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02.11.2012

Passeios em El Calafate – Argentina

Em Calafate, diferente de El Chaltén, é tudo excursão, seguindo o estilo CVC – excursões grandes, horários marcados para tudo. Tem todos os tipos de público e idade e há muitos brasileiros. Em Chaltén, por causa das caminhadas longas, o público é mais jovem e há muitos casais. El Chaltén está a 3 h de El Calafate.

Fomos até o Parque Nacional, 80km de distância ou quase 2h, com uma parada para foto. Depois, pegamos um barco na beira de um lago e fomos até um bosque ao lado do glaciar. Caminhamos cerca de 15 minutos pelo bosque até chegar a um lugar, onde colocam uns ganchos de ferro no sapato (o gancho fica na sola e é amarrado no sapato) para poder caminhar no gelo. Andamos no gelo durante uma hora e meia. É legal e não é difícil. Ninguém escorrega, por causa dos ganchos (grampones em espanhol).

Voltamos pelo mesmo bosque e comemos a comida que cada um levou. Pegamos o barco de volta e andamos de bus por cerca de 10 minutos até chegar a um lugar com várias passarelas. O barco vai pelo lado norte. Por essas passarelas, se caminha de frente ao glaciar e se tem uma boa visão panorâmica, podendo ver os dois lados. Na verdade, a parte mais aparente é um U. No barco e na caminhada se vê a perna da esquerda e na passarela se vê tudo.
Tem 5 maneiras de se conhecer o perito moreno:
1- fazendo o passeio que fiz, chamado minitreking;
2- fazendo passeio só nas passarelas; para ver tudo com calma precisa de umas 3 horas. Dá para ir de ônibus por conta própria ou de excursão e que dura 4 horas nas passarelas;
3- fazendo um passeio de barco que se contrata no próprio parque e que dura 1 hora;
4- fazendo o big ice, onde se caminha 1:30 h para ir e outro tanto para voltar no bosque até se chegar a uma parte mais alta e interior do glaciar, onde se caminha no gelo por 3 horas;
5- excursão todo glaciares, em que se toma um barco em um lugar diferente e se navega por 7 h, por 3 glaciares (perito, upsala e mais outro).

Estava meio em dúvida em fazer o minitrekking, porque achava que causava impacto ambiental, porque andar no gelo ajuda que se descongele. Perguntei para guarda-parques, agências e disseram que não, mesmo porque o perito está em equilíbrio. Por um lado, se anda por uma pequena parte, considerando o seu tamanho enorme; por outro lado, quando se anda, se leva terra do bosque, se descongela o gelo, os guias cavam degraus para a gente andar, porque tem subidas e baixadas. Para quem já viu gelo, acho que não compensa o preço e o impacto ambiental.

No final, no próprio glaciar, se serve uísque Jameson e alfajor, algo que não tem nada a ver com o lugar. O ônibus foi dividido em 3 grupos: inglês; pessoas com guia em espanhol, de mais idade; pessoas com guia em espanhol, mais jovens. Do meu grupo de 15, todos beberam uísque, menos eu, mas nem todos beberam até o final e ai os guias jogam o resto no próprio glaciar… Fora os farelos do alfajor que caem no glaciar. Consciência ambiental zero.

As passarelas são bem legais e acho que basta para conhecer o glaciar e não tem impacto (só o impacto de usar o banheiro). Temperatura ok, quase a mesma da cidade, pelo menos no dia em que fui (meu guia fala que costuma ser mais frio). Dia com sol e algumas nuvens. Nenhum frio demasiado, só no barco, por causa do movimento, e aí venta mais.

Em Chaltén tem o glaciar Viedma. Fiz só a navegação. Tem a opção do minitreking também, que dura 2h (ventava muito no dia e fazia muito frio), e o big ice, que dura 7 horas, salvo engano, e inclui escaladas. Eu fiz só o barco.

A região da Patagônia tem centenas de glaciares que forma o campo de gelo continental. O Perito Moreno é o mais famoso, embora não seja o maior, porque é o mais acessível e porque tem uma cara (frente para o lago) maior. Vale a pena conhecer o lago, mas não vale a pena fazer o minitrekking. Vale observar o degelo, mas não vale achar bonito. Ao contrário, deve-se voltar e buscar adotar atitudes que provoquem menos impacto para o meio ambiente e para o aquecimento da Terra. A nota ruim não é para o glaciar, que merece ser visitado, mas para o minitrekking.

Superestimei o tempo em El Calafate. Calculei 3 dias e meio, mas em um dia e meio fiz o que queria. Descartei andar no Cerro Calafate, porque não parece nada demais e porque antes estava em El Chaltén e depois Torres, e é preciso dosar energia (parece ter vista só da cidade).

Lá vi que não era necessário voltar às passarelas, que não estava a fim de ficar 7 horas num barco (todo glaciares), mesmo porque já tinha visto Perito; o Upsala, pelo tripadvisor, por causa dos grandes desprendimentos, só se vê de longe (alguns falam 15 km) e só restaria outro glaciar. Como já havia visto 2 glaciares, vi menores nas caminhadas de El Chaltén e como devo ver mais no Torres del Paine, não quis fazer a navegação. Tem uns passeios para umas estâncias, para ver como se trata ovelha, mas também não tenho interesse.

Restaurante vegetariano bom, mesmo para quem não é vegetariano: Kau Kaleshen (veggies patagônicos), é na Callle Gobernador Gregores, 1.256. Parrillas libres(coma quanto quiser): cuidado, pois além do preço anunciado, você é obrigado a consumir bebida (mesmo que não queira) e pagar pelos talheres (cubiertos), o que aumenta o valor anunciado.

O guia está certo. Na região da patagônia, Puerto Natales é a melhor opção para descansar entre umas trilhas em El Chaltén e outras no Torres del Paine, pois é mais barato e tem mais qualidade.

viajante rj

 

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