprescindível. O seguro é obrigatório para matrícula em todos os países. Em alguns países é necessário um seguro específico com cobertura para estudante, como no caso da Austrália por exemplo.

 

Não adianta, dinheiro é um quesito que pesa no bolso, mas hoje em dia pode não ser um empecilho para realizar um sonho. Basta arregaçar as mangas e pesquisar bem. Primeiro, calcule o custo de vida na cidade. Os sites Numbeo e Expatistan ajudam a comparar os preços de várias cidades pelo mundo. As escolas também oferecem um bom panorama de custo na região em que estão localizadas.

 

Foto: Francisco Osorio, via Creative Commons

 

O segundo ponto é verificar bem o seu estilo de vida, assim você consegue definir quais gastos terá no destino. Você gosta de baladas? Prefere museus? Adora uma promoção? Pese tudo isso na balança antes de ir. O site Quanto custa viajar ajuda bastante nestes cálculos.

 

Adicione ainda taxas consulares e documentos (como tradução juramentada, por exemplo). Verifique cotação de moeda do destino constantemente. O terceiro ponto é tão importante que vale um tópico separado: guardar dinheiro.

 

4) Feche a mão

 

Muitos planos acabam aqui porque as pessoas olham um número final e desistem. Calma lá, isso não significa que você não poderá fazer mais nada. Guardar dinheiro é um hábito e pode ser mais fácil do que você imagina. Verifique os seus excessos, há sempre uma gordurinha que pode ser cortada: aquele cartão de crédito extra que você nunca usa, mas paga a anuidade, a academia que você parou de ir há meses e ainda paga mensalidade. Será que você precisa mesmo ir à manicure semanalmente ou ir no barzinho toda sexta-feira?

 

O segundo ponto mais importante neste quesito é economizar. Ao invés de comprar um café todo dia, você pode carregar uma garrafinha térmica da bebida, feita em casa. Abra o seu guarda-roupa e veja a infinidade de roupas que você pode descobrir, caminhe mais para economizar no transporte. Essas são só algumas ideais. Faça uma lista com tudo que deseja comprar, espere um mês e você verá que não precisa da metade. Deixe o resto da listinha para os amigos verificarem um bom presente para você no aniversário. Todo mundo sabe onde o calo aperta, então aqui é com você.

 

5) Planeje, planeje, planeje

 

Apesar de cliché, é essencial. Anote tudo. Comece com ideias de lugares e cursos. Pense no seu orçamento atual e entenda quanto você precisará para alcançar o seu objetivo. Verifique quanto tempo pretende passar no destino. Veja os valores que você vai gastar com burocracia, como visto, taxas e documentação.

 

Comece a pesquisar os passeios que você fará, os valores, os dias que as atrações são gratuitas, os parques, as cidades e os países nos arredores que pretende conhecer.

 

Foto: BMPanoramio, via Creative Commons

 

Faça mais do que um plano, afinal o mundo é muito grande para você pensar em um local só. Isso ajudará a você não se sentir frustrado caso algo não dê certo. Ofereça oportunidades para você mesmo.

 

Comece a tirar sua ideia do papel e planejar seus estudos. Investir em conhecimento só gera benefícios próprio. Com certeza você será uma pessoa melhor depois de conhecer um novo mundo. Bons planos!

Azure Window: O mundo perde um cartão postal

Azure Window em novembro de 2016 | Foto: Giscard Stephanou

 

 

Por Giscard Stephanou

 

O mundo perdeu um cartão postal – e pouca gente sabe. A atração mais famosa e turística de Malta, a Azure Window (a janela azul), na Ilha de Gozo, desmoronou no mar na manhã de quarta-feira, dia 8 de março de 2017. A formação, um arco natural de 28m de altura composto de pedra calcária, de tão exuberante foi locação de filmes (como O Conde de Monte Cristo e Fúria de Titãs) e seriados (como Game of Thrones, na cena do casamento do Daenerys e Drogo, no 1º episódio da 1ª temporada).

 

Malta passou por tempestades nos últimos dias, tanto que o serviço regular de ferry entre as ilhas de Malta e Gozo foi suspenso, impossibilitando o próprio acesso dos turistas ao arco natural de pedra. Resultado das ações da mãe natureza: o mar em fúria levou a janela embora, para sempre.

 

Segundo informações das autoridades maltesas, relatórios já indicavam que o arco natural seria duramente afetado pela inevitável erosão natural. Para o povo maltês, este dia triste chegou.

 

Infelizmente, não caiu apenas a parte superior do arco. As bases da “janela” também se afundaram completamente, dando a falsa impressão de que nunca existiu uma Janela Azul na Ilha de Gozo.

 

Como se chegava:

Para chegar a Azure Window, o turista devia viajar até Saint Lawrence e Dwejra, cidade que abrigava a janela. O caminho até lá ainda é o mesmo. É preciso primeiro viajar até a Ilha de Malta, desembarcando no Aeroporto de Valleta. Do aeroporto ou do centro da cidade de Valletta (capital do país), é possível pegar um ônibus urbano até o Terminal Cirkewwa. Deste terminal, saem os ferrys com destino à Ilha de Gozo. Chegando à Gozo, pega-se um ônibus urbano com destino à Vitoria (capital de Gozo) e, de lá, outro ônibus com destino à Saint Lawrence e Dwejra.

 

Como se visitava:

As pessoas que visitavam a Azure Window tinham 3 opções diferentes para contemplar o arco natural: andar nas proximidades do arco, andar em cima do arco e fazer um passeio de barco.

 

Quando visitei, em novembro de 2016, era permitido caminhar sobre o arco. Segundo informações das mesmas autoridades maltesas, o excesso de turistas e o processo de erosão natural estariam danificando a rocha. Inclusive, recentemente, anunciaram multas para turistas que pisassem no arco, pois talvez a atração não durasse muito mais tempo. E foi o que aconteceu.

 

Vista do passeio de barco | Foto: Giscard Stephanou

 

O passeio de barco, em barquinhos de pescadores, costumava sair da Inland Sea (lago de água do mar nas proximidades da Azure Window), passava pela Blue Cave (um túnel/caverna de 60 metros que leva até o mar) e chegava bem próximo da base da “janela” no mar, vendo o outro lado da Azure Window (exatamente no local onde desmoronou a janela). Custava cerca de 4 euros por pessoa.

 

Como era o local da Azure Window:

Azure Window até 8 de março de 2017 | Foto: Joonas L. via Creative Commons

 

Como está agora o local da Azure Window:

Local onde ficava a Azure Window | Foto: Times of Malta

 

Pós-desmoronamento:

Fico feliz de ter visitado a Azure Window e caminhado por lá. Seguramente, foi um dos lugares mais bonitos que conheci em todas as minhas viagens mundo afora, além de ter sido o grande motivo de minha visita à Malta.

 

Certamente, a população de Malta deve estar em prantos, nesse momento, com o colapso da Azure Window. Não é para menos, já que a Azure Window era o símbolo do país. Mas a Ilha de Malta e de Gozo, que compõem esse belo arquipélago situado no Mar Mediterrâneo, têm muitas outras atrações a oferecer. A capital de Malta, Valleta, e a capital de Gozo, Vitória, que o digam.

 


Confira as inúmeras atrações de Malta no Guia O Viajante Europa Mediterrânea! São nove páginas sobre esse micro e encantador país, apresentando as cidades de Valetta, Gozo e Comino.

 

 

 


 

Trem da Serra do Mar Paranaense: conhecendo a serra através dos trilhos

Os vagões coloridos do Trem da Serra do Mar Paranaense | Foto: Juliana Santos

 

Por Juliana Santos

 

A estrada de ferro que liga Curitiba a Morretes atravessa a Serra do Mar e sua exuberante Mata Atlântica por cerca de 110 km passando por uma sucessão de belezas, incluindo casarios históricos, estações antigas, igrejas com arquitetura diferenciadas, cachoeiras com enormes quedas e paisagens indescritíveis.

 

A obra, iniciada em 1880, foi considerada impraticável por alguns dos maiores engenheiros do mundo. Para ser executada, a mão de obra de mais de 9.000 homens da região foi necessária, entre trabalhadores, engenheiros e outros profissionais da área. Pois bem, depois de ser desacreditada, a estrada de ferro não só saiu do papel, como anos depois, foi eleita pelo jornal britânico The Guardian como um dos 10 passeios de trem mais espetaculares do mundo.

 

Chegando e saindo de Morretes

 

O Trem da Serra do Mar Paranaense, operado pela Serra Verde Express, parte diariamente de Curitiba a Morretes e dura cerca de 3h. O ticket do trem custa a partir de R$ 150,00 ida e volta na classe econômica para adultos. Para evitar preocupações, é melhor garantir o ticket com pelo menos alguns dias de antecedência, porque esgota bem rápido, principalmente se for final de semana. É possível adquirir por telefone, e-mail ou diretamente na Estação Ferroviária de Curitiba – a venda online não está disponível.

 

Estação em Morretes | Foto: Juliana Santos

Os preços são os mesmos se comprados com antecedência e o pagamento pode ser em dinheiro ou em cartão de crédito. O que pode mudar é a classe disponível para compra: classe econômica, classe turística, classe executiva e vagão camarote. Dica: Se você for da capital paranaense até o litoral, vale a pena comprar o assento do lado esquerdo do trem por apresentar a melhor vista para fotografar.

Se, assim como eu, você deixar para comprar as passagens de última hora, e não tiver os dois trechos disponíveis no trem, saiba que a Serra Verde Express também dispõe de van. Por via rodoviária, o percurso total de 67km leva 1h30 para ser percorrido. Um dos pontos altos desse trajeto são os 33 km pela Estrada da Graciosa, um dos caminhos mais encantadores do Paraná. Construída com paralelepípedos, a estrada possui curvas sinuosas e é toda interligada por pontes e mirantes que, em dias de céu limpo, permitem avistar até o mar.

 

Na volta, se fizer o trecho Morretes-Curitiba de trem, lembre-se de comprar o assento do lado direito para ver as belezas da região. Ir de van e voltar de trem custa R$ 125,00 por adulto (em classe turística incluindo ainda um lanchinho), um pouco mais barato do que os dois trechos de trem. Além da economia, optando por essa modalidade, você ainda poderá conhecer dois caminhos incrivelmente belos.

 

O passeio de trem

O trem percorre mais de 100km de Mata Atlântica | Foto: Juliana Santos

 

O passeio inicia e, enquanto o guia do vagão começa a falar os nomes dos rios, dos 41 viadutos e pontes e dos 14 túneis escavados na rocha, é possível observar a mudança da paisagem ao longo do caminho. No momento em que o trem se aproxima da Ponte São João, construída a 55m de altura, todos os passageiros se deslocam para o mesmo lado do trem a fim de garantir belas fotografias.

 

Uma das partes suspensas dos trilhos | Foto: Juliana Santos

 

O Viaduto do Carvalho também encanta os visitantes: quando o trem sai do túnel, a sensação é a de se estar flutuando. O cenário é incrível e lá de cima ainda é possível avistar a usina do Marumbi, que forneceu energia nos 1960 para a região. Durante a passagem pelo Túnel Roça Nova, outra surpresa: a escuridão durante o tempo em que o vagão percorre seus 457m de extensão.

 

A simpática Morretes

Morretes e seu clima ferroviário | Foto: Juliana Santos

 

Na chegada à simpática Morretes é possível ver casarões do século 17, praças com igrejas centenárias e o rio Nhundiaquara cortando a cidade de ponta a ponta. Fundada em 1721, com cerca de 15mil habitantes, Morretes está localizada no meio da Serra do Mar Paranaense, entre a capital e o litoral. O bucolismo de sua rotina, o clima agradável, as opções de ecoturismo, as atrações gastronômicas e as construções históricas atraem centenas de turistas ao município nos finais de semana.

 

Detalhes da charmosa Morretes | Foto: Juliana Santos

 

A cidade conta com lojas de artesanatos, pousadas e restaurantes cheios de personalidade, um dos pontos fortes do município. Os turistas aproveitam a visita a Morretes para provar o famoso barreado, prato tradicional da culinária do litoral paranaense. Trata-se de carne cozida por 12 horas em uma panela de barro (barreada), vedada com massa de farinha e água, o que dá maciez sem tirar o incrível sabor. Experiência à parte é ver alguns dos garçons preparando a iguaria e acrescentando seus acompanhamentos, como farinha de mandioca, banana e arroz.

 

Feirinha de artesanato no centro de Morretes | Foto: Juliana Santos

 

Se tiver poucos dias na cidade de Curitiba, esse é um daqueles passeios que vale muito a pena fazer. Mesmo que você vá de carro, visite essa charmosa cidade, aproveitando a culinária e o artesanato local, e depois não se esqueça de compartilhar sua experiência!

 

Roteiro de 4 dias na Chapada dos Veadeiros

Cachoeira Almecegas I 01

Cachoeira Almecegas | Foto: Daniel Carnielli

 

Por Daniel Carnielli

 

Berço das principais nascentes do Brasil, a Chapada dos Veadeiros, no estado de Goiás, dispõe de um dos mais ricos ecossistemas no mundo.

 

Galhos retorcidos, pedras quebradiças, água pura nascendo timidamente sob o solo impermeável e duro. O verde insistente mesmo sob a escassez das épocas de seca ou deslumbrante nas épocas de chuva, fazem do cerrado de altitude o refúgio de rara beleza natural.

 

Raizama 01

Trilha para o Raizama | Foto: Daniel Carnielli

 

“As gotas de vida que brotam na Chapada dos Veadeiros semeiam sonhos e realizações que sempre estiveram ali, no cantinho do coração, esperando para serem cultivadas. ”  A Chapada desnorteia os visitantes que se perdem a tantas oportunidades de passeios e locais a serem visitados nos tradicionalmente curtos períodos que podemos viajar.

 

Neste roteiro de 4 dias pela Chapada dos Veadeiros, o foco não será as cachoeiras populares nas redes sociais. A proposta aqui é de um roteiro, talvez alternativo, que resultará na certeza de que mesmo não vendo tudo, tudo que foi visto nestes 4 dias, foi vivido da melhor maneira possível.

 

Macaquinhos 01

Comboio de aventureiros indo para Macaquinhos | Foto: Daniel Carnielli

 

Há trilhas que são longas e exigem preparo, mas há também as trilhas que são bem curtas e que permitem que possamos chegar de carro muito próximo das atrações.

 

A variedade de cachoeiras parece teimar para que até os mais resistentes não resistam. Grandes, pequenas, claras, escuras, altas, baixas, com poço enorme, sem poço, rasas, profundas. Cachoeira é o que não falta e se alguém diz conhecer todas, desconfie. Há sempre algum canto ainda não explorado escondendo algo.

 

Preparando a viagem

Devo ir de carro? Se possível, sim! Tudo fica mais fácil e talvez mais barato. Este roteiro não tem locais de acesso restrito a veículos mais preparados. Então na maior parte do ano, qualquer carro de passeio pode acessar tudo.

 

Mas se você não tem carro, não há problemas. Vários guias estão motorizados e, inclusive, preferem utilizar seus próprios veículos. Neste caso a dica é juntar uma “turminha”, na pousada mesmo, para que o custo por pessoa não saia muito elevado.

 

Onde dormir?

Apesar de o vilarejo de São Jorge ser mais popular, este roteiro está mais centralizado em Alto Paraíso. Portanto vale a pena ficar na cidade, que, além de ótima oferta gastronômica, oferece diversas opções de hospedagem e noites mais tranquilas.

 

Noite na Chapada dos Veadeiros

Céu estrelado faz parte do roteiro! | Foto: Daniel Carnielli

 

O que levar na trilha

Sempre é recomendável usar calça comprida em trilha. O motivo é a gosto do freguês. Podem ser simplesmente para evitar os insetos, ou para que pequenos galhos não raspem na perna, também podem ser para que em um eventual e provável escorregão, nenhum corte profundo aconteça. Poderíamos também pensar na iminência de algum animal peçonhento, mas vamos deixar os motivos mais tensos de fora né, sem apelação.

 

  • Calça comprida e confortável.
  • Roupa de caminhada.
  • Mochila pequena para alimentos e itens básicos, como capa de chuva, remédios, protetor solar…
  • Alimento para o dia de trilha. Comidinhas leves e nutritivas como granola, frutas secas, barra de proteína…
  • Garrafa de água. Pode ser pequena, água potável não faltará nos trajetos.
  • Chapéu ou boné.
  • Esparadrapo por precaução.

 

Raizama 02

Fauna e flora na trilha para Raizama | Foto: Daniel Carnielli

 

Preciso de guia?

Teoricamente não, quando pensamos somente no trajeto. Mas a menos que você saiba como lidar no caso de encontrar um animal peçonhento no seu caminho ou reconheça instintivamente os sinais das fatais trombas d’água, talvez o guia faça diferença entre a segurança e a sorte. Além disso, em cada uma das cachoeiras há diferente formas de diversão que os guias podem ajudá-lo a aproveitar ao máximo.

 

Leia mais em 10 razões para contratar um guia e decida com sabedoria.

 

Para encontrar um guia basicamente há três formas infalíveis.

 

  1. Pergunte na pousada. Elas costumeiramente indicam guias parceiros, o que costuma ser bom porque você nem precisa sair do seu local de hospedagem para fazer o contato ou encontrá-lo.
  2. Vá ao CAT (Centro de Atendimento ao Turista). Em Alto Paraíso fica na Av. Ari Valadão Filho, em frente ao Grande Hotel Paraíso. Não tem erro e lá se obtém muita informação sobre a região.
  3. Agência de turismo da região. Na própria Av. Ari Valadão Filho, tem a agência Travessia. É a mais antiga agência de esporte da cidade e possui os guias com maior conhecimento aventureiro da região. Na mesma avenida há também outras agências.

 

Flores do Cerrado 01

Flores típicas do Cerrado | Foto: Daniel Carnielli

 

Roteiro

Vamos ao roteiro? A cada dia vou explicar o roteiro sugerido e o porquê. O objetivo deste roteiro é expor você a uma viagem inesquecível na Chapada dos Veadeiros informando as atrações certas para estes 4 dias na região. A indicação de caminho não será exata porque podem variar com o tempo em detalhes importantes. Mas no CAT dá para esclarecer o “como chegar”. Algumas destas propriedades são particulares e costumam facilitar o quanto puderem o acesso.

 

Estrada Sao Jorge - Alto Paraiso

Estrada São Jorge | Foto: Daniel Carnielli

 

Dia 1

Roteiro do Rio São Miguel

Vale da Lua 05

Vale da Lua | Foto: Daniel Carnielli

 

São Miguel, o anjo que nos protege das ciladas do demônio tem em seu rio uma morada no mínimo curiosa, mas de nada demoníaca. O rio é o afluente das atrações Vale da Lua, Raizama e Morada do Sol. Geologicamente falando, a formação deste afluente foi uma das primeiras regiões a se solidificarem no planeta, o que explica o leito rochoso e delicadamente esculpido pela água.

 

O guia aqui é recomendável. Pela característica impermeável das rochas, o risco de é elevado. Mas nos próprios locais costumam haver instruções para proteger os visitantes. Além disso, os guias orientam sobre os “cantinhos atrevidos” que podemos ou não entrar para desfrutar melhor da região: um mergulho atravessando dois poços, hidromassagem embaixo da rocha, escorregador natural, entre outros “segredinhos” fascinantes.

 

Primeiro, o Vale da Lua

Vale da Lua 03

Vale da Lua | Foto: Daniel Carnielli

 

O nome não é apenas sugestivo, esclarece exatamente o que encontramos neste local. Um vale lunar em pleno Cerrado. Densas rochas esculpidas pela incansável passagem da cristalina água.

 

Vá cedo. Chegar por volta das 9h fará com que o Vale da Lua seja todo seu. Um bom passeio aqui dura em torno de 3 horas. A trilha é bem curta e fácil para todas as idades.

 

Oriente-se antes de descer para o vale. Pergunte sobre o que eles recomendam conhecer antes, vale a pena.

 

Na “portaria”, há uma simples lanchonete vendendo pasteis e água de coco. Parada obrigatória na saída antes de prosseguir ao próximo destino.

 

Como chegar: Pegue a estrada que liga Alto Paraíso a São Jorge e após a montanha da Baleia fique atento aos acessos à esquerda. Estará sinalizado.

Trilha: Fácil (1km)

Custo: R$ 15 por pessoa

Tempo ideal de passeio: 2 a 3 horas.

 

Agora é a vez do Raizama

Raizama 05

Cachoeira do Raizama | Foto: Daniel Carnielli

 

Entre duas montanhas, um rio que cava seu leito pela ação única do tempo, encontra aqui uma fenda que eleva sua profundida e beleza. A água exibe vórtices, poços e quedas singulares neste local.

 

Partindo do Vale da Lua, 10km adiante em parte asfaltada, o levam até o Raizama. A trilha tem entre 2 e 3 km e boa parte dela é plana, mas próximo ao rio fica mais íngreme. Quando chegar ao rio, antes de descer para o local de banho, siga a trilha beirando o desfiladeiro pela parede. Mesmo com a proteção local, cuidado para não escorregar e olhe antes de apoiar! Aqui é o habitat de pequenas aranhas e lagartas de fogo.

 

O mirante no fim do desfiladeiro é lindo! A cachoeira neste ponto, a qual mal podemos ver o fim, tem aproximados 40mts.

 

O melhor local de banho é onde a trilha encontra o rio na primeira descida. Após a visitação ao mirante, volte pelo mesmo local e siga até as piscinas lá atrás.

 

Cuidado no Raizama. É lindo, é seguro, mas não aceita brincadeiras.

 

Como chegar: Siga a estrada sentido São Jorge, o acesso fica à esquerda, pouco depois de São Jorge.

Trilha: Moderada (3km)

Custo: R$ 20 por pessoa

Tempo ideal de passeio: 2 a 3 horas.

 

E onde fica a Morada do Sol?

Morada do Sol

Cachoeira na Morada do Sol | Foto: Daniel Carnielli

 

Seguindo a estrada, após passar São Jorge por mais aproximados 5km, a sua esquerda haverá uma casa que recepciona os visitantes. Discretas placas indicam que ali é a Morada do Sol.

 

De carro chega-se muito perto do rio São Miguel; informe-se na entrada.

 

O poço de banho tem vários “cantinhos” muito agradáveis de hidromassagem natural. Há também uma cachoeira linda no leito do rio abaixo, que podemos ver por cima.

 

É aqui que o sol se esconde. Leva este nome porque no fim do dia o sol reflete nas rochas formando um cenário pacifico e atraente.

 

Trilha: Fácil (1km)

Custo: R$ 15 por pessoa

Tempo ideal de passeio: 2 a 3 horas.

 

Se o tempo permitir

 

Visite pouco mais adianta as Águas Termais. É um local agradável com piscinas cuja nascente profunda aquece a água. O local tem uma boa estrutura, restaurante e até uma sauna úmida ao lado das piscinas.

 

Jardim de Maitreya

Jardim de Maitreya | Foto: Daniel Carnielli

 

Para finalizar o dia

 

Volte para São Jorge e permita-se conhecer os restaurantes locais. A criatividade na gastronomia aqui rendeu pratos deliciosos. Chega a ser difícil escolher e opções contemplam todos os gostos.

 

Dia 2

Macaquinhos!

Macaquinhos 06

Cachoeira no Macaquinhos | Foto: Daniel Carnielli

 

Pense num local incrível onde o rio forma cachoeiras maravilhosas, de água azul transparente, muito pura, e em um visual cênico inspirador. Não há como resistir a estas quedas d’água. O local tem basicamente quatro cachoeiras, sendo a última a Cachoeira do Encontro. Cavernas, poços para saltos, fendas, escorregador, hidromassagem e muito visual pelo Cerrado. Para mim o Macaquinhos é especial!

 

Aproveite as cachoeiras na ordem que as encontrar. Só não demore para ir à última, pois é a primeira a esfriar também.

 

Como chegar: Pegue a estrada, sentido de volta a Brasília por mais ou menos 18km. Fique atento à primeira entrada à esquerda, logo após uma grande descida de mais de 2km; haverá sinalização para os Macaquinhos. Aliás, não confunda entre Macaquinhos e Macacos. Macacos é uma cachoeira maravilhosa, mas o acesso exige veículo adequado na maior parte do ano.

 

Macaquinhos 04

Cachoeira no Macaquinhos | Foto: Daniel Carnielli

 

Para Macaquinhos, serão cerca de 35km de estrada de terra. Vá com calma e atento as discretas sinalizações a cada bifurcação.

 

Já após aproximados 30km, você passará pelo ultimo portão e nele verá um horizonte a sua direita. Siga um pouco e, na cruz, pare. Dá para descer em um mirante incrível. Deste mirante é possível ver as montanhas que dividem Goiás e Bahia.

 

Macaquinhos 08

Cachoeira no Macaquinhos | Foto: Daniel Carnielli

 

O acesso ao Macaquinhos costuma ser complicado no início da volta. Repare o caminho para na volta estar prevenido, se necessário.

 

Trilha: Moderada (8km)

Custo: R$ 20 por pessoa

Tempo ideal de passeio: 5 a 8 horas.

 

Dia 3

Catarata dos Couros

“Se Deus morasse na Terra, é aqui que ele moraria. “ E foi assim que me apresentaram as Cataratas dos Couros. Este incrível refúgio do Rio dos Couros.

 

Catarata dos Couros 04

Catarata dos Couros | Foto: Daniel Carnielli

 

Ao contrário de outras, o melhor aqui é descer até a ultima cachoeira e aproveitar cada cachoeira na volta.

 

Para os aventureiros, há bastante diversão aqui. O último poço dá acesso por cima de uma cachoeira incrível, mas nesta não dá para descer por trilha.

 

Sempre achei difícil descrever locais tão belos quanto este, então vou resumir novamente. “Se Deus morasse na Terra, é aqui que ele moraria.”

 

Como chegar: O caminho não é bem sinalizado e há várias bifurcações no trecho de terra. Basicamente é preciso dirigir sentido Brasília por 10km e entrar à direita. Por terra são mais uns 35km. Atualize-se sobre as instruções na pousada ou CAT para evitar enganos. Poderia descrever o caminho, mas é possível que o induza a erros porque há fazendas na região. Então vale se informar.
Trilha: Moderada (6km)

Custo: Grátis

Tempo ideal de passeio: 5 a 6 horas.

Atenção: O MST invadiu as terras próximas às Cataratas. Às vezes cobram pedágio de R$ 5 por pessoa para o acesso às cataratas, que não possuem proprietário oficial. Já os vi fortemente armado, mas nunca ouvi relatos de perigo.

 

Dia 4

Roteiro do Rio dos Couros pela Fazenda São Bento

Cachoeira Sao Bento 02

Cachoeira São Bento | Foto: Daniel Carnielli

 

O Rio dos Couros leva este nome porque nasce no Vale dos Couros, um vale próximo a Pouso Alto, o ponto mais elevado da Chapada dos Veadeiros. Local conhecidamente com muitas cobras – daí vem o nome.

 

A Fazenda São Bento tem rica história na região. Inicialmente funcionava como uma marcenaria, mas a partir da criação do parque encontrou no turismo a sua fonte de renda, agora, o Hotel Fazenda São Bento. No mais puro estilo colonial, nos faz esquecer que estamos no Cerrado por alguns instantes.

 

A sede dá acesso à estrada que leva às cachoeiras Almecegas I e Almecegas II. Já a cachoeira São Bento fica a pé a 200 mts da sede.

 

Como chegar: Sentido São Jorge, fica a apenas 8km de Alto Paraíso. Entre na fazenda São Bento e obtenha as simples instruções na recepção.

Custo: R$ 20 por pessoa

Tempo ideal de passeio: 3 a 4 horas.

 

Cachoeira Almecegas I

Cachoeira Almecegas | Foto: Daniel Carnielli

Cachoeira Almecegas | Foto: Daniel Carnielli

 

A trilha mais difícil de todas, cerca de 3km com os últimos metros bem íngremes. A bronzeada água inquieta, talvez pelos 40 metros de queda, ainda convida incessantemente os presentes. A parede da queda parece até dizer “cheguem mais perto”, e, assim, pisando descalço, com dificuldades nas desconfortáveis pedras na beira do poço, nós vamos aos poucos atendendo seu convite.

 

Trilha: Moderada (6km)

 

Cachoeira Almecegas II

Cachoeira Almecegas II

Cachoeira Almecegas II | Foto: Daniel Carnielli

 

De carro se chega a poucos metros da cachoeira. O acesso é muito simples e na trilha praticamente não há inclinação alguma. No canto direito, um espaço parece desenhado para os ousados saltadores caírem em suas águas.

 

As pedras com coloração perolada enriquecem o visual.

 

Trilha: Fácil (< 1km)

 

Cachoeira São Bento

Cachoeira Sao Bento 01

Cachoeira São Bento | Foto: Daniel Carnielli

 

Na cachoeira que está no circuito do campeonato nacional de Polo Aquático, a água parece tão refrescante quanto uma Coca-Cola gelada. À direita do poço, uma parede de cristais em rocha é uma verdadeira escola para quem quer aprender a criar coragem de pular na água. Dá para saltar de várias alturas com o único risco de dar a inexperiente barrigada.

 

Um deleite para a despedida da Chapada dos Veadeiros. O fácil acesso nos convida a sempre retornar aqui.

 

Trilha: Fácil (< 1km)

 

Para finalizar o dia

Fazenda Sao Bento

Fazenda São Bento | Foto: Daniel Carnielli

 

O barzinho na recepção da Fazenda oferece uma saborosa cerveja artesanal produzida na região, além de torradas de pão integral servidas ao azeite temperado.

 

Para encerrar o dia, vale a pena dirigir até o Rancho de seu Waldomiro. Fica na “cabeça” da montanha da Baleia no sentido São Jorge. Lá, seu Waldomiro encanta os visitantes com suas histórias ou estórias sobre o tempo em que caçava onças e sobre as luzes que ele não acredita, mas vê saindo da mágica montanha da Baleia. A Matula, prato de feijão cozido nas folhas de bananeira é seu “carro chefe”, acompanhado dos incontáveis sabores de licor preparados ali mesmo com os sabores do Cerrado.

 

da natureza nada se leva

No meio da trilha, um aviso | Foto: Daniel Carnielli

 

Informações úteis

A época de chuva é de dezembro a março. Neste período as cachoeiras ficam lindíssimas, mas aumenta muito o risco de enxurradas repentinas provocadas pela chuva na cabeceira ou nas nascentes.

 

Não há ônibus comercial entre Alto Paraíso e São Jorge.

 

CAT (Centro de Atendimento ao Turista)
Av. Ary Valadão Filho, 1.100 – Alto Paraíso de Goiás
Tel.: (62) 3646-1159

 

Rodoviária de Alto Paraíso

Tel.: (62) 3646-1359

Site: http://www.guiaaltoparaiso.com.br/.